24.1.14

Adaptação: Uma Dança Com O Sheik - Capítulo Três

Uma Dança com o Sheik
Obs: Aviso legal
       Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.
Notas da Autora:

Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Tessa Radley, Uma dança com o Sheik , Tituli Original: One Dance with the Sheikh que dá titulo a fanfic de mesmo nome.

Capítulo Três
Os Winthrop e os Swan. 

—  Ir a Vegas com você? Está falando sério? — A perplexidade fez o queixo de Isabella cair.

— Sem sombra de dúvida. — Ele acabou com a distância entre os dois, e seus largos ombros bloquearam a visão dela da casa. — Você poderia tentar a sorte nas máquinas caça-níqueis.

— Pretendo fazer mais do que tentar a sorte nas máquinas. Meu plano é apostar a noite inteira... No cassino.

— E uma séria rebeldia. — O sorriso dele se alargou. — Tenho certeza de que posso me adaptar a esse plano.

— Está rindo de mim? — perguntou ela, suspeitando.

— Por que eu riria de você?

Porque ele a considerava moderada demais, certinha demais para aceitar a oferta? O impensado ímpeto de surpreendê-lo cresceu antes que ela pudesse contê-lo. Por que ela não deveria aceitar o convite para ir apostar em Vegas?

Isabella inspirou fundo e disse de uma vez:

— Minha mãe era uma Winthrop.

Ela parou, esperando.

Quando Edward não reagiu, ela disse:

— Esqueci. Para quem não é do sul, o nome não significa nada. Mas, na Carolina do Sul, os Winthrop sempre foram uma força a ser considerada. — Ela abriu um rápido sorriso. — Parece terrivelmente esnobe, eu sei. Contudo, em Charleston, eles são uma família antiga e bem estabelecida que passou por tempos difíceis. Um resultado de más decisões de negócios... Apesar de a queda ter começado muito antes. Um tio do meu avô ficou famoso por sua habilidade de apostar grandes quantias nos imóveis e no pôquer... Perdeu nos dois.

— Sinto muito por ouvir isso.

Ela deu de ombros.

— A coisa piorou. Na década de 1970, a fortuna da família estava esgotada, mas os Winthrop ainda estavam determinados a se apegar a um estilo de vida que não podiam mais sustentar. Isso significava uma nova injeção de dinheiro para manter a posição social, dinheiro que vinha dos afretamentos Swan e, por ironia, de lucros com imóveis. Os Swan devem ter sido melhores em apostar em imóveis... Ou ao menos mais astutos. Por acaso, ao mesmo tempo que a fortuna da família Winthrop declinava, meu avô Swan tentava escalar a velha fortaleza monetária de Charleston, que, apesar da recente e crescente riqueza dele, tinha se mostrado impenetrável até aquele momento. Então ele pressionou meu pai para que se casasse com a minha mãe.

Edward se aproximou.

— Você parece cínica.

— Cinismo não costuma ser uma característica minha, acredite ou não. — Isabella recuou até conseguir sentir a rígida balaustrada em seu quadril. — Mas não considero especialmente admirável a maneira como os Winthrop e os Swan mais velhos se comportavam arranjaram um casamento entre meus pais para o benefício deles.

— Era assim que as coisas costumavam ser feitas em famílias poderosas. Mas os seus pais teriam parte da responsabilidade concordando com a ideia.

— Minha mãe se apaixonou por Charlie Swan. Ele era bonito, perspicaz... Que mulher resiste a um homem que tem senso de humor? E ele tinha os meios para restaurar a fortuna da família. Um verdadeiro cavaleiro de armadura reluzente. Ela não teve a menor chance. — Isabella soltou um estremecido suspiro. — Por que estou falando disso? Estamos aqui para comemorar o casamento de Alice, não para chorar pelo passado.

— Não deixe as escolhas passadas dos seus pais colorirem o seu futuro — disse  ele suavemente. — Vamos a Vegas. Levo você para apostar, se for o que você quer. Ou podemos simplesmente nos divertir durante um fim de semana.

Que mal causariam alguns dias de puro prazer? Havia algo loucamente malicioso em fazer o que sempre fora visto com maus olhos na família dela.

— Você faz isso parecer muito tentador.

— Mas?

Ele detectara a hesitação dela.

— Não sei...

— Está perdendo a coragem.

Ele tinha toda a razão. Ela inspirou fundo, ciente do pungente perfume de jasmim no ar. A doce familiaridade da fragrância tomava a conversa com Edward ainda mais surreal.

— Eu não devia nem estar considerando um convite tão louco.

— Claro que devia. E o que você quer fazer.

Novamente, com a razão.

Ele enxergava dentro da mente dela?

Instantaneamente, todos os motivos para que ela não fosse passaram por sua cabeça. Quem acompanharia o caso com o detetive Conner? Com Leah Clearwater? Quem cuidaria da sua mãe? Das irmãs? Por um momento, Isabella considerou que sua mãe tinha Phil agora, que suas irmãs estavam casadas. Seria libertador se desvencilhar de tudo por alguns dias.

Aproveitar e se divertir. Abandonar as responsabilidades que a prendiam.

Ter uma vida.

Seria tarde demais? Ela já se esquecera de como viver? Isabella olhou para o homem que lhe oferecia a maior tentação de sua vida. Os lábios dele ainda estavam curvados num sorriso o inferior, farto e apaixonado. O olhar dela se demorou ali. Beijar um desconhecido. Tão mais arriscado que flertar. Mas tão tentador...

Ela desviou rapidamente o olhar.

O som de leves passos na sacada a liberou de ter de tomar uma decisão. Jessica, a noiva de Seth, aproximava-se deles. Lançando um curioso olhar para Rakin, ela disse:

— Isabella, sua presença está sendo requisitada. Alice está prestes a jogar o buquê.

Os ombros de Isabella desabaram de alívio. Abrindo um pequeno sorriso para Edward, ela falou:

— Preciso ir... O dever chama.

— Ficarei esperando.

Ele não precisou dizer que esperaria uma resposta; estava implícito. O sorriso dela ficou sensual. Ela estava finalmente pegando o jeito da coisa.


Um enxame de mulheres fora para a pista de dança. Jovens e idosas parecia que todas as solteiras de Charleston queriam pegar o buquê naquela noite.

O coração de Isabella afundou enquanto ela assistia ao espetáculo. Ela parou imediatamente.

— Já há suficientes candidatas desesperadas a noiva aqui. Vocês não precisam de mim para fazer número.

— Alice disse que queria você aqui — afirmou Jessica em voz baixa, arrebanhando Isabella para a frente.

Ao chegarem à beira da pista, Renée se juntou a elas.

— Rápido, Isabella. Alice está esperando você.

Laurel olhou de Jessica para sua mãe e ficou sóbria de repente.

— Estou detectando uma conspiração?

— Ah, não. — Apesar de tanto Jessica quanto a mãe dela negarem, seus olhos estavam arregalados demais.

Relutante, Isabella deixou que sua mãe a arrastasse para o centro do grupo.

Pelo canto do olho, ela vislumbrou um homem alto e moreno com um smoking lindamente feito sob medida. Estava ao lado de Seth, irmão dela, e ela também viu Emmett e Ben, o marido de Angela. Enquanto olhava, Mike Black se juntou a eles. Todos sorriam.

Mas foi o olhar escuro de Edward que levou tremores de empolgação ao estômago de Isabella.

Ficarei esperando.

Que resposta ela lhe daria?

— Isabella! Você precisa avançar mais ir lá para a frente. Alice já vai jogar o buquê — disse a mãe dela.

Isabella procrastinou. Mas a multidão à sua volta não teve esse tipo de inibição. Quando Jasper estendeu o braço para ajudar Alice a subir elegantemente no palco da banda, Isabella foi propelida à frente.

Alice analisou a multidão. Seu olhar encontrou Isabella, e os olhos dela se iluminaram. Então ela se virou de costas.

Ah, não.

Quando Alice lançou o buquê de rosas vermelhas por cima da cabeça, Isabella se abaixou rapidamente. Então deu meia-volta para ver quem tinha sido a sortuda receptora do buquê claramente destinado a ela.

Renée, atrás dela, segurava as rosas com uma expressão confusa.

— Ora, parabéns, mamãe, parece que você vai ser a próxima noiva. — Apiedando-se de sua envergonhadíssima mãe, Isabella pôs a mão no cotovelo dela e a levou para fora da pista.

— Isabella, o que as pessoas vão pensar? Seu pai morreu só faz quatro meses.

Renée precisava de sua própria lista de “Como Ter Uma Vida”, concluiu Isabella. Passara tempo demais fazendo a coisa certa.

— Mamãe, pare de se preocupar com o que os outros pensam. É a sua vida... Viva-a. Deixe Alice planejar seu casamento, convide seus amigos para dançar nele... E faça de Phil um homem feliz. Vá se casar com ele. Seja feliz.

— Ser feliz? — repetiu Renée. As linhas em tomo de sua boca se reduziram, e seus olhos se avivaram. — Tem toda a razão, querida. Vou ser feliz. Obrigada.

Isabella engoliu em seco. Seria mesmo tão fácil?

Então Angela também chegou.

— Bela pegada, mamãe!

— Ah, pare com isso. — As bochechas de Renée estavam escarlate. Mas ela parecia mais vibrante do que estivera em anos.

Alice chegou num farfalhar de tecido de noiva. Fez uma carranca para Isabelle, que retribuiu com um sorriso angelical.

— Foi um engano. — Renée deu de ombros num pedido de desculpas para sua filha do meio. — Sei que você queria que Laurel o pegasse.

O sorriso de Isabella se alargou com a confirmação da conspiração.

— Isabella precisa de um noivo antes de poder se casar. Então, jogar o buquê para ela deve ter sido meio prematuro — ressaltou Angela.

Mas o alívio de Isabella teve vida curta quando Angela começou a analisar os homens em torno da pista de dança.

— Vamos ver. Deve ter alguém que possamos apresentar a Isabella. Um dos amigos de Emmett... Ou talvez Ben conheça alguém adequado.

Novamente, a família estava organizando a vida dela.

— Ei...

Alice ignorou a objeção que Isabella ia fazer.

— Jasper já a apresentou a Edward.

Isabella se remexeu desconfortavelmente quando sua mãe e Angela se concentraram nela.

— Edward?

— Ele está ali, na beira da pista de dança com Emmett e Seth — pronunciou-se Alice.

— Não aponte. E, por favor, não fique olhando — disse Isabella com um toque de desespero.

— Por quê? Está interessada nele? — perguntou Angela.

Ela corou.

— Não exatamente. Mas também não quero que vocês envergonhem o coitado. Ele é bonzinho demais para isso.

— Bonzinho? Ele é lindo! — Alice não mediu as palavras.

— Ei, é o homem com quem você estava falando tão confortavelmente no terraço — interveio Jessica.

— Oh, você estava no terraço com ele? — Desta vez, Rosalie a encurralou. — Está escondendo o jogo.

— Acabei de conhecê-lo!

— Mas parece que vocês já ficaram íntimos bem rápido. — Angela ergueu a sobrancelha.

Sob a força do interrogatório de sua família, Isabella cedeu:

— Certo. Ele me convidou para ir a Vegas.

— A Vegas?! — A exclamação soou em coro.

— Não falem tão alto!

— Você vai, não é? — Era Alice novamente.

— Não sei...

— Mas você tem de ir.

— Ou está muito ocupada no trabalho? — perguntou Angela.

— Isabella não pode usar o trabalho como desculpa — afirmou Alice. — Sei que a lua de mel dela estava reservada para as duas semanas após o casamento, e que deixou essas semanas vagas, mesmo depois de o casamento ser cancelado. Não tem nada na agenda dela.

— Eu precisava de férias. Os últimos meses foram muito atarefados. — Ela pretendera tirar um tempo depois do casamento para avaliar o que queria da vida. Agora parecia que ela passaria parte desse tempo com Edward. Um dardo de expectativa a atravessou. Seria divertido. Mas e a sua mãe? — Prometi a mamãe que ligaria para o detetive Conner para marcar uma reunião...

— Posso fazer isso, querida — adiantou-se Renée. — Não deixe que isso impeça nada.

— Não, eu faço isso — disse Rosalie.

Isabella trocou um demorado olhar com sua futura cunhada e viu a súplica nos olhos dela. Se aquilo fizesse com que Rosalie sentisse que estava ajudando, valeria à pena.

— É uma boa ideia, Rosalie. Leah Clearwater talvez possa ajudar.

Renée chegou ao lado dela.

— Tire uma folga. É a sua vida... Viva-a. — Renée direcionou um sorriso particular para Isabella. — Você merece se divertir.

— Ah, mamãe... — Agradecida pela compreensão da mãe, Isabella a envolveu nos braços. Vindas da sempre correta Renée, as palavras significavam muito. — Obrigada!

Em sua mente, sempre houvera o pensamento de que sua mãe precisaria dela. Com as outras filhas já casadas, Isabella era a escolha óbvia para acompanhá-la depois da traumatizante prisão pelo assassinato de Charlie. Agora que ela fora liberada de sua responsabilidade, o bloqueio mental fora removido. Não havia motivo para Isabella recusar o convite de Edward.

— Agora você não tem desculpa — disse Alice com satisfação, e Isabella nem sequer tentou impedir a risada que transbordou quando as palavras de sua irmã ecoaram seus próprios pensamentos.

— Você pode ficar com todo o crédito, já que convenceu Jasper a me apresentar a Edward.

Mas Alice estava balançando a cabeça.

— Não fui eu.

A resposta da irmã deixou Isabella sem palavras.

Isabella foi na direção dele, o passo leve e flutuante. Seus lábios estavam curvados para cima, e seu rosto, iluminado com o que Edward só conseguia descrever como felicidade. Aquilo conferia um brilho interno a ela e lhe acentuava a beleza... E o coração dele palpitou.

— Com licença. — Sem sequer mais um olhar para o grupo com o qual estivera conversando sobre a situação atual do mercado de afretamento, ele foi encontrá-la. — Gostaria de dançar?

Ela assentiu.

A mão segurou o ombro dele, e a voz de Seth interrompeu:

— Edward, vamos nos encontrar de novo. Quero saber mais sobre aqueles concorrentes do mercado diyafano.

Pela primeira vez, dinheiro e negócios não estavam na vanguarda da mente de Edward. Ele disse algo que, provavelmente, satisfizera Seth, mas não tirou os olhos de Isabella.

Ele percebeu que estava andando na corda bamba.

O prazer ameaçava sobrepujar os negócios. Seria bom que ele tomasse cuidado para não confundir suas prioridades. Então voltou a si. Ele era Edward Anthony Masen Cullen. Controlava um império empresarial bilionário. Seu avô governava Diyafa. Ele jamais fora do tipo de homem que deixava seu coração governar a cabeça. Jamais.

Isabella Swan era isso: negócios. Ele não se esqueceria disso.

— Vamos dançar — disse ele roucamente, e tomou nos braços a mulher mais linda que já conhecera.

O corpo de Isabella roçava no dele, e involuntariamente, os braços de Edward se contraíam. Ela era tão macia, exuberante e incrivelmente feminina. Um homem poderia deixar de lado sua determinação.

Ela ficou rígida, e ele afrouxou de imediato o abraço.

Negócios, lembrou a si mesmo.

— O que Eric está fazendo na pista de dança?

Não fora a íntima proximidade dele que a fizera enrijecer, percebeu Rakin com alívio. Fora a criança. Edward suspeitava de que o garoto, que usava um pijama azul-celeste, devia estar na cama.

— Ei! — Isabella deslizou para fora dos braços dele em um sussurro de cetim prateado e pegou a mão do menino.

O rosto dele se iluminou.

— Tia Isabella, você não pegou as flores que tia Alice jogou para você.

— Você estava vendo?

— Quando tia Alice vai cortar o bolo? Ela disse que eu podia comer.

— Esse pestinha lindo é Eric, meu sobrinho, filho de Seth — disse Isabella a Edward. E voltou sua atenção ao menino. — Acho que vão demorar para cortar o bolo. Você não devia estar na cama?

Ele assentiu, os olhos azuis redondos de inocência.

— Pamela contou uma história de ninar.

— A governanta de mamãe — explicou Isabella a Edward. Para Eric, disse: — Você devia estar dormindo.

— Eu estava empolgado... E queria bolo.

— Então você fugiu. — Isabella sorriu de maneira conspiratória para ele. — Vamos fazer o seguinte você pode dançar uma música conosco, e, depois, eu o levo para a cama. Prometo que vou guardar um pedaço enorme de bolo para você. Fechado?

Eric pareceu incerto.

— Aceite — aconselhou Edward. — Você não vai receber uma proposta melhor.

Ele estendeu a mão a uma altura que Eric pudesse alcançar. Os olhos de Eric se iluminaram quando ele reconheceu a brincadeira.

— Toque aqui! — disse ele e bateu na mão de Edward.

— Fechado — afirmou Edward.

Entretido, Edward observou enquanto Eric começava a girar os braços em volta deles. Tinha a falta de inibições dos muito jovens e se entregava de coração a cada movimento. Mas, quando a melodia acabou, ele parecia exausto.

Uma mulher baixinha e de cabelo grisalho se apressou para pegá-lo.

— Ele me enganou — disse a Isabella depois de olhar rapidamente para Edward por inteiro. — Vou colocá-lo de volta na cama.

Quando Edward acenou para eles por cima do ombro, a música retornou. Edward avançou e tomou Isabella de volta nos braços. Ela não protestou.

— Pamela, suponho?

Isabella assentiu.

— Desculpe. Devia ter apresentado você, mas imaginei que ela quisesse colocar Eric na cama antes que Jessica começasse a se preocupar com ele.

A rápida análise que a governanta fizera dele dissera a Edward que ela era um membro estabelecido da família Swan. Não estava cuidando apenas de Edward e de Jessica houvera um aviso naquele olhar seja honrado, ou vai ter de se ver comigo. Edward sorriu. Pamela não tinha nada a temer...

Contra o ombro dele, Isabella murmurou:

— É maravilhoso ver Edward tão melhor, apesar de ainda estar magro.

— Ele tem estado doente?

— Muito. Nos últimos dois meses, Seth e Jessica tiveram de tomar muito cuidado para deixá-la sair, limitar a exposição dele aos germes. Mas Eric recebeu sinal verde, está a caminho da recuperação total. Essa é a maior multidão que ele vê desde que ficou doente.

— Não é de admirar que ele esteja empolgado. E um ótimo garoto.

— Todos achamos isso.

Os olhos verdes dela cintilaram como pedras preciosas. Esmeraldas. O prêmio de um sultão. Eric deixou de lado a ideia romântica.

— Seu sobrinho tinha razão. Você não pegou o buquê.

Ele se divertira com a maneira como Isabella saíra agilmente do caminho das flores. Agora acreditava plenamente que ela não estava procurando amor.

— Não, não peguei.

— Achei que toda madrinha sonhasse em ser a próxima noiva.

— Eu não. Eu quero...

— Empolgação... Aventura.

Aquilo arrancou uma risada relutante dela.

— Tirou as palavras da minha boca.

Edward se esqueceu completamente dos parentes dela que o observavam. Seu olhar desceu para os lábios carnudos.

Por que não percebera como tinham uma forma perfeita? Instantaneamente, o clima mudou, vibrando com uma tensão suprimida. Edward não se dava mais conta de ninguém no recinto... Além da mulher em seus braços.

Os lábios dela se entreabriram, e ela inspirou rapidamente.

— Eu aceito — disse ela de uma vez. — Vou com você para Vegas.

Ele não esperava uma resposta tão cedo.

A tensão que Edward nem sequer soubera existir se aliviou. Ele acreditara mesmo que ela recusaria? A maneira como seus músculos tinham relaxado sugeria que ele não interpretara Laurel tão bem quanto desejava.

Seu olhar se levantou... E confrontou olhos vivos de empolgação.

— Isso é só o começo da aventura — prometeu a ela.

O triunfo o preencheu. Isabella Swan seria a perfeita esposa-troféu...


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