A Esposa Virgem
Obs: Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.
Notas da Autora:
Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Deboha Simons A Esposa Virgem Título Original: Maiden Bride (1996) que dá titulo a fanfic de mesmo nome.
Capítulo Sete
“Sentimentos Confusos”
Só
para você
Blinding
escuridão me rodeia
E
eu estou procurando por você só
Esse
desespero que se afoga tudo que eu acredito
Será
a única coisa que eu preciso
Só
para você
Há uma fome que é de crescimento lento
Perseguindo sombras, mas sem nunca saber
Se tudo o que eu fiz
É manter-me de você
Que pode nos braços da misericórdia de trazer o resgate
Para retornar para você
Mas eu estou tão longe
Mas eu estou tão longe
Tão longe de casa
Isabella
acordou com uma batida na porta e sentou-se depressa. O sol já se filtrava
pelas frestas da veneziana, sinal de que o dia ia adiantado. Estaria sozinha?
Olhou para a cama e a viu vazia e arrumada. Obviamente, o marido não tinha
voltado à noite e as suas horas de ansiedade e medo haviam sido inúteis.
Isabella
não sabia se sentia-se aborrecida ou aliviada. Onde ele teria dormido? E com
quem? Esta última indagação provocou-lhe uma emoção tão forte que ela custou
para perceber nova batida na porta.
—
Entre! — gritou.
Ao
ver Esme surgir, Isabella forçou um sorriso. A criada, por sua vez, sacudiu a
cabeça com ar de reprovação.
—A
senhora jamais conquistará lorde Edward se continuar dormindo no colchão no
chão.
Conquistá-lo?
Para quê? E de quem? Refletiu Isabella. Esme saberia onde e como ele havia
passado a noite?
Que
diferença fazia isso? Indagou-se ao levantar-se. Ela devia estar comemorando o
fato de ele ter encontrado outra mulher para atormentar.
—
Não tenho o mínimo interesse em seu senhor, Esme. E você sabe disso.
—
Não acredito. A senhora parecia bem interessada ontem à noite no salão —
argumentou a criada. A noite da véspera. De repente, a lembrança da brincadeira
surgiu-lhe na mente. Edward, encapuzado tinha encontrado depressa. Isso não a surpreenda
tanto quanto o que se seguira depois. Nunca tinha sido beijada e nem sonhado
que o ato simples pudesse ser tão estimulante.
Todos
os detalhes vieram-lhe à mente. O contato com o corpo rijo, a pressão dos
lábios quentes nos seus, língua invadindo-lhe a boca e a forçando a apoiar-se
nele.
O
marido lhe tinha tirado o fôlego, mas não por amedrontá-la. Nem por um segundo,
ela temera-lhe o toque. Havia acariciado o na nuca e encostado o corpo no dele
desejando... O quê? Ele? Impossível.
Atordoada,
Isabella percebeu que continuava em pé vestindo apenas a camisa. Respirava com
dificuldade e o coração disparava enquanto Esme a observava com um sorriso
matreiro.
—
Tudo não passou do pagamento de uma prenda para satisfazer as pessoas —
explicou enrubescendo.
—
Para mim, pareceu bem real, lady Isabella, e prova o que venho lhe dizendo.
Lorde Edward sente atração pela senhora, que poderá conquistá-lo se fizer um
pequeno esforço. É mais fácil apanhar moscas com mel do que com vinagre.
—
Quem quer apanhar moscas ou Edward Masen Cullen?’ — perguntou Isabella enquanto
deixava a criada vesti-la.
—
Tornaria sua vida mais fácil, minha senhora. O comentário quase provocou as
lágrimas de Isabella.
—
Não vou me comportar como uma rameira. Existem outras mulheres que o receberiam
com prazer. Ele só me quer para exercer vingança.
—
Tudo vai acabar bem, minha senhora. Espere e verá. Um homem não beija uma
mulher daquele jeito quando só sente ódio por ela. Pense nisso enquanto ele
está ausente — aconselhou Esme.
—
Edward foi viajar? Para onde? — indagou Isabella, sentindo-se curiosamente
desapontada.
—
Ninguém sabe. Deixou o castelo tão logo saiu deste quarto. Corria como se
estivesse fugindo do próprio demônio.
Isabella
foi tomada por um misto de emoções. O marido estava fora e isso a deixava mais
relaxada. Deveria se sentir exultante, mas tal não acontecia.
—
Pois é, meu senhor saiu para a chuva como se precisasse se molhar a fim de
arrefecer o ardor — comentou a criada, piscando.
—
Tolice! Mas já que ele está fora, é uma boa oportunidade para eu trocar a palha
do salão e lavar os ladrilhos.
—
Isso é trabalho para os criados — protestou Esme com ar de desaprovação.
—
Então, talvez você possa me ajudar — disse Isabella, sorrindo.
Acostumada
à trabalhar o dia inteiro, sentia falta de uma atividade ali no castelo. Por
causa das proibições do marido, custava a encontrar uma.
Resmungando,
Esme abriu a porta, mas com um grito assustado, deu um passo para trás.
—
O que foi? — perguntou Isabella ao espiar o corredor. Num canto sombrio,
reconheceu a silhueta do Jacob. Ele não era tão alto quanto Edward, mas
mostrava ser tão forte. Usava uma túnica preta com acabamento dourado. A peça
escura acentuava-lhe o moreno da pele que, embora estranho, o tomava muito
atraente.
Como
o de Edward, o rosto dele tinha uma beleza quase feminina, mas ao oposto do
marido, ele não era marcado por uma expressão cruel. Darius parecia muito
satisfeito consigo mesmo e com a própria virilidade. Aliás, não havia dúvida quanto
a ela, desde a curva insinuante dos lábios até a expressão de sensualidade dos
olhos negros.
—
Deus tenha misericórdia de nós! É o demônio estrangeiro — gemeu a criada.
—
Não há razão para ter medo — disse Isabella.
—
Ora, esse infiel surge das sombras de propósito para assustar uma velha — a
criada resmungou ao correr para a escada.
Isabella
sacudiu a cabeça. Embora o Jacob fosse diferente, ele merecia ser tratado com
respeito. Meio acanhada ela sorriu.
—
Meu nome é Darius. Recebi a incumbência de protegê-la — explicou ele.
Isabella
reconheceu a voz, grave e melodiosa, que a havia tranqüilizado durante a
viagem. Devia agradecer-lhe, mas ao fitá-lo, não teve coragem. Os olhos negros
pareciam invadir-lhe a alma. Sentia-se sufocada sozinha ali com ele, diante da
porta aberta do quarto. Com esforço perguntou:
—
Você já se alimentou hoje? Num gesto negativo, Darius sacudiu a cabeça.
—
Pois então, vamos comer um pedaço de pão e beber uma caneca de cerveja. Quer
dizer, caso eu tenha licença para andar por aí — ela acrescentou.
Darius
sorriu.
—
A senhora ficará livre até ele voltar. Livre? Isabella refreou um comentário.
Isso não aconteceria a menos... Perscrutou a expressão do Jacob e lembrou-se
outra vez das palavras dele durante, a viagem. Ainda não se conheciam, mas ele
se dera ao trabalho acalmá-la. Talvez seu guarda estranho pudesse ser convencido
a ajudá-la de maneira mais concreta.
Abaixada,
Isabella firmou-se nos calcanhares e passou as costas da mão na testa. Os
ladrilhos já lavados brilhavam, mas o salão de Cullen era maior do que qualquer
cômodo do convento. Estava levando mais tempo para limpá-lo do que ela havia imaginado.
Precisavam terminar logo e a tempo para o jantar.
Isabella
olhou para a silhueta escura a alguma distância de Esme. Embora não pudesse
ver, sabia estar sendo observada. Apesar das boas intenções, o estrangeiro a
deixava nervosa. Ele era atraente e atencioso, mas algo nos olhos negros a perturbava.
Isabella
tinha desistido da idéia de conquistar-lhe a ajuda. Não havia nada que ele
pudesse fazer a não ser levá-la para longe, fora do alcance do marido. Mesmo se
o Jacob estivesse disposto a fazer isso, ela não tinha certeza de querer ir
embora com ele. Não estaria pulando da panela para o fogo?
Ironicamente,
sentia-se menos preocupada ao lado do marido demoníaco do que com este
estrangeiro bondoso. Edward ela já conhecia bem, ao passo que Darius exigiria
uma vida inteira para ser compreendido.
E
se fugissem de Cullen, para onde iriam? Consumido pelo desejo de vingança, Edward
os perseguiria até os confins do mundo. E então, ela estaria em muito pior situação,
refletiu.
Desviou
os olhos do Jacob e reassumiu o trabalho. Estava errado pensar com tanta frieza
em usar o Jacob, pois ele a tratava apenas com bondade. Era um sujeito decente
e, se não fosse pelos olhos negros...
Isabella
estremeceu. Horas sob a atenção sombria, faziam o olhar faiscante do marido
parecer mais suportável.
Edward
não estava de bom humor. Tinha cavalgado durante uma noite na chuva, em busca
de alívio para o corpo. Mas agora, depois de mais um longo período na sela da
montaria, voltava mais frustrado ainda.
Maldição!
Pensou em Londres. Lá ele encontraria o que procurava sem muito trabalho.
Talvez até achasse uma morena do leste, educada para satisfazer as necessidades
de um homem. Isso mesmo pensou mais animado.
Levaria
Darius com ele e partiria imediatamente. Mas então, lembrou-se de Isabella.
Antes de ir à procura do prazer, precisava executar a vingança. Não podia
continuar adiando-a.
Até
então, praticaria o celibato. Não seria difícil para um homem de sua
disciplina. Muitas outras vezes, ficara sem mulher por longo tempo. Não seria
uma com cabelos flamejantes que o faria perder o controle. Determinado, Edward entrou
no salão, ansioso por ver a esposa. Tentava se convencer ser o desejo de vingança
que o instigava.
Ao
percorrer os olhos em volta à sua procura, ele nem notou os ladrilhos sem
palha. Embora o administrador acorresse para recebê-lo, Isabella não era vista
em lugar algum.
Estremeceu.
Teria ela fugido? Impossível! Não com Darius vigiando-a. De qualquer forma,
sentiu-se ansioso nem respondeu o cumprimento do administrador.
—
Onde está ela? — indagou em voz brusca.
—
Quem, meu senhor? — Billy perguntou recuando.
—
Minha mulher!
O
administrador olhou para um canto onde umas criadas esfregavam os ladrilhos.
Isso provocou um acesso de fúria em Edward. Por que o homem não respondia? onde
estaria Darius?
Alarmado,
ele sentiu uma contração no estômago.
—
Onde está ela? — repetiu, furioso. Billy apontou um dedo trêmulo para um canto.
—
Meu senhor, sua esposa está ali. Edward olhou. Duas mulheres ajoelhadas
continuavam a trabalhar. Um pouco adiante e nas sombras da lareira, estava
Darius em atitude de vigilância.
Edward
aproximou-se das mulheres. A mais velha ele reconheceu logo como sendo Esme,
mas a mais jovem... Uma madeixa vermelha escapava-lhe da touca.
—
Isabella — ele gritou, a voz ecoando pelo salão. Ela parou, enxugou as mãos e
levantou a cabeça para responder.
—
Pois não?
Sua
calma só serviu para deixá-lo mais bravo e dirigiu-lhe um olhar feroz. A mulher
vestia outro vestido reformado, tinha o rosto sujo e as mãos avermelhadas. Por
Deus! Tratava-se da esposa dele e não devia estar ajoelhada trabalhando.
—
Com todos os diabos, o que pensa estar fazendo?
—
Lavando os ladrilhos antes de colocar palha limpa — ela respondeu, ainda em
atitude calma.
—
Levante-se já! Temos criados suficientes para fazer esse serviço — disse Edward,
notando o olhar estupefato das outras pessoas.
Isabella
ergueu-se e o fitou com expressão de desafio.
—
E o que tenho licença para fazer? Não posso cuidar de doentes e nem trabalhar
na horta. Pelo jeito, também não posso limpar o chão.
—
Sua obrigação é cuidar de mim.
—
Ah, é? Você desapareceu antes de ontem à noite sem dizer aonde ia e nem quando
voltaria — Isabella gritou.
Edward
sentiu a cabeça leve. Estaria a mulher preocupada com ele? Teria sentido falta
sua? De jeito nenhum. Isabella teria ficado aliviada com sua ausência. Sacudiu
a cabeça e, com raiva redobrada, disse:
—
Vá se vestir de maneira decente, mulher! Está quase na hora do jantar e não
quero me sentar à mesa ao lado de uma camponesa suja!
Ela
soltou uma exclamação e abriu a boca como se quisesse dizer algo mais. Edward
esqueceu o fascínio de uma morena do leste, disposta a satisfazê-lo. A esposa
mostrava-se enérgica e o contagiava com seu fogo. Defendia-se com tanta paixão
que ele imaginou essa emoção desencadeada em outras coisas.
Tentou
afastar a idéia da cabeça, mas notou a sujeira em seu rosto. Teve de
esforçar-se para não estender a mão e limpá-lo.
Maldição!
Estava bravo, cansado e com fome. A disciplina já começava a falhar.
Vociferando ordens para os criados, mandou servir o jantar logo, estando o chão
pronto, ou não. Depois, deu um passo em direção à mulher que ainda não se
mexera.
—
Vá logo! — gritou apontando para a escada. Ela obedeceu, mas não sem antes
dirigir-lhe um olhar de ódio. Com os ombros erguidos, atravessou o salão num
passo mais régio do que o de qualquer rainha, e mais adorável no vestido
reformado do que num finíssimo.
Observando-a,
Edward sorriu, certo de ter vencido a mulher teimosa. Mas curiosamente, não
sentia a sensação de triunfo, apenas a dor no estômago e um certo desconforto
físico. Nem percebeu a sombra de Darius deslizar a fim de acompanhar Isabella.
Apesar
da fome, Edward apenas beliscava a comida Isabella tinha posto um vestido
azul-marinho que, para desgosto dele, atraía-lhe o olhar. O estômago doía e ele
tinha a impressão de que o interior do corpo separava-a em direções opostas.
Já
estava na hora de castigar essa mulher de língua ferina com quem se casara. Ela
não conseguia ficar parada e sempre encontrava uma atividade que o irritava dali
em diante, Isabella não o envergonharia mais executando tarefas de criados. Os planos
vagos quanto reduzi-la a essa categoria, tinham sido abandonados quando ele a
vira ajoelhada lavando o chão.
Isabella
era uma mulher linda, digna de ser esposa de qualquer homem em boa situação.
Ela poderia usar vestidos elegantes, jóias valiosas e manter as mãos bem
cuidadas. Isso não seriam para benefício próprio, mas para o dele. Sentia prazer
em vê-la bem arrumada.
A
mulher queria atividades. Por Deus, ele as providenciaria.
Cuidaria
dele como uma esposa diligente, seria mais obediente, atenciosa e ansiosa para
satisfazer-lhe as mínimas vontades.
Ficaria
à disposição dele de manhã à noite, como um escudeiro, porém, mais agradável
aos olhos e estimulante ao espírito. Esse seria o castigo adequado para a
mulher teimosa, pois era o que ela menos desejava fazer, refletiu Edward
sorrindo.
O
bom humor momentâneo dissipou-se com a aproximação de Esme, que pôs um copo na
mesa, diante dele.
—
Seja bem-vindo, meu senhor. É um prazer tê-lo de volta.
Para
comemorar seu retomo, preparei uma bebida especial para o senhor — disse a
criada.
—
Do que se trata? — indagou Edward, desconfiado.
—
Um tônico, meu senhor.
—
Ora, não preciso de um. Leve embora. Esme não obedeceu e aproximou-se mais.
—
Sabe, meu senhor, quando vi os arranjos em seu quarto, resolvi endireitar a
situação.
Edward
não fazia a mínima idéia do que ela estava falando e fitou-a com olhar ameaçador.
—
Prove um gole, meu senhor. É uma bebida maravilhosa e fará seu sangue fluir
melhor — insistiu ela.
—
Meu sangue corre muito bem. Esme suspirou.
—
O senhor não está me entendendo. Segundo a pessoa que me deu a receita, o
tônico fará seu fluido vital ser freqüente e duradouro.
Enquanto
Edward a fitava, estupefato, ela piscou, fazendo-o enrubescer. Sacudido por uma
fúria tremenda, ele virou-se para Isabella.
—
Foi idéia sua? — indagou.
Com
os olhos arregalados, ela recuou o corpo.
—
Claro que não! Ela me pediu a receita para um homem que... — A pele clara de Isabella
tornou-se rubra. — Pensei que fosse para o marido dela. Não fazia idéia de que
ela o daria a você. Não quero seu fluido vital, nem estimular parte alguma sua!
Do
outro lado, o Jacob soltou uma gargalhada. Outras pessoas mais discretas
abafavam o riso. Edward sentiu a raiva crescer e explodir como um vulcão. Não
conseguia mais controlar a mente. Num gesto brusco, bateu no copo, entornando o
líquido na mesa.
—
Suma de minha frente, Esme, antes de eu mandá-la de volta para MacCarty —
vociferou ele.
A
criada empalideceu enquanto se afastava e um silêncio profundo dominou o
ambiente.
—
Edward.
O
nome pronunciado por Isabella o imobilizou. O som suave e agradável,
provocou-lhe um arrepio. Sem sabe por quê, ele o afetava.
—
Ela não teve má intenção. Esme é uma mulher idosa que se esforça para ajudá-lo.
Esme?
Ela lhe falava a respeito da criada? Virou-se para Isabella e, em voz baixa,
recomendou:
—
Não a defenda a menos que queira ser responsabilizada por seu atrevimento. Ou,
quem sabe, você não estará ansiosa para compartilhar a cama comigo? — ele a
provocou e a viu empalidecer. — Sabe, mulher não preciso de tônico algum para estimular
meu sexo. Quer a prova?
Edward
agarrou-lhe a mão e a colocou entre as virilhas. A resposta foi imediata. O
simples contato transformou-se em algo mais. Completamente abalado, ele sentiu
uma onda de calor invadir-lhe o corpo que o levou a empurrar os quadris contra seus
dedos aprisionados. Apenas a presença das pessoas e o terror estampado, no
rosto de Isabella o fizeram soltar-lhe a mão.
No
instante seguinte, ela levantava-se e fugia do salão. Atônito demais com a
própria reação, ele a viu afastar-se e não a chamou. Quando se acalmou um
pouco, refletiu que deveria alegrar-se com o pavor revelado pela mulher. Mas
tudo que sentia era uma carência quente e latejante.
Poat: RobcecadasHistFic

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