22.2.14

Adaptação: Uma Dança Com O Sheik -Capítulo Seis




Uma Dança com o Sheik
Obs: Aviso legal
       Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.
Notas da Autora:

Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Tessa Radley, Uma dança com o Sheik , Tituli Original: One Dance with the Sheikh que dá titulo a fanfic de mesmo nome.

Capítulo Seis
O Casamento


—  The Venetian?

Isabella jogou a cabeça para trás para ler o nome escrito com letras na vertical na fachada do hotel.

Seu noivo abriu um sorriso.

— Vamos tirar fotos para nos lembrarmos da ocasião.

Ela não conseguia parar de pensar no que os hóspedes pensariam do vestido de pétalas brancas que indicava romance.

Então deixou sua vergonha de lado. Afinal, estavam em Las Vegas. Casais se casavam o tempo todo. Provavelmente, ninguém olharia mais do que uma vez para eles.

Aquele sorriso ainda estava na boca de Edward.

— Você disse que queria visitar Veneza um dia.

Isabella retribuiu o sorriso.

Mas aquilo se transformou numa arfada de deslumbramento quando eles entraram no lobby do Venetian, com seus tetos altos e afrescos emoldurados em ouro que se estendiam por um vasto espaço.

—  Uau!

— Um passeio de gôndola talvez? Seria aventura suficiente?

— Gôndola? — Uma risada subiu pela garganta dela. — Sim, por favor! Não consigo pensar em nada mais romântico para fazer no dia do meu casamento.

Edward prometera que tirariam fotos da ocasião. Alice ficaria impressionada!

— Ótimo.

Isabella ficou ainda mais chocada quando eles chegaram à gôndola que os aguardava. Branca e dourada, flutuava em um canal cercado por construções que pareciam ter sido transportadas de Veneza. Erguendo os olhos, ela viu sacadas com pilares e arcos, tudo capturando os detalhes de um lugar distante.

Uma mulher avançou oferecendo um buquê de rosas brancas com gravetos de broto de laranjeira.

— É um buquê de noiva — disse Isabella. Então ela entendeu. — Para as fotos?

Edward apresentou a mulher, a planejadora de casamentos do hotel, a Isabella. A surpresa seguinte acabou não sendo um fotógrafo, como Isabella esperava, mas um distinto celebrante de casamentos, de terno escuro e um esvoaçante manto por cima.

Isabella arfou quando tudo aquilo fez sentido. Não eram apenas fotos de casamento...

— Vamos nos casar aqui?

Tudo estava acontecendo tão rápido!

Edward pôs a mão debaixo do cotovelo dela e a guiou para a gôndola. Pétalas brancas flutuavam acima deles, preenchendo o ar com flagrância.

Depois que eles se sentaram, o gondoleiro zarpou, atrás deles, e a gôndola deslizou pela água cristalina do canal.

O espaço da gôndola era surpreendentemente íntimo. Diante deles, estava o celebrante, suas vestes lhe dando uma aparência majestosa. O espaço limitado forçava a coxa de Edward contra a dela; e a pressão do músculo rígido fez uma onda de calor se espalhar por Isabella.

O celebrante começou a falar. Isabella virou a cabeça para encontrar Edward a observando com olhos velados. Seu coração martelou.

A empolgação se revirava no estômago dela.

Quando o celebrante começou a recitar os votos de casamento, Isabella descobriu que sua voz tremia um pouco ao repetir as palavras na intimidade da gôndola. Estava se casando com Edward Cullen. Não por amor... mas por motivos muito mais lógicos.

Quando ele pegou os dedos dela entre os seus, Isabella sentiu um pequeno choque. Até então, aquilo tinha sido tão formal, mas o toque dele mudava isso... trazendo um cálido fulgor.

O cintilar do ouro a avisou quando ele deslizou lentamente a aliança simples e sem adornos no quarto dedo dela. Os olhos de Isabella se levantaram para os dele, surpresos. Ela começou a pedir desculpas por não ter comprado uma aliança para ele mas, a intensa concentração dos olhos de Edward a silenciou.

— Agora vocês são marido e mulher.

Marido e mulher.

Isabella engoliu em seco, a sensação de incredulidade e desconcerto se aguçando.

Um mês antes, ela pensava em se casar com Jasper. Agora estava casada com um homem que, poucos dias atrás, nem sequer conhecia. Que lhe prometera aventura e oportunidades de negócios, não amor. Que assumira o comando da vida dela, de seus pensamentos, de uma forma que ela nunca previra.

Atrás deles, o gondoleiro começou a cantar. As emotivas frases de O Sole Mio envolveram o coração de Isabella e o apertaram com força. Por um instante, ela desejou que aquele tivesse sido um romance de verdade, o casamento de seu coração.

Mas não era.

Era um acordo conveniente; para eles dois. Entretanto, Isabella sabia que havia mais do que isso no que se passava entre eles. Edward lhe prometera experiências que ela jamais tivera... e estava cumprindo. Seu mundo mudara. E, em algum ponto da mudança, ela esperava encontrar a si mesma. Alguém que não vivesse para agradar os outros, alguém que aproveitava a própria vida a Isabella Swan que ela nunca se permitira ser.

— E costume que o casal se beije debaixo das pontes. — O celebrante lhes ofereceu um indulgente sorriso.

Antes que Isabella pudesse lhe dizer educadamente que um beijo não era necessário, a gôndola adentrou as sombras debaixo da ponte, e a cabeça de Edward desceu.

A boca dele se fechou sobre a dela, e o mundo dela flutuou.

Os lábios de Edward eram firmes, muito másculos, não toleravam nenhuma resistência. Ela ficou tensa com a inesperada excitação que se espalhou por ela, e manteve os lábios firmemente pressionados, dizendo a si mesma que Edward só estava fazendo aquilo para agradar o celebrante. Entretanto, ele não fez nenhuma tentativa de ir em frente, em busca de uma conexão mais íntima. Em vez disso, depois de uma pausa, deu uma fileira de provocantes beijos nos lábios fechados dela.

Com um beijo final no canto da boca, ele sussurrou:

— Essa covinha vem me deixando louco.

Então a ponte ficou pára trás.

Isabella não conseguiu reagir com uma leve risada em vez disso, conteve um gemido de frustração feminina quando ele levantou a cabeça e pôs centímetros entre os dois. Mas seus olhos ainda estavam fixos nos dela, irradiando determinação. Isabella só precisou de um instante para perceber que o beijo dele não tivera nada a ver com o celebrante, e tudo a ver com ela.

Ele quisera beijá-la.

Sensações de apreensão despertaram dentro dela. Novamente, sua percepção do relacionamento deles mudara.

Edward inclinou a cabeça para a dela.

— Agora a aventura começa de verdade.

Um frisson de empolgação desceu pelas costas de Isabella. Não pela primeira vez, ela percebeu que Edward era um homem devastadoramente atraente.

Para recuperar o fôlego e ganhar tempo, ela inclinou a cabeça para trás e fechou os olhos. Mas deixou seus dedos entrelaçados nos dele, relutando em quebrar o vínculo remanescente entre eles. A rica serenata da canção de amor napolitana a envolvia, fazendo uma enchente de emoções acumuladas transbordar.

Aquilo deveria ter sido uma peripécia, misturada com um pouco de negócios. Então, como se tomara a experiência mais romântica da vida dela? Quando tomou a abrir os olhos, Laurel se viu olhando às cegas para as estrelas acima.

— Não são de verdade — disse o celebrante. — Se você olhar atentamente, verá que o céu fica mudando.

Claro que não eram de verdade! Nada naquele louco passeio com Edward era de verdade. Era uma aventura. Uma fantasia. A fantasia dela.

Entretanto, de certa forma, era a coisa mais real que já acontecera a ela. Isabella estava assumindo riscos. Riscos que jamais teria considerado antes de ter saltado no desconhecido, vinda do seguro mundo de ser uma Swan de Charleston, de fazer coisas que ninguém esperava que Isabella Swan fizesse.

Como se casar com um sheik que ela mal conhecia.

— Aproxima ponte está chegando. — O aviso do celebrante interrompeu os pensamentos dela.

De imediato, todos os sentidos dela entraram em alerta. O coração de Isabella estava em disparada antes mesmo de ela encontrar os reluzentes olhos escuros de Edward.

Quando a gôndola flutuou para as sombras debaixo da ponte, Isabella se preparou. No entanto, nem toda a preparação do mundo seria suficiente para o beijo que finalmente veio e lhe tirou o fôlego da alma.

Desta vez, Edward não se apressou.

E, desta vez, o beijo foi diferente.

Isabella arfou enquanto Edward a provava, sua língua varrendo os lábios entreabertos para a umidade além. E ela se flagrou reagindo com um selvagem ardor, retribuindo o beijo, unindo os dedos atrás do pescoço dele.

Isabella esqueceu o celebrante, esqueceu o gondoleiro e se entregou à paixão. Flamejante, ela ardeu em suas veias até que seu coração trovejasse dentro da cabeça. E, o tempo inteiro, O Sole Mio os banhava. Ela fora transportada para outro universo, um mundo exótico a anos-luz de distância de tudo o que ela conhecia.

Nada jamais seria igual.

Isabella falara muito pouco desde que eles saíram da gôndola.

Edward começava a se perguntar o que a mantinha tão preocupada. Na volta à suíte dele, um banquete os aguardava. Mas Isabella só beliscara o salmão defumado e um pouco de melão não tocara o cintilante vinho que Edward lhe servira.

Agora ela bloqueava a porta aberta que levava à sacada com vista para os imensos jardins do hotel.

— Você está muito quieta — disse eis por fim, chegando por trás dela e pondo a mão em seu braço desnudo. — Não quer comer mais nada?

Ela inspirou fundo e disse de uma vez:

— Você prometeu que esse casamento não teria a ver com sexo.

— De fato.

— Então por que... — Ela inclinou a cabeça e baixou os olhos para que repousassem marcadamente em seu próprio antebraço — ...isso?

O olhar dele seguiu o dela. Ah.

— Gosto de tocar. Sou um homem que demonstra as coisas.

— Sempre?

— Nem sempre.

— Então quando?

Quando gostava de alguém. Quando se sentia atraído por alguém. E as duas coisas se aplicavam a Isabella.
Ele fez um som que foi parte suspiro, parte risada.

— Você me pegou. Parece que pode ter um pouco de sexo envolvido, afinal de contas.

Mas Isabella não riu com ele. Seu olhar se levantou para o rosto de Edward.

— Francamente, nunca entendi por que todo esse barulho. — Ela disse aquilo com uma inocente naturalidade que era uma afronta à habilidade dele.

Edwar estava totalmente certo de que a faria mudar de ideia. A excitação o dominou com a mera possibilidade de ensinar a Isabella as aventuras do amor. Com a voz rouca, ele disse:

— Posso mostrar a você exatamente o porquê do barulho.

Aquilo causou um olhar assustado. O rubor se espalhou pelo pescoço dela. Isabella tentou rir.

— Não, obrigada.

Mas seus olhos baixaram para o lábio inferior dele, demoraram-se por um longo momento e voltaram para encontrar os dele antes de se desviar. E, dentro da calça de Edwad, seu membro enrijeceu. Isabella estava curiosa.

— Certo. Nada de sexo, só casamento — prometeu ele e perguntou a si mesmo como manteria uma promessa tão idiota.

A língua dela umedeceu o lábio inferior.

— Eu não estava nem pensando em sexo.

Quem ela queria enganar? Fora ela quem começar o assunto! Baixando o olhar para a exuberante e vermelha boca de Isabella, ele disse com suavidade:

— Claro que estava. Você é uma mulher muito bonita. Deve rechaçar propostas o tempo todo.

— Tento impedi-las antes que aconteçam.

Ele a olhou por um longo momento. Os olhos achocolatados estavam mais vulneráveis do que ele já os vira. Edward teve a impressão de que estava vendo um lado de Isabella que poucas pessoas viam.

— No que está pensando?

Ele balançou a cabeça.

— Jasper tinha razão.

— A respeito do quê? — perguntou ela, suspeitando.

— Você é mesmo uma mulher muito boa.

Os lábios dela se curvaram.

— O sentimento é mútuo. Acho você um homem muito bom. Então, se não é por sexo, por que me beijar daquele jeito na gôndola?

Edward pôs as mãos no batente da porta, uma de cada lado de Isabella.

— Eu poderia dizer que foi para selar nosso acordo.

— E um acordo de negócios, não precisava de um beijo para concluí-lo, e, definitivamente, não precisava de dois beijos.

Ele se conteve para não ressaltar que ela não rechaçara nenhum dos beijos.

— Não vou mentir — acabou dizendo Edward — Gostaria muito de fazer amor com você. Seria uma experiência intensamente sensual e prazerosa para nós dois. Outra aventura, mais descobertas para você. Mas, se quer que o sexo não tenha lugar no nosso acordo, respeitarei isso. — Mas não seria fácil.

Quando ela não respondeu, ele ficou mais sério.

— O que você está esperando? Acredita que tem alguém no mundo feito só para você?

— Honestamente? O amor tem sido mais do que um pouco elusivo. Nem tenho certeza de que sei o que ele é... apesar de saber que é muito mais que palavras doces. Alice e Jasper me provaram isso. Juro que eu me contentaria com um casamento com a promessa de aventura, em vez de amor.

O alívio preencheu Edward.

— Aventura eu posso dar.

— Ah, mas qual é o “porém”? Ainda estamos falando de sexo?

— Não tem “porém”. Ao menos não desse tipo. Não se você não quiser também. — O sorriso dele ficou provocador. — Tem certeza de que quer fechar a porta para a oportunidade de explorar algo maravilhoso que pode existir entre nós?

Ele se preparou para a rejeição.

Mas, em vez de rejeição, os olhos dela se encheram de curiosidade. Seu olhar tocou o rosto dele, desceu, e voltou.

— Explorar algo entre nós? Eu não sei...

E a indecisão dela o deixou num estado pior e muito mais frustrado do que uma franca rejeição.

— Vou tomar um banho — disse ele, a voz rouca de frustração.

Falar de sexo tomara difícil até pensar em dormir.

Isabella tomara banho no luxuoso banheiro de seu quarto. Devia ter vestido a camisola que Alice, em sua função de irmã e planejadora de casamentos, escolhera para a lua de mel dela. O que afinal a tinha possuído para que ela a pusesse na mala? Parecia errado vesti-la, já que fora escolhida para sua lua de mel com Jasper.

Então a sexy peça estava abandonada sobre a cama, e Isabella não sentia vontade de vestir uma confortável camisa. Estava ligada demais.

E era por isso que estava sentada num banquinho diante da penteadeira, usando um roupão do hotel, pensando em seu provocante novo marido.

Por que não transformar o relacionamento entre ela e Edward também em uma jornada de exploração?

Edward prometia ser um amante de sucesso. Por que não tirar proveito de sua sugestão?

Edward saiu do banheiro principal enxugando o cabelo com a toalha, seu corpo ainda úmido do chuveiro. Ele jogou a toalha molhada na cama.

Ouviu alguém arfar e ergueu os olhos.

Isabella estava na porta da suíte principal, seus olhos arregalados ao ver o corpo nu dele.

Não faria sentido tentar se cobrir era tarde demais.

— O que está fazendo aqui? — perguntou ele.

Os olhos dela a traíram. E, instantaneamente, ele ficou excitado.

Edward foi na direção dela.

— Veio por isso.

Ela não protestou quando ele a tomou nos braços. Edward a beijou, e os lábios de Isabella se entreabriram.

Ele parou, ciente de que, quando começasse, não pararia.

— Tem certeza?

Ela assentiu com um rápido movimento, Edward passou as mãos na frente do roupão dela, e as deslizou por baixo. Acariciou os braços, mas o tecido o atrapalhava. Ele o empurrou para trás, e o roupão caiu dos ombros dela para o chão.

Ela também estava nua.

Edward a levou para o amplo espaço da cama e ficou ao lado dela. Ele a acariciou com longos e lentos toques, e ela relaxou com um leve suspiro. A coxa de Edward separou as dela, e ele pôs a boca na de Isabella.

Desta vez, o beijo foi sedento.

Edward respirava com dificuldade quando chegou ao fim, e os olhos de Isabella estavam selvagens.

Ele acariciou a barriga dela então, desceu mais... e a tocou. Um fino som saiu da garganta dela.

Os olhos dela estavam fechados, e seus dentes tinham mordido o macio lábio inferior que ele beijara tão minuciosamente. Ela parecia estar esperando.

Sutilmente, Edward acariciou outra vez. A coluna dela se arqueou, e o suspiro quebrou o silêncio que fervia entre eles. Os olhos dela se abriram.

— Desculpe.

— Relaxe — pediu ele. — Não peça desculpas.

— Esse gemido... — Isabella parecia desconfortável. — Não foi coisa de uma dama. — Ela rolou e enterrou o rosto no travesseiro. — E descrevê-lo soa ainda pior. Esqueça o que eu falei.

Edward se inclinou à frente e pegou as mãos dela. Quando ela finalmente levantou a cabeça, ele disse:

— Preste atenção. Não preciso que você seja a dama perfeita. Quero que seja você mesma.

Ela abriu um leve sorriso para ele.

— Então tem algo que você precisa entender sou uma dama perfeita... Acho que não consigo ser uma dama imperfeita.
Ele adorava o senso de humor dela, a maneira como Isabella conseguia rir de si mesma, e do mundo, com ele.

— Ah, eu entendo isso.

Os olhos dela se desviaram dos dele. Ela soltou uma risada sem fôlego.

— Estou envergonhada.

Ele também sabia disso. E aquilo a mantinha presa. Edward entrelaçou os dedos no cabelo dela e inclinou sua cabeça para que ele pudesse olhar em seus olhos.

— Por quê?

— Tudo tem uma sensação tão... maior.

— Maior?

— Mais forte. Mais intensa. — Ela riu de novo. — Pareço louca, ou você tem esse efeito em todas as mulheres?

Edward não queria falar de outras mulheres.

Sua noiva era a única que lhe interessava e o que ela acabara de revelar o agradara. Talvez ela não estivesse se contendo nem um pouco talvez estivesse avançando a passos largos.

A euforia o dominou.

— Então vou ter de provar que ainda há mais por vir.

Os olhos dela ficaram vidrados de susto.

— Mais? Isso é possível?

Isabella era uma mulher adulta, mas claramente nunca encontrara o homem certo para libertar sua paixão. O triunfo o arrebatou. Ele pretendia mudar isso. Aulas de sedução. Ela se mostraria uma ávida aluna. Ele mal podia esperar.

Com um lento sorriso, ele disse:

— Acho que há mais coisas de aventura para eu compartilhar com você. Mas, primeiro, quero uma promessa.

— Uma... promessa?

— Quero que você se solte. Nada de se conter.

A preocupação cobriu os olhos dela.

— O que está planejando fazer?

— Nada louco demais. Só quero que você aproveite.

— Aproveitar? Quer dizer... O que exatamente você quer dizer?

—Seja um pouco mais solta... Não se estresse, nem se sinta estranha. Mais do que tudo, quero que você esqueça que é uma Swan. Você é você. Concentre-se em ser a mulher que você quer ser. Acima de tudo, acredite que eu também vou sentir cada gota de prazer que você vivenciar.

Os olhos de Isabella se iluminaram.

— Consigo fazer isso.            

— Agora vire-se... para que eu possa satisfazer você.

Ela devia estar inebriada, concluiu Isabella ao inspirar fundo. Mas, desta vez, pelo impacto da proximidade de Edward.

Ele preenchia seus sentidos.

O rico dourado cálido da pele dele, a maneira como a luz se refletia nas altas maçãs de seu rosto, os aveludados olhos escuros que podiam ser tão poderosos e persuasivos num instante, tão bondosos e solidários no seguinte. E quando sua mão tocava a dela... sensações que nunca tivera antes a percorriam.

Os lábios dele sussurraram pela suave seda do pescoço de Isabella. Ela arqueou o pescoço, e ele a recompensou com uma série de beijos até seus lábios chegarem à base do pescoço. A língua contra a pele sensível fez com que ela se arqueasse ainda mais.

O som que escapou de sua garganta, repentinamente seca, era cru, incontido e, definitivamente, não era o que se esperava de uma dama sulista, especialmente uma Swan. Isabella estava presa na louca teia de prazer onde nada existia.

Só Edward.

E o destruidor prazer que ela sentia.

Girando a cabeça, ela fechou os olhos com mais força, seus dedos girando no cabelo dele.                 Edward cobriu a pele dela com beijos de boca aberta que a inflamaram ainda mais.

A respiração dela ficou presa na garganta quando os lábios dele se fecharam sobre a ponta de um sensível seio. A sensação que a percorreu foi incrível. Ardente. Branca. Lanças de prazer a perfuravam. Quando ele interrompeu a carícia, um suspiro de negação a abalou.

— Devagar — murmurou ele, antes de dar ao outro seio o mesmo tratamento.

Como ela iria devagar com ele a enlouquecendo?

Edward também parecia estar perdendo o controle. Seu coração martelava contra os seios dela quando ele se moveu sobre Isabella. As pernas dela se abriram, e ela lhe deu boas-vindas.

Não levou mais muito tempo até que ele se perdesse no abraço dela.

Edward repousava os braços na balaustrada. A escuridão da noite o envolvia. No quarto principal, de onde ele saíra silenciosamente, Isabella dormia.

Ele estava irrequieto.

O avassalador prazer que acabara de experimentar não era o que ele esperara de sua noiva por conveniência.

Edward não estava acostumado com o inesperado. Apesar do que dissera a Isabella, todas as facetas da vida dele eram meticulosamente planejadas. Ser dominado pela força do desconhecido não fazia parte de seu plano. Era Isabella quem devia estar sendo dominada pela aventura... não ele.

Ele se considerara imune à empolgação da novidade. Cínico. Não sendo o tipo de homem que perdia a cabeça por uma mulher, nem mesmo uma tão linda quanto Isabella. Afinal, ele não acreditava no amor.

Apesar de ele não considerar que tivesse ficado louco por ela, estava pensando demais em sua nova esposa.

Na suavidade da pele dela, na curva do rosto... no doce sabor de sua boca. E isso tudo antes de ele chegar à paixão do...

Edward censurou seus pensamentos voluntariosos. Não queria que ela despertasse novamente até de manhã.

Durante o resto da noite, ele deixaria sua esposa dormir.

Enquanto ele lembrava a si mesmo de por que se casara com ela apenas por negócios.

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