22.3.14

Adaptação: A Esposa Virgem - Capítulo Doze



A Esposa Virgem

Obs: Aviso legal
       Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora:

Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Deboha Simons A Esposa Virgem Título Original: Maiden Bride (1996) que dá titulo a fanfic de mesmo nome.
Capítulo Doze
“O coração, ausente por tanto tempo, recomeçasse a bater.”


Quanto tempo antes de eu entrar nisso?
Antes disso começar, antes de eu começar?
Quanto tempo antes de vocês decidirem?
Antes de eu saber como é isso?
Pra onde, aonde irei?

Se vocês nunca tentarem, então vocês nunca irão saber.
Há quanto tempo tenho escalado,
Subindo esse lado dessa minha montanha?
Olhe pra cima, eu olho pra cima à noite.
Planetas estão se movendo na velocidade da luz.

Suba, suba nas árvores.
Toda chance que vocês têm,
É uma chance de vocês aproveitarem.
Quanto tempo eu vou ficar


Isabella observou o marido vestir-se depressa e caminhar até a porta, de onde lhe dirigiu um olhar severo.

— Levante-se e tome banho, mulher, pois tem de cumprir suas obrigações. Eu não as esqueci e nem me distraí o suficiente a ponto de renunciar a elas.

Em seguida, Edward abriu a porta e quase bateu de encontro a uma pessoa.

— Esme! Por que está sempre no meu caminho? Suma já daqui!

— Perdão, lorde Edward. O senhor está com uma aparência excelente esta manhã!

— Que diabos você quer aqui?

— Vim ajudar lady Isabella a tomar banho.

— Está bem — disse ele, virando-se para o interior do quarto.

— Ouça bem, Isabella. Quando já estiver vestida, desça logo para cuidar de mim.

O tom ríspido foi amortecido pelo alvoroço de Esme ao entrar no quarto.

— Então, minha senhora, afinal não foi tão ruim, não é? Embora enrubescendo, Isabella riu. Não podia pensar em outra coisa a não ser no prazer sentido com o marido. Esme riu também e bateu palmas.

— Mas agora, a senhora precisa entrar na banheira antes que a água esfrie. Vou trocar os lençóis da cama e, se não temesse aborrecer lorde Edward, eu os penduraria no pátio para todos verem.

Isabella sacudiu a cabeça ao ouvir a idéia absurda da criada. Edward relutara em admitir o desejo até para ela e, sem dúvida, ficaria furioso se a historia fosse anunciada publicamente.

Levantou-se, atravessou o quarto e entrou na água usada pelo marido minutos atrás. Ao pensar nisso, suspirou e recostou-se para trás, satisfeita em ouvir a tagarelice de Esme.

— Eu tinha certeza, lady isabella que a senhora ia apreciar o relacionamento, pois é uma mulher jovem, linda e vibrante. Agora, precisa atraí-lo todas as noites. Com o tempo, lorde Edward cederá mais do que o corpo.

Outra idéia absurda da criada, pensou Isabella. O marido não era homem de ceder coisa alguma.

Passando preguiçosamente o sabonete pelo corpo, imaginou como seria bom se Edward estivesse ali com ela. A imagem do marido abraçando a deixou com ar sonhador. Os sentimentos dele não importavam, desde que pudessem alcançar, juntos, o êxtase estonteante.

— Eu me sinto tão contente por ver os dois reconciliados finalmente. Não vai demorar muito para aparecer um novo Masen Cullen em Cullen.

Isabella levou uns instantes para entender as palavras de Esme. Quando o fez, quase derrubou o sabonete. Um bebê! Afagou a barriga e deu-se conta de que a previsão poderia se realizar.

Uma alegria imensa, maior do que as emoções provocadas pelo marido, a dominou. Um filho! Uma família só sua como havia sonhado! Parecia bom demais para ser verdade. Olhou para Esme e perguntou:

— Quantas vezes, você acha, será preciso para se garantir a concepção?

— Às vezes basta uma, mas por segurança, a senhora deve tentar com freqüência.

Enrubescendo, Isabella sorriu. Quanto a ela, o plano não apresentava problemas. Estaria sempre pronta para apreciar as carícias, os beijos alucinantes e o corpo forte e lindo de edward.

Restava apenas convencer o marido obstinado a concordar. Isabella passou a manhã toda sentada sem fazer nada no salão.

O homem a quem devia servir não estava lá. Entediada e zangada, tentava manter a calma.

A história de que Carlisle havia interrompido no quarto, de manhã, já tinha se espalhado pelo castelo. Isabella recebia sorrisos alegres, piscadelas maliciosas e insinuações sobre um futuro herdeiro. Os habitantes de Cullen tinham boas intenções, dizia a si mesma, mas preferia estar trabalhando na horta, longe de olhares curiosos, a continuar sentada ali.

Era enlouquecedor, mas todas, às vezes em que ameaçava explodir, Isabella lembrava-se do olhar de Edward s ao vencer sua virgindade. Não era de triunfo. Naquele momento, ele expusera a alma torturada e a deixara ver a alegria provocada pela a união de seus corpos.

Manteve a lembrança em mente até ele chegar na hora do almoço. Levantou-se ao vê-lo e ele, com expressão satisfeita, aproximou-se com passadas largas. O movimento das pernas longas e musculosas fez o coração de Isabella disparar. Lembrava-se do contato das mãos com as coxas grossas e com os pêlos escuros que cobriam boa parte do corpo de Edward.

Mentalmente, o viu nu e excitado e, sem querer, respirou fundo.

Ele parecia estar não menos afetado do que ela. Mantinha a cabeça curvada e os olhos baixos, mas crispava as mãos caídas ao longo do corpo. Parou diante dela e levou alguns instantes para falar.

— Quero lavar as mãos, mulher!

Isabella levantou o queixo. Era obrigação dos criados providenciar bacias com água para as pessoas lavarem as mãos antes das refeições. Todavia, controlou-se e foi buscar uma para o marido. Segurou-a enquanto ele levava um tempo enorme com o ritual de limpeza. Sua raiva retornou, mas evaporou-se novamente enquanto ela admirava os dedos longos e fortes que a tinham acariciado. Abafou um suspiro e ele ergueu a cabeça. Fitaram-se e inflamaram-se até Isabella sentir como se estivesse envolta por labaredas.

— Meu senhor?

A voz de Carlisle a fez perceber que estava petrificada. Contudo, não conseguiu se mexer, nem acalmar as ondas de calor em seu âmago. Foi Edward quem, finalmente, desviou o olhar do seu e dirigiu-o ao criado.

— O que foi?

— Um mensageiro, lorde Edward, está à procura de lady Isabella — avisou o criado, tirando-a de seu deslumbramento.

Quem seria?, indagou-se ela. Não conhecia ninguém nas redondezas. Olhou para a porta e reconheceu Eric Yorkie, um rapaz que ajudava o pai a cuidar das vacas e das ovelhas do convento.

— Eric! — exclamou, dirigindo-se a porta, mas não seguiu em frente ao ouvir a ordem do marido.

— Pare!

Fez-se silêncio profundo no salão.

— Quem é você para querer falar com minha esposa? O rapaz empalideceu.

— Perdão, meu senhor, não queria ofendê-lo. Foi à abadessa quem me mandou vir ao castelo.

— Transmita logo seu recado e, depois, suma daqui. Ao ouvir tal grosseria, Isabella não conteve uma exclamação. Eric tinha viajado uma boa distância e, antes de retornar, deveria descansar e ser alimentado. Além do mais, o recado era para ela e não para Edward.

— Absurdo! A abadessa vai pensar que não somos hospitaleiros, meu marido — protestou ela ao dar um passo para a frente. — Venha se sentar conosco, Eric, e nos conte a que veio enquanto almoça.

— Não! — disse Edward ao puxá-la para o lado dele. Brava, Isabella virou-se para o marido.

— O recado é para mim e eu vou ouvi-lo. É um direito meu.

— Você não tem direito algum! Vá para o quarto, mulher! — esbravejou ele.

— Não vou sair daqui!

Pelo canto dos olhos, Isabella viu o pobre Eric retorcer as mãos. Assustados, os criados grudavam-se às paredes. Ela sabia que o marido intimidava a todos, mesmo assim, não se mexeu e encarou-o.

— Um homem esteve lá no convento fazendo perguntas sobre Isabella — contou Eric depressa e interrompendo a rixa entre marido e mulher.

— Quem? — indagou Isabella, surpresa.

— Ele não se identificou, Isabella. Quer dizer, lady Isabella — o rapaz acrescentou depressa, dirigindo um olhar medroso para Edward. — Meu senhor, ele apareceu depois que a notícia de seu casamento se espalhou. Não era conhecido na aldeia. Ninguém o tinha visto antes e ele mostrou-se muito insistente nas indagações. A abadessa achou muito estranho e decidiu mandar avisar o senhor.

Edward dirigiu um olhar acusador a Isabella e ela percebeu o que o marido pensava.

— Não conheço tal homem! — protestou. Embora com expressão sombria, como se considerasse o estranho, namorado da mulher, Edward não disse nada. Virou-se para o soldado que havia trazido o mensageiro e ordenou:

— Diga a Darius para levar este rapaz de volta ao convento. Vamos ver se o Jacob consegue descobrir algo sobre esse misterioso indagador.

Isabella lançou-lhe um olhar feroz enquanto Eric e o soldado saíam depressa e ansiosos para deixar a presença do senhor de Cullen.

Ela cerrou um dos punhos e levantou o braço, mas dessa vez, Edward foi mais rápido, segurando-lhe o pulso.

— Lembre-se de onde está e de quem é. Chocada com a advertência, Isabella o fitou. Seria este homem o mesmo que havia penetrado em seu corpo no auge da paixão?

— Sei bem quem eu sou, mas ignoro quem você seja — afirmou ela ao soltar o pulso.

Edward  percorreu os olhos pelos rostos das pessoas e ficou satisfeito por não ver o de Darius. Não tinha achado muito importante mandar alguém ao convento, mas ele aprendera a ser cauteloso. Com a ausência do Jacob, não tinha de se preocupar em encontrá-lo, segurando a mão de Isabella, num corredor escuro.

A lembrança o fez apertar os dedos em volta do copo vazio. Carlisle aproximou-se para servi-lo de mais vinho, porém, Edward não aceitou.

Não queria uma repetição da noite anterior. Não deixava de ser irônico. Ele, que não tinha medo de nada, temia ir para a cama com a mulher. Na verdade, o relacionamento fora muito além do que a união dos corpos e a experiência o deixara perturbado. Isso não tinha lugar em seu mundo disciplinado e Isabella não passava do instrumento para a vingança.

Entretanto, ela havia se tornado mais.

Como se negasse o fato, Edward bateu com o copo na mesa. O criado apressou-se em servi-lo, mas ele sacudiu a cabeça e virou-se para a mulher. Ela hesitou um instante para, em seguida, levantar-se e encher-lhe o copo, apesar de os olhos verdes faiscarem.

Ótimo! Edward tinha passado a maior parte do dia forçando-a a atender-lhe as ordens. Precisava provar que ainda a dominava e que ela não o escravizara com seu corpo fascinante. Negava-se a admitir como seu vestido novo modelava-lhe as curvas que ele tinha acariciado.

Resistia à tentação de tirar sua touca e deixar os cabelos caírem, de preferência, sobre o corpo nu dele.

Pela primeira vez na vida, Edward não confiava em si mesmo. Por isso, dirigia olhares sombrios, fazia exigências e discutia com a mulher na esperança de que sua raiva o protegesse. Estava ficando tarde. Talvez devesse fazer outra viagem essa noite, mas seria covardia fugir novamente da mulher.

Não poderia fazer isso portanto, quando ela se levantou, Edward sentiu um certo alívio. Esperaria ali no salão até que Isabella estivesse dormindo no colchão no chão. Só então ele se recolheria. Quem sabe se, com a tentação fora do alcance, ele se controlaria.

— Meu marido, vou subir. Você não quer me acompanhar?

Boquiaberto, ele a fitou. Serena, estava em pé ao lado e com um leve ar de desafio. A reação do corpo dele foi rápida e irrevogável. Excitado, levantou-se tão depressa que quase derrubou a cadeira.

— Esta bem, vou acompanhá-la — respondeu ao pegar-lhe o braço e levá-la rumo à escada.

A cada passo, a expectativa crescia e nunca o trajeto até o quarto pareceu tão longo. Quando finalmente chegaram,

Edward fechou a porta e encostou-se nela, numa tentativa de se dominar. Isabella estava tão perto que ele podia sentir sua respiração no rosto. Antes de poder fazer alguma coisa, ela lhe puxou a cabeça e o beijou apaixonadamente. Acariciando-o com a língua, apertou o corpo de encontro a ele.

Edward gemeu e, com as mãos em suas nádegas, puxou-a para cima, fazendo-a sentir-lhe a ereção. Isabella enlaçou-o pelo pescoço, passou as pernas ao redor da cintura dele e prensou seu centro ardente no pênis. Edward percebeu que a mulher estava tão ansiosa quanto ele.

A descoberta incendiou-lhe o sangue. Com um grito vindo do fundo do peito, ele a levou para a cama, onde arrancou suas roupas e as dele.

A vingança estava esquecida no desespero de possuí-la.

O contato com sua pele o deixava louco por ela. Deitou-se sobre seu corpo, mas viu-se sendo empurrado. Ficou lívido. No instante seguinte, estava deitado de costas, enquanto Isabella se sentava sobre ele com as pernas abertas.

— É minha vez de escolher a posição. De manhã, foi a sua, meu marido — disse ela numa voz rouca e excitante.

Mesmo através da nebulosidade do desejo, Edward a entendeu. Iguais. Parceiros. Quis resistir, porém, ela guiou-lhe o pênis para dentro de si, levando-o a esquecer-se de tudo, exceto da sensação que o invadia.

Quente. Justo. Êxtase. Que Deus tivesse misericórdia dele, pois certamente, morreria de prazer! As pontas da cabeleira vermelha tocavam-lhe as coxas e os seios o atraíam. Gemendo, Edward os apalpou e, logo, ela se retorcia sobre ele, aumentando o ritmo.

— Ed, me toque — suplicou ela.

Não passou pela cabeça dele recusar. Com os dedos, massageou-lhe o lugar mais sensível até Isabella estremecer de prazer, gritando o nome dele e fazendo-o atingir o clímax.

Edward surpreendeu-se ao ver a esposa colocar um copo diante dele. Nas últimas semanas, vinha deixando de exigir-lhe os cuidados. E por que não? À noite, na cama, ela mais que compensava a negligência. Sentindo a pontada do desejo, Edward concentrou a atenção no copo.

— O que é isso?

— Algo para seu estômago — murmurou Isabella e, antes que ele reagisse, acariciou-o no ombro. A onda de raiva passou tão logo ela sentou-se a seu lado. Já não se sentia ameaçado com o fato de a mulher saber de seu sofrimento.

Curioso como a situação tinha mudado sutilmente. Edward também não se preocupava mais com o perigo de Isabella o escravizar com o corpo. Na verdade, ambos tinham se escravizado mutuamente, pois ela se mostrava tão carente e ansiosa quanto ele. E assim, a parceria florescia.

— Tem certeza de que não se trata de um tônico? — brincou ele. Isabella sorriu.

—Você não precisa de um. Se sua vitalidade aumentar, eu me verei incapacitada de andar.

A resposta o excitou. Fitando-a, tomou o copo e bebeu tudo.

— Quero me recolher mais cedo hoje, mulher — disse ele ao levantar-se.

Isabella concordou com um gesto de cabeça e o acompanhou. Quando chegaram ao quarto, entretanto, Edward estranhou ao ver a banheira com água fumegante.

— Um banho agora? O que você tem em mente? — indagou ele.

Já tinha tomado um antes e não desejava nada além do que ir para a cama com a mulher o mais depressa possível. Talvez nem a despisse. Poderia tomá-la nos braços e possuí-la de encontro à parede.

— Estou sangrando. Se você quer satisfazer a vontade, é melhor na banheira do que na cama. Lá, os lençóis ficarão manchados — explicou Isabella.

Nicholas levou uns instantes para entendê-la. Naturalmente, estava familiarizado com a menstruação feminina, mas era a primeira vez que uma mulher se oferecia a ele nesse estado.

— Então, como é? — perguntou ela com um brilho desafiador nos olhos verdes. — Está com medo de ver sangue, guerreiro?

Edward riu da provocação.

— Quem? Eu? Já vi mais sangue do que você verá a vida inteira. Ele não me perturba — garantiu ao despir-se impacientemente.

Isabella fez o mesmo e, logo, os dois entravam na água.

O banho sempre tinha sido muito pessoal e privativo para Edward. Agora, ele descobria tratar-se de algo erótico e diferente.
Puxou a mulher para o colo, apreciando a textura de sua pele molhada. Sentados face a face, uniram-se e o menor movimento provocava um prazer intenso nele. Num ritmo mais vagaroso do que o frenético e habitual, a paixão foi se avolumando. E quando Edward viu Isabella baixar as pálpebras sobre os olhos sonhadores, sentiu algo surgir no peito. Era como se o coração, ausente por tanto tempo, recomeçasse a bater.

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