A Esposa Virgem
Obs:
Aviso legal
Alguns dos
personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me
pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os
eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade
intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia
autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem
comprometer a obra original.
Notas
da Autora:
Essa fanfic é junção de
duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Deboha Simons A
Esposa Virgem Título Original: Maiden Bride (1996) que dá titulo a fanfic de
mesmo nome.
Capítulo Oito
“Ociúmes de Edward”
Eu
fiz tudo como você disse
Eu
segui suas regras sem questionar
Eu
pensei que me ajudaria a ver as coisas claramente
Mas
em vez de me ajudar a ver
Eu
olho em volta e é como se eu fosse cego
Eu
estou girando fora de controle, fora de controle
Onde eu devo ir? O que eu devo fazer?
Eu não entendo o que você quer de mim
Já que eu não sei se posso confiar em você
Eu não entendo o que você quer de mim
Ofegante,
Isabella correu escada acima à procura de um refúgio que não existia. Deu-se
conta da inutilidade da busca quando parou diante da porta do quarto de Edward.
Não querendo entrar, encostou a cabeça na madeira.
Que
Deus tivesse misericórdia dela, rezou ao pensar no ocorrido lá embaixo. Tinha
ficado tão horrorizada que quase parara de respirar. E ainda o fazia com
dificuldade. O único alívio era sentir raiva junto com o medo. Frustrada, deu
um murro na porta. Se ao menos pudesse apagar a lembrança do acontecimento. A
mão guardava a sensação do contato humilhante. Respirou fundo, lutando contra o
medo e a repulsa.
Mas
isso não era tudo que sentia. Sob essas emoções familiares, havia algo novo,
diferente e muito mais aterrador. Era uma pressão centralizada em seu âmago.
Suspirando ocorreu lhe que, por um instante, enquanto tinha a mão presa contra Edward,
sentira vontade de tocá-lo na nuca com a outra mão e de beijá-lo, perdendo-se
na sensação estranha. Rendendo-se.
A
angústia a dominou. Podia esquivar-se do marido, mas não de si mesma.
Imersa
numa tristeza enorme, não ouviu um ruído ao lado, mas viu a silhueta do Jacob tomar
forma. Desencostando a cabeça da porta, ela ergueu os ombros.
—
Não tenha medo dele, lady Isabella. Ele não a magoará — o estrangeiro disse com
uma veemência que a deixou constrangida.
Não
queria que ninguém a visse nessa situação vulnerável.
Isabella
o fitou e sacudiu a cabeça. Ansiava por livrar-se da presença dele. Mas para
surpresa sua, Darius ainda não tinha terminado. Ele tomou-lhe as mãos nas dele
e prosseguiu:
—
Tenha confiança e lembre-se de que tem amigos aqui. Lorde Edward sente ódio há
tanto tempo que teme entregar-se a outras emoções.
—
Duvido! Ele não teme nada.
Não
querendo discutir, Darius deu de ombros. O silêncio parecia cheio de
significados escondidos. Se ao menos fosse esperta o suficiente para decifrá-los,
pensou Isabella. Edward ela entendia, apesar de seus sentimentos confusos por
ele. Mas este homem misterioso ia além de sua compreensão. Fitou-o à procura de
respostas, mas a única que obteve foi o som de uma voz profunda e ameaçadora.
—
Tire as mãos de minha mulher — avisou Edward. Isabella o viu aproximar-se com
expressão fria. Ele não tinha levantado a voz, mas o tom era mais assustador do
que um grito.
Embora
ela estremecesse, Darius pareceu não se impressionar. Apertou-lhe os dedos
levemente, antes de soltá-los, e virou-se para o amigo.
—
O que está fazendo aqui com minha mulher, diante da porta do quarto? — Edward
perguntou levando a mão à adaga na cintura.
O
Jacob não demonstrou preocupação e nem tocou a arma, uma lâmina curva e de
aspecto perigoso.
—Vigiando
sua mulher como você pediu.
—
Pois não tem mais essa obrigação. Se o vir tocando-a outra vez, eu o mato.
O
Jacob inclinou-se ligeiramente para a frente e foi embora sem dizer outra
palavra. O homem agia como se a ameaça à vida não significasse nada, pensou Isabella.
No instante seguinte, ela concentrava a atenção no marido furioso.
—
Para dentro — ordenou ele e foi logo obedecido. Uma vez fora do corredor
escuro, Isabella se sentiu melhor e caminhou para o centro do aposento.
Recusava-se a se acovardar diante daquele monstro.
Como
um anjo caído, Edward era lindo e terrível. Não parecia real e confiável. Ondas
de calor emanavam do corpo dele, uma combinação de ódio que a repelia e de
virilidade que a atraía contra sua vontade.
—
Se ele fez mais do que segurar suas mãos, matarei os dois — prometeu ele numa
voz gutural.
O
insulto deixou Isabella perplexa. Perscrutou o olhar do marido, achando que ele
não podia imaginar um comportamento reprovável entre ela e o Jacob.
Com
olhar penetrante, como se não acreditasse em sua inocência, ele a fitou.
—
Você não deve saber, freirinha, que não é aconselhável ficar sozinha com um
homem.
—
Nós estávamos apenas conversando. Nada mais. Você não confia em seus próprios
guardas? — Isabella indagou.
—
Não! Quando se trata de você, não confio em ninguém — esbravejou ele.
Surpresa
e compreensão a dominaram. Devagar, Isabella sacudiu a cabeça. Com os olhos
arregalados, murmurou a verdade:
—
Você está com ciúme. Edward recuou, mas não negou.
—
Você é minha, de corpo e alma. Acho bom não se esquecer disso. Não quero mais
vê-la conversando com o Jacob, e nem olhando para o lado dele!
Ele
estava com ciúme! Isabella sentiu uma sensação estranha.
—Pelo
amor de Deus! O estrangeiro não significa nada para mim. E o que ele haveria de
querer com uma mulher alta, desajeitada e de cabelos castanhos avermelhados?
Para ser franca, ele me deixa nervosa com aquele olhar sombrio — disse Isabella
ao fitá-lo.
Edward
parecia mais calmo. Com certeza, já tinha esgotado a raiva. E ele a acusara de
ter crises. Às vezes o homem se comportava como um lunático. Ela o viu levar a
mão ao estômago e percebeu que o ódio havia lhe agravado o estado.
—
Posso lhe dar algo para aliviá-lo — Isabella disse sem pensar e arrependeu-se
em seguida ao ver Edward afastar a mão do estômago depressa.
—
O quê?
A
voz suave não a enganou, porém, ela persistiu:
—
Chá de hera alivia dor de estômago. Não me custa nada prepará-lo para você.
—
Não quero nada que venha de suas mãos. Sem dúvida, você gostaria de ter a
oportunidade de me envenenar. É herdeira de Caius. Seu sangue é maculado.
Isabella
recuou como se tivesse sido esbofeteada. Edward fazia questão de mostrar seu
lugar no mundo dele. No fim, era sempre a mesma coisa: a vingança tinha
prioridade.
Como
pudera acusá-lo de estar com ciúme? O marido não alimentava outro sentimento
além de ódio. Apenas a sensação de posse precipitara a reação dele.
Com
o coração pesado, Isabella cruzou os braços e os apertou de encontro ao peito.
De repente, sentia-se gelada.
—
Preste atenção, mulher, pois quero deixar clara sua posição aqui no castelo.
Você não assumirá mais os deveres de castelã e, muito menos, de criada.
Obedecerá apenas minhas ordens, cuidará de mim, falará só comigo e não olhará
para mais ninguém. Você tomou banho hoje?
A
pergunta fora de hora, depois das ordens ríspidas, deixou Isabella boquiaberta.
—
Não, eu... — começou ela, mas Edward levantou a mão, interrompendo-a.
Ela
apertou os lábios. Por que o marido tinha essa obsessão por limpeza?
—
Como minha esposa, você tomará banho diariamente — determinou Edward.
Em
seguida, foi até o corredor de onde gritou ordens para Carlisle providenciar
água quente. A audácia do gesto deixou Isabella atônita. Teria o marido à
intenção de controlar-lhe até os hábitos mais íntimos? Criatura afrontosa!
Com
expressão implacável, ele retomou para sua frente.
—
Como eu disse, sua única obrigação é cuidar de mim. Ficará a minha disposição
de manhã até a noite. Tudo que eu pedir, você terá de providenciar. Servirá meu
café da manhã e verificará se estou deitado confortavelmente à noite.
Isabella
empalideceu, mas estava furiosa demais para perder o fôlego. Que tipo de
tarefas teria de executar? No convento, cada um cuidava de si e, na casa de
Freemantle, ela limpava as lareiras, esfregava o chão e executava outros
serviços. O que o marido queria dela?
—
E você fará tudo de boa vontade. Quero que se esforce para se tornar como uma
mulher do leste. Ela sabe agradar, ser submissa, obediente e até consegue
adivinhar os desejos do marido. Na verdade, Isabella, você será como uma
escrava.
Minha escrava.
—
Escrava?! Você é um bárbaro. Não existem escravos na
Bretanha.
Volte para o leste e arranje uma infiel para satisfazer suas vontades — Isabella
disse.
Ignorando-lhe
as palavras, Edward deu uns passos a sua volta.
—
Não cometa o erro de criticar uma cultura que você não conhece. Há muitas
coisas boas para serem assimiladas no leste.
Lá,
a esposa só solta os cabelos para o marido.
Ele
virou-se e, dessa vez, os olhos cinzentos não tinham expressão cruel. Em vez
disso, brilhavam com uma ponta de excitação.
—
Eu gostaria que você adotasse esse hábito, mulher. Na verdade, quero ver seus
cabelos agora.
—
O quê? — Isabella gaguejou, sem entender a ordem.
—
Solte seus cabelos. Quero vê-los — murmurou ele numa voz estranha. — Depois,
você tomará banho.
—
Como? — balbuciou ela incapaz de acreditar nos ouvidos.
O
marido esperava que ela entrasse nua na banheira enquanto ele permanecia ao
lado? Algo provocou-lhe uma onda de calor no âmago. Mas com essa sensação
estranha, veio o medo. Em pânico e sentindo a familiar contração na garganta,
fitou Edward.
Não
sabia o que esperava. De forma alguma encontraria simpatia, mas mesmo assim,
procurava-lhe o auxílio. Ele era o único que poderia ajudá-la e, poucas noites
atrás, o tinha feito.
Nesse
momento, entretanto, o marido a encarava como se estivesse aborrecido com seu
desespero.
—
Você foi violentada? — indagou bruscamente. Aturdida com tal pergunta, Isabella
tentou respirar fundo.
—
Não, claro! De onde veio essa idéia?
—
Você tem um medo pouco comum de intimidade.
—
E por que não? Você é um bruto que abusaria de mim por prazer!
—
Jamais levantei a mão para você. Já a machuquei? Por Deus, eu poderia matá-la
sem que ninguém me impedisse. No entanto, quando lhe peço para soltar os
cabelos, você ameaça desmaiar.
Irritado,
Edward virou-se de costas e Isabella olhou para os ombros largos dele. Sim, ele
a tinha machucado muitas vezes com a língua ferina e o olhar cruel, mas não
fisicamente. Numa voz suave, disse:
—
Já trabalhei como criada. Era uma vida difícil, mas a pior parte era quando meu
patrão me acariciava.
Ouviu
Edward virar-se de frente, mas não conseguiu encará-lo.
Depressa,
acrescentou:
—
Ele nunca me violentou. Apenas me empurrava para um canto e passava a mão em
meu corpo enquanto falava coisas abomináveis.
Isabella
suspirou. Jamais tinha contado essa parte vergonhosa de sua vida a ninguém.
De
repente, viu-se sendo empurrada de encontro à parede.
Edward
segurou-lhe o rosto e a forçou a fitá-lo. Ela não viu vergonha, nem horror nos
olhos cinzentos, apenas fúria.
—
O nome dele — o marido resmungou em voz rouca.
—
De quem?
—
Do desgraçado que fez isso a você.
—
Jasme Freemantle, de Renfred — Isabella balbuciou estarrecida.
Edward
a soltou e atravessou o quarto a passos largos a fim de apanhar sua sacola de
viagem.
—
O que está fazendo? Você acaba de voltar para casa. Aonde vai agora? —
perguntou Isabella ainda encostada na parede.
—
Vou matá-lo, naturalmente.
—
Quem? Jasme? Não faça isso! Você não pode estar falando sério! — gritou Isabella.
Ele
parou e dirigiu-lhe um olhar assustador.
—
Você sente algum afeto pelo miserável?
—
Não, mas também não quero ter responsabilidade na morte dele. Pelo amor de
Deus, por que tudo precisa ser branco ou preto para você? Tudo ou nada? Ódio ou
indiferença?
Edward
não respondeu, mas aproximou-se trêmulo de raiva.
Isabella,
todavia, não se acovardou. De queixo erguido, disse:
—
Sim, o homem me amedrontava e eu não gostava do que ele fazia. Contudo,
Freemantle tinha um lado bom. Ele me recebeu em sua casa quando eu não tinha
para onde ir. Se não fosse por ele, eu poderia ter morrido.
Parado
diante dela, alto e forte, o marido poderia esmagá-la num instante. Mas Isabella
via a necessidade de convencê-lo a não praticar o ato sangrento. Sem encontrar
palavras, estendeu a mão e tocou-o no braço. Era um gesto simples com a
intenção de acalmar e distrair o marido, mas tornou-se muito mais do que ela
esperava.
Ao
fazer o contato, Isabella sentiu como se houvesse enfiado a mão no fogo. Ondas
de calor percorreram-lhe o braço, espalhando-se pelo corpo. Fitaram-se. Os
olhos verdes refletiam aturdimento e os cinzentos, ardor. Estes acabaram
desviando-se para o braço onde sua mão o tocava.
Por
um longo tempo, Isabella também fixou o olhar no ponto de união de ambos. E
então, ela viu-se sendo empurrada outra vez de encontro à parede. Novamente, Edward
segurou-lhe o rosto e baixou a cabeça. Ela só lhe percebeu a intenção um
segundo antes de as bocas se juntarem.
Não
se tratava mais do prêmio de um jogo, mas uma tomada de posse tão impetuosa
quanto o próprio Edward. Quase imediatamente, ele enfiou a língua em sua boca e
Isabella estremeceu. Como se tivesse vontade própria, sua mão tocou-o na nuca e
embrenhou-se nos cabelos escuros dele. O corpo viril, encostado ao seu,
provocava-lhe uma sensação jamais sentida.
Com
o joelho, Edward prensou-lhe a parte mais íntima entre as coxas. Isabella
arquejou em busca de ar, embora não estivesse com medo. Tomada por um frenesi
delicioso, passou as mãos pelo peito de Edward. Então, agarrou-lhe a túnica, na
esperança vã de proteger-se contra a paixão avassaladora.
Abrindo
mais a boca, ela juntou sua língua à dele, que gemeu, satisfeito. Com as mãos,
ele percorria-lhe os ombros e os braços.
—
Onde ele a tocou? — murmurou de encontro a seus lábios.
Custando
a entender a pergunta, Isabella abriu os olhos. Viu os cinzentos ardentes de
desejo.
—
Onde? — ele insistiu.
Tomando-lhe
a mão, ela a colocou no decote. Fitaram-se e, bem devagar, Edward acariciou seu
seio. Em êxtase, Isabella fechou os olhos novamente, enquanto dedos apertavam o
mamilo, que se elevou.
Verdadeiro
paraíso, mas também um inferno escaldante o contato com esta criatura linda e
terrível, pensou Isabella com sensação de culpa. O que aconteceria a seguir,
ela jamais saberia, pois Carlisle abriu a porta, trazendo a água quente.
Edward
recuou um passo como se eles fossem amantes culpados.
—
Sua água está aqui — murmurou ele ao apanhar a sacola de viagem e deixar o
quarto.
Com
o coração disparado, Isabella continuou encostada na parede, ouvindo as
palavras animadas de Carlisle até que ele a deixasse sozinha.
Com
dedos trêmulos, tirou o vestido e sentiu-se como se o próprio âmago estivesse
exposto. Pela primeira vez na vida, observou o corpo que sempre considerara
feio. De repente, achou-o viçoso, estimulante, com os seios rijos, a coxas quentes
e úmidas que haviam abrigado a perna musculosa de Edward.
Enrubescendo,
entrou na banheira, afundando-se na água. Mas não relaxou. Sentia-se desperta e
carente. Brava, esfregou o corpo inteiro como se quisesse apagar qualquer
vestígio do marido. Depois, enxugou-se depressa, vestiu uma camisa limpa e
deitou-se no colchão aos pés da cama. O quarto estava muito quieto e... vazio.
Isso
não tinha nada a ver com Edward.
Mas
Isabella admitia que o marido, além de ser um homem muito grande, enchia com
sua personalidade impetuosa até este aposento enorme. Sem ele ali, o ambiente
tomava-se estranho.
De
qualquer forma, sua inquietação não fora provocada pelo beijo, ou pelo que
tinha acontecido entre ambos. Tentou afastar o fato da memória e concentrar-se
na conversa tida com
Edward
antes. Ele queria uma esposa que agisse como uma escrava infiel. E quando se
oferecera para preparar-lhe um chá, ele reagira de modo violento acusando-a de
querer envenená-lo.
Devia
aceitar a sugestão, pensou Isabella, furiosa. Uma pitada de erva-moura a
livraria para sempre do marido cruel. Mas mesmo se fosse capaz de matá-lo,
jamais seria dona de si mesma. Tomando-se uma viúva rica, Aro lhe arranjaria
outro casamento. Estremeceu ao pensar em viver ao lado de alguém mais.
Caso
cedesse Cullen para o rei, poderia voltar a morar no convento. A idéia também
não a agradou. Lembrava-se muito bem dos joelhos doloridos depois de passar
hora ajoelhada nas pedras, rezando.
Envergonhada,
Isabella fez o sinal-da-cruz. Percebia que preferia enfrentar o marido violento
a ter de voltar para o convento.
Naturalmente,
não era por causa dele. Se fosse embora sentiria falta de Esme, de outras
pessoas que a tinham tratado com bondade e até de Darius, com seu olhar
estranho e observador. Não se lembraria de Edward, de suas explosões raivosas,
de seu corpo forte, de sua boca...
Isabella
ergueu a mão aos lábios e, depois, desceu-a até o seio.
O
coração disparou. O marido a tinha tocado como se a marcasse como sua.
E
talvez houvesse. Isabella não podia mais mentir a si mesma.
Ela
queria que Edward fizesse tudo novamente. Ela o desejava com a mesma veemência
com que o tinha desprezado.
Sozinha
no aposento imenso, ela lutou para encher o pulmão de ar. Sua fraqueza era tão
assustadora quanto atordoante. E desastrosa, pois por mais que desejasse o
marido, jamais se renderia a ele.
Poat: RobcecadasHistFic

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