23.2.14

Adaptação: A Esposa Virgem - Capítulo Nove.


A Esposa Virgem

Obs: Aviso legal
       Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora:
Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Deboha Simons A Esposa Virgem Título Original: Maiden Bride (1996) que dá titulo a fanfic de mesmo nome.

Capítulo Nove
Conhecendo a Irmã de Edward


É apenas você e eu
E não há ninguém por perto
Sentindo que estou pendurada por um fio
E é um longo caminho sem volta

Tenho tentado respirar,
Mas estou lutando por ar
Estou numa baixa há muito tempo
Sem lugar pra ir
Mas você sempre está lá


Edward mal continha a impaciência ao se aproximar de Cullen. Não era por causa de Isabella , dizia a si próprio, mas pelo prazer de retornar ao castelo.

Mesmo assim, a esposa não lhe saía da mente. Ele a via alta, forte e vibrante, uma companheira valiosa para qualquer homem. E pertencia a ele.

Edward sorriu. Toda a satisfação, que imaginara sentir ao atormentar a mulher, o tinha dominado ao se deparar com James Freemantle. Como um anjo vingativo, ele havia feito uma lista dos crimes do miserável e o obrigado a ajoelhar-se. Enquanto a mulher e os filhos choravam, o homem suplicara pela vida.

Mesmo assim, Edward continuava tentado a trespassá-lo com a espada. Apenas o pedido de Isabella o tinha impedido de fazê-lo. Contudo, arrancara-lhe a promessa de jamais voltar a tocar em mulher alguma, exceto a esposa. James tinha concordado depressa e Edward, convencido de que as atividades pervertidas do homem tinham acabado, havia ido embora sem revelar o nome ou a fonte de informação. Isabella ficaria satisfeita, pensou sem se dar ao trabalho de imaginar por que sua opinião deveria afetá-lo.

Mas afetava. Edward ansiava por ver-lhe a reação. Quando soubesse do fato, ela ficaria agradecida e se sentiria em débito para com ele. A expectativa agitou-lhe o sangue e, depressa, ele entrou no salão, procurando-a com o olhar.

Quase imediatamente, Edward a viu e sorriu, satisfeito. A mulher usava um vestido verde, que lhe ressaltava a cor dos olhos, estava corada e aproximou-se para cumprimentá-lo.

Por um momento, Edward pensou em tomá-la nos braços. Mudou logo de idéia. Não queria que Isabella o imaginasse contente por vê-la, pois não estava. Estaria?

A poucos passos, ela parou. Edward imaginou se a mulher lhe estenderia os braços. Ela não o fez. Crispou as mãos e dirigiu-lhe um olhar acusador.

— Como você pôde fazer isso? O que vai ser da viúva e dos filhos? Quem irá sustentá-los agora que você matou o chefe da família a sangue-frio?

— Com todos os diabos, do que está reclamando?

— Do que fez para Freemantle.

— Isso não e de sua conta. Já esqueceu qual é o seu lugar aqui no castelo?

— Jamais serei escrava de homem algum! — ela esbravejou e, para a surpresa de Edward, apanhou uma xícara na mesa e atirou-lhe na cabeça.

Não acertou por questão de centímetros.

— Pare com isso, mulher, ou vai se arrepender, juro! — ameaçou Edward, tentando agarrá-la.

Já quase conseguia quando ela subiu na mesa e correu para a outra ponta.

— Isabella! Desça já daí ou eu a tirarei à força! — gritou Edward, perdendo a paciência.

Ela o ignorou, forçando-o a persegui-la. Quando a pegasse, jurou ele, a mulher lamentaria ter nascido.

Emmett ajudou Rosalie a desmontar. Como sempre, o contato físico com o marido forte deixou-a mais confiante. Na verdade, ela estava meio temerosa por terem vindo a Cullen sem avisar o irmão.

Todavia, ela não conseguira deixar de vir. Sabendo que uma pobre moça havia sido arrancada do convento para ser sacrificada pelo inimigo do tio, ela precisava interferir. Para tanto, havia convencido Emmett a trazê-la, na esperança de que a presença deles surtisse um efeito benéfico no irmão. Olhando em volta, surpreendeu-se por ele não ter vindo recepcioná-los.

Edward sempre se mantinha alerta a qualquer movimento à entrada do castelo.

E se ele recusasse a recebê-los? Impossível. O irmão não seria tão grosseiro. Ele devia estar ocupado em algum lugar. Juntou-se ao marido à porta do salão e parou estarrecida ao ouvir uma gritaria infernal.

— O que será? — perguntou, virando-se para Emmett.

— Parece a voz de seu irmão — respondeu ele.

— Edward? Não. Ele jamais levantou a voz — Rosalie disse.

Em sua opinião, quem gritava parecia-se mais com o marido, dado a explosões temperamentais, do que com o irmão frio e indiferente. Onde estaria ele e por que permitia tal alarido?

Determinada a descobrir o que se passava, Rosalie entrou no salão, mas ficou atônita com a cena. Não estava enganada. A silhueta alta e de cabelos escuros era a do irmão.

Edward perseguia alguém, correndo ao redor da mesa. Uma mulher! Tanto quanto se lembrava, ele nunca tinha sentido nada por uma, exceto desdém. Entretanto, corria atrás daquela como se estivesse possesso. Enquanto olhava, o irmão que jamais tinha levantado a mão, num gesto de raiva ou de afeto, agarrou a mulher e a jogou no ombro como se fosse um saco de cereais.

Ela e Emmett aproximaram-se e, só então, Edward os viu. Rosalie estranhou-lhe a expressão de surpresa, a primeira emoção, além de ódio, que ele exibia em anos. Na verdade, a presença deles parecia deixá-lo sem fala. A mulher dava-lhe pontapés e o esmurrava nas costas.

— Pare com isso! — Edward aconselhou por sobre o ombro.

Voltou a fitá-los e Rosalie teve certeza de que ele estava embaraçado. Edward, o indiferente? Teve de morder o lábio para não sorrir.— Rosalie? Emmett? O que os traz aqui? — indagou ele admirado.

Ao ouvir-lhe a voz, a mulher aquietou-se, mas ele não explicou sua posição.

— Problemas com uma criada insubordinada? — indagou Emmett.

— O que? Ah, não. Esta é minha mulher.

Mais estarrecida do que antes, Rosalie viu Edward por a mulher no chão. Todavia, ele a segurou pela cintura como se temesse sua fuga. Seria ela capaz? Rosalie mal podia acreditar que a criatura furiosa, que ousara enfrentar o irmão, fosse a ex-noviça. Embora considerasse indecorosos seus pontapés, murros e gritos, sentiu-se desarmada ao observar-lhe o rosto rubro e o olhar baixo.

Apesar de baixa, era bonita, esguia, tinha curvas graciosas e um porte altivo, digno de uma de Cullen. Da touca escapava um caracol de cabelos vermelhos, sinal de temperamento forte, mas era uma cor adorável. Sob as sobrancelhas arqueadas, os olhos verdes brilhavam como esmeraldas.

Então, esta era a sobrinha de Caius Swan? Ela não se parecia nem um pouco com o desgraçado de cabelos pretos. Também não tinha a expressão traiçoeira como a do tio. Mas e quanto a Edward? Poderia ele esquecer ódio e admirar a esposa fascinante?

Rosalie observou a cunhada mais de perto. Ela não aparentava sinais de maus-tratos e a maneira com que Edward a enlaçava pela cintura não era a de um inimigo.

Voltou a olhar para o irmão e viu que ele continuava incapaz de falar. A expressão dele, geralmente impassível, revelava emoções como constrangimento e orgulho.

Gostaria de estudá-lo por mais tempo, mas a situação não permitia.

— Olá. Sou Rosalie, irmã de Edward, e este é Emmett, meu marido. Você deve ser Isabella — disse com um sorriso.

No mesmo instante, o rosto da cunhada iluminou-se, transformando-lhe as feições. Rosalie prendeu a respiração. A mulher de Edward era mais do que bonita. Era linda e viçosa.

Um choro infantil, vindo de trás, fez Rosalie virar-se para a babá com a criança. Estendeu os braços e pegou a filha, que aquietou-se no mesmo instante.

— Esta menina barulhenta é Alice — Rosalie apresentou. Quando olhou para Isabella, o encantamento e a meiguice nos olhos verdes a surpreenderam. Automaticamente, entregou-lhe a criança.

— Diga olá para sua tia Isabella.

A mulher de Edward, extasiada, segurou o bebê como se fosse a coisa mais preciosa do mundo. Alice, para crédito seu, não reclamou, mas sorriu.

— Ela gostou de mim! — Isabella exclamou, levando Emmett a rir.

— Eu nunca tinha segurado um bebê antes.

O comentário fez Rosalie relancear o olhar para o irmão. Este observava a esposa com atenção. Ele jamais tinha demonstrado o mínimo interesse por Alice e dava a impressão de a estar vendo pela primeira vez, enquanto estudava Isabella com a criança.

Edward havia mudado. Tudo que Rosalie vira até então provava isso. Quando o irmão a fitou, ela descobriu uma diferença mais marcante do que todas. Os olhos de Edward não expressavam o ódio, a frieza e a indiferença habituais. Havia algo novo neles.

Rosalie apenas vislumbrou isso antes de as feições readquirirem a inflexibilidade. Observou Isabella novamente e surpreendeu-se com o olhar vibrante que ela dirigia ao marido. Esta mulher de cabelos vermelhos era muito corajosa. Evidentemente, havia algo mais do que vingança nesse casamento do irmão. Talvez ainda houvesse esperança para Edward.

— Vocês devem estar cansados da viagem. Carlisle! Arrume o antigo quarto de lady Rosalie para ela e o marido — ordenou Edward ao criado que surgira correndo.

Rosalie pegou Alice dos braços de Isabella, que a entregou com relutância óbvia. Com um sorriso encorajador para a cunhada, ela seguiu Carlisle rumo à escada.

Logo surgiram criados para lhe dar as boas-vindas. Rosalie parou para conversar com eles e, embora não gostasse de encorajar a maledicência, estava ansiosa para saber a opinião deles sobre a esposa de seu senhor.

O que Rosalie descobriu a deixou chocada. À mesa do jantar, depois de ver a expressão mal-humorada do irmão, aproximou-se mais de Emmett e disse baixinho:

— Os habitantes de Cullen estão com medo. Eles fogem e se escondem quando Edward se aproxima da mulher.

— Por que? — curioso, o marido quis saber.

— Porque ele age como um louco perto dela. Grita e esbraveja como se houvesse perdido o juízo.

— Pelo jeito, não fiquei aqui o tempo suficiente para ser conhecido. Caso contrario, eles não temeriam as explosões de um homem.

Rosalie sorriu com meiguice.

— Não é a mesma coisa. Todos sabem de sua natureza violenta e já se acostumaram a ela, Emmett.

— Não diga! — exclamou ele com um ar divertido.

— Bem, quase todos. Mas existe uma diferença. As pessoas daqui conhecem Edward desde a infância e estão assustadas com a mudança repentina dele.

Emmett deu de ombros.

— Ele machucou alguém?

— Que eu saiba, não. As queixas são contra o mau humor constante de Edward. E estão todos apostando em quem será o vencedor da batalha entre o senhor e a senhora de Cullen. Isso não está certo. Conversei muito pouco com Esme, mas suspeito que ela esteja metida na questão. Você sabe como, às vezes, ela é desrespeitosa. Qual e sua opinião?

— Não acredito que a igreja aprove esse tipo de jogo.

— Não estou falando das apostas e sim de Edward e de Isabella!

— Acho que você me arrastou para longe de casa a troco de nada. A senhora em questão não está tão maltratada quanto você pensou — respondeu Emmett.

Discretamente, Rosalie observou a beleza régia sentada ao lado de Edward.

— Ela tem uma aparência excelente. Muito melhor do que imaginei, mas não subestime meu irmão. Com um simples olhar e sem deixar vestígios, ele pode magoar profundamente uma pessoa — argumentou ela.

— Essa freira ruiva é uma antagonista à altura dele — afirmou

Emmett com um sorriso de admiração.

Rosalie refletiu. A cunhada não parecia amedrontada, mas mantinha-se tensa e em silêncio, sentando-se o mais longe possível do marido. Edward, por sua vez, beliscava a comida e olhava para todos com a antiga expressão dura.

Preocupada, ela mordeu o lábio. À tarde, talvez tivesse apenas imaginado as mudanças no irmão, pois ele continuava frio e insensível como sempre.

Pelo canto dos olhos, Isabella olhou para a irmã de Edward e o marido. Pela primeira vez na vida, sentiu inveja. Os dois pareciam tão felizes juntos. Rosalie era delicada e linda e Emmett, apesar da estatura intimidadora, parecia bondoso e gentil, tratando a mulher com respeito e afeto. Isabella não lhes negava o direito à felicidade, mas cobiçava um pouco para si. Desejava um marido sem ódio, que não a insultasse, lhe desprezasse o próprio sangue e que não corresse com o propósito de matar como se isso lhe desse prazer. E com tal homem, ela poderia ter um filho. Um bebê só seu.

Essa vontade repentina e forte foi como uma revelação.

Há muito tempo, Isabella tinha deixado de sonhar em constituir família. Os anos no convento haviam acabado com o resto de suas esperanças. Na verdade, nem se lembrava da última vez em que pensara em filhos. Mas ao ver Alice, tudo mudara. Com o bebê no colo, havia sido sacudida por um desejo forte. Nunca antes quisera algo além das necessidades básicas como alimento abrigo e calor. Mas agora, sonhava com alguma coisa a mais um filho.

Olhou de relance para o marido e suspirou. Se juntasse coragem suficiente, ela conseguiria o que tanto desejava.

Estremeceu e abafou uma exclamação. O que acontecesse antes valeria o prêmio, refletiu, decidida. E quão terrível poderia ser essa relação na cama?

De repente, a lembrança de Edward prensando-a contra a parede, com o joelho entre suas coxas e devorando-a com a boca, veio-lhe à mente. Olhou para a mão forte e de dedos longos, e foi dominada pela recordação de senti-la no seio. O coração disparou, deixando-a atordoada. Ela poderia ser corajosa e o seria! Mas então observou as feições frias, inflexíveis e cheias de ódio do marido. Obteve a resposta para a própria pergunta.

Poderia ser ruim, péssima.

E quanto à promessa de Esme de que ela conseguiria ter o marido a seus pés, caso fizesse algum esforço? A criada ainda sugerira certas atitudes que haviam feito Isabella enrubescer. Teria ela coragem para fazer tais coisas com Edward? Ao estender a mão para pegar o copo viu que ela tremia. Sem querer, derrubou um pouco de cerveja na mesa.

O acidente fez Edward virar-se depressa e fitá-la com ar de reprovação. Isabella vacilou. Covarde! Disse a si mesma, reconhecendo jamais poder seduzir este homem não importava o que Esme dissesse. Lembrou-se do tônico preparado pela criada para Edward. Apesar das boas intenções, ela não estava sempre certa.

A idéia provocou-lhe um grande vazio íntimo e Isabella dirigiu a atenção para a comida. Como sempre, esta era um consolo e ela terminou logo de comer. Então, sem pensar, começou a beliscar a porção do marido. Distraída, ouvia a voz suave de Rosalie, levantava a cabeça e respondia perguntas sobre sua vida no convento.

Isabella pegava mais um pedaço de carne do prato do marido quando Rosalie, sorridente, comentou:

— Você não nasceu para ser freira, Isabella. Foi tão jeitosa com Alice que deve ter seus próprios filhos.
Assustada, Isabella derrubou o pedaço de carne no braço estendido de Edward. Ele reagiu como uma fera provocada.

— Chega de conversa tola! Já é tarde e nossos hóspedes devem estar com sono. Vamos nos recolher, mulher — disse ele ao agarrar-lhe o braço e puxá-la rumo à escada.

Edward não a soltou até fechar a porta do quarto, Mas dessa vez, Isabella não estava assustada e sim, furiosa. Como um gato, atirou-se sobre ele a fim de arranhar-lhe o rosto.

— Como se atreveu a me tratar daquele jeito na frente de seus parentes, seu desgraçado assassino? — gritou ela.

Praguejando, ele a empurrou em direção a cama, onde ela caiu de costas.

— Para que você não me marque com suas garras, informo-a de que não matei James Freemantle. Deixei-o viver sob a promessa de manter as mãos imundas para si mesmo.

Por um momento, Isabella continuou deitada e boquiaberta. Edward Cullen tinha demonstrado misericórdia? O mundo estava cheio de surpresas! Atônita, ela levou algum tempo para balbuciar:

— Obrigada.

Edward a observou por uns instantes e, depois, recuou uns passos.

— Bem, esclarecido este negócio, quero lembrá-la que uma dama não atira objetos em seu senhor, não tenta arranhar-lhe o rosto e nem sobe em mesas arrumadas para uma refeição.

— Talvez se eu fosse a senhora do castelo, me lembraria de tais regras, mas como não sou...

— Nem uma escrava ataca seu dono, mulher!

— Não sou sua escrava!

— É sim, e vai cumprir seus deveres agora. Você é minha e tem de me obedecer. Solte os cabelos!

A raiva de Isabella vinha crescendo há muito tempo e estava forte demais para ceder ao medo.

— Não, você não vai me aterrorizar outra vez. Estou cansada de seus insultos!

Ela lembrava-se ainda de uma lição ensinada pela mãe na infância. A única maneira de lidar com um tirano fanfarrão era enfrentá-lo. Isabella levantou-se da cama e ergueu bem os ombros.

— Você me quer? Pois então, venha me pegar! — desafiou ela.

Uma vez pronunciadas, as palavras não soaram tão amedrontadoras e a expressão estupefata de Edward a fez sentir-se mais forte. Sem desviar os olhos dele desabotoou o vestido. Assombrado, o marido não conseguia dizer nada.

— Se você pensa que me molestar lhe dará a sensação de triunfo desejada, vá em frente, me possua — disse ela, despindo o vestido e jogando-o no chão. — Mas o aviso de que, não importa o que faça para mim, jamais darei nada em troca.

Sem acanhamento nem medo, Isabella o encarava, sentindo-se livre. Deitou-se de costas na cama e expôs as pernas. Edward continuava imóvel, mas os olhos dele brilhavam.

O tempo parecia suspenso e ela se preparou para levantar mais a camisa, o último passo. Depois, não haveria ponto de retorno. Sentia-se triunfante e não arquejava com a falta de ar. Finalmente, enfrentava o demônio. A transpiração porejava na testa dele e as mãos crispavam-se como se apenas uma imensa força de vontade o mantinha sob controle. Os olhos cinzentos não expressavam ódio e sim desejo, o que fez o coração de Isabella disparar.

Mas então, ele recuou e sacudiu a cabeça. — Eu não a possuiria mesmo se você fosse a única mulher da terra. Prefiro me satisfazer até com a rameira mais suja — declarou Edward s em voz áspera.

Virou-se e saiu do quarto, batendo a porta e deixando Isabella com a sensação de ter recebido um pontapé no peito.

   



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