Obs: Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.
Notas da Autora:
Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Tessa Radley, Uma dança com o Sheik , Tituli Original: One Dance with the Sheikh que dá titulo a fanfic de mesmo nome.
Capítulo Dez
Um Coração Partido!
Isabella imaginara que seria um jantar
pequeno e íntimo. Mas havia ao menos vinte lugares postos à longa mesa de uma
sala de visitas. Pratos servidos com cafta, bolinhos de arroz e nozes enrolados
em folhas, e mechwya, legumes grelhados salpicados de páprica e gengibre em
espetos de ferro, além de uma série de aperitivos que Isabella ainda não
conhecia. Os convidados começavam a se reunir, à exceção dos homens da família,
que estavam enfurnados no salão real discutindo o futuro da Gifts of Gold.
Os nervos de Isabella estavam em frangalhos com a espera para conhecer o resultado.
O casamento dera a Edward o controle da Gifts of Gold como ele quisera? O príncipe Ahmeer permitiria que Rakin permanecesse como diretor executivo e passaria as ações majoritárias para ele conforme prometido? Ou o príncipe daria a Aro o controle da empresa? Isabella não queria nem pensar no que isso faria com Edward.
Quando as portas finalmente se abriram e uma falange de homens entrou, os olhos dela foram direto para Edward. Ele andava com tamanha autoridade que era fácil distingui-lo da multidão, mas, em sua expressão indecifrável, não havia sinal do que acontecera.
Então o olhar dele encontrou o dela, e sua expressão se abrandou.
Ele se afastou dos outros e foi na direção de Isabella. Ciente de que não estavam sozinhos, ela lhe ofereceu um hesitante sorriso. Ele se acomodou ao seu lado.
Inclinando-se na direção de Laurel, Rakin murmurou em seu ouvido:
— Sucesso. Sou acionista majoritário da Gifts of Gold. O contrato foi assinado. Agora, só faltam as ações serem fisicamente transferidas, o que deve acontecer nos próximos dois dias.
Ela não conseguiu conter a alegria.
— Isso é maravilhoso!
Ele se aproximou mais.
— Obrigado.
Tão perto, ele cheirava a menta e pós-barba, limpo e inebriante.
Então ela entendeu o significado do que ele lhe dizia. Edward não tinha mais nenhuma necessidade de que ela ficasse. Eles logo podiam se separar.
Não havia necessidade de esperar. Alguns dias, e a transferência estaria registrada. Os procedimentos do divórcio logo começariam.
Foi um esforço comer a refeição lindamente preparada. Sem dúvida, os sabores e as texturas eram exóticos e deliciosos, mas tanto fazia. Isabella se flagrou desejando que ela e Edward ainda estivessem em Dahab, comendo pratos simples nas sacadas com vista para o deserto.
Ela amava seu marido não estava pronta para aquele divórcio.
Olhando de relance para Edward, ela analisou o escuro temo que ele usava com gravata sua única concessão à vestimenta tradicional era o adorno que usava na cabeça. Ele a viu olhando e abriu um cálido sorriso que iluminou seu rosto.
Atingida por aquele calor, ela começou a ter furiosas esperanças.
Certamente Edward também sentia aquilo. Eles tinham tanto em comum! Gostavam um do outro, riam juntos... E ela sabia que ele a desejava. Era mais do que muitos casais tinham. Não havia motivo para divórcio, em vez de uma proposta temporária, o casamento podia se tomar real.
Ela tocou o braço dele.
— Edward...
Um assistente apareceu do outro lado dele. Murmurando um pedido de desculpas, Edward voltou sua atenção para ele, que disse algo em árabe. A resposta de Edward foi breve. Empurrando a cadeira para trás, ele disse a Isabella:
— Não demoro.
Isabella sentiu um toque em seu ombro. Estampou um sorriso no rosto e se preparou para a próxima rodada de civilidades. Virou-se e encontrou a avó de Edward.
— Já está satisfeita? — Tula deslizou para a cadeira de Edward.
Isabella curvou a cabeça.
— Obrigada. Estava tudo delicioso.
— Isso é ótimo. Você deve se cuidar. Estamos aguardando ansiosamente a sua notícia.
— Notícia?
A mulher mais velha se curvou e levou a mão à barriga de Isabella.
— De um bebê.
— Um bebê?
Isabella sabia que devia estar soando ridiculamente como um papagaio. Contudo, não conseguia evitar. Era estranho ter uma conversa tão íntima com a avó de Edward ainda mais por ela e Edward mal terem tido tempo de se conhecer, muito menos planejar um bebê. Mas Isabella não pôde deixar de lembrar que ela e Edward não tinham tomado muito cuidado... Um bebê não estava fora de questão.
Um calafrio desceu por sua espinha.
— Você e meu neto terão bebês lindos.
Como responder àquilo?
Isabella riu, constrangida.
— É importante que você engravide.
Claro. Aquilo tudo tinha a ver com sucessão, não com lindos bebês. Sentindo o calor lhe subir ao rosto com a farsa que estava prestes a criar, Isabella falou:
— Estamos nos conhecendo primeiro.
Tula deu de ombros.
— Vocês são casados. Conhecer um ao outro virá com o tempo. Vocês terão muitos anos para isso. Também já fui recém-casada. Só conheci o avô dele na cerimônia. Meu marido sempre diz que se apaixonou por mim no dia em que tive meu primeiro bebê, o pai de Edward. — Tula estava radiante com a lembrança. — Edward é muito rico e, agora, tem a responsabilidade de administrar a Gifts of Gold. Vai precisar de um filho para seguir seus passos.
Olhando aturdida para a avó de Edward, Isabella sabia que não havia como esperar que ela entendesse que o casamento entre ela e Edward não tinha a ver com filhos.
A menos que ela conseguisse convencer Edward a tomar o casamento permanente.
De novo, a esperança cresceu. Edward iria querer filhos, e por que ela não poderia ser a mulher a dá-los a ele? Ela o amava, eles eram casados...
Se ao menos ele a amasse...
Tudo ficaria perfeito.
Ela podia ser paciente. E havia a chance de que talvez ele já estivesse se apaixonando por ela. O calor em seus olhos quando ele adentrara a grande sala era um bom começo.
— Não é bom esperar... Você não vai ficar mais jovem — dizia Tula. — Se esperar demais, talvez não seja possível ter filhos.
Em algum compartimento secreto de seu cérebro, Isabella vinha marcando inconscientemente a passagem do tempo. Esse era um dos motivos para ela ter ficado tão ávida por se assentar com Jaspe depois que vários de seus amigos de colégio se casaram. Mas ela não se casara com Edward por isso.
Uma pontada de arrependimento a perfurou.
A ironia. Desde que descobrira que o amava, Isabella não conseguia se imaginar tendo filhos com mais ninguém que não Edward. Ele era o homem com quem ela queria compartilhar sua vida.
Ela queria mais do que um acordo temporário impelido por negócios e prazer.
Nem a aventura era suficiente. Ela queria muito mais.
— É difícil você abordar esse assunto com o seu novo marido? Você é... tímida? — Tula parecia satisfeita com o que ela via claramente como modéstia da parte de Isabella. — Então vou falar com o avô de Edward, e ele dirá a seu marido que ele precisa cumprir com seu dever.
— Não! Não é necessário. Vou discutir isso com Edward.
— Meu neto escolheu bem. — O rosto dela se encheu de sorrisos.
— Você é uma mulher sensata que entende o que é importante. Sua cooperação não passa despercebida. Você trouxe uma grande felicidade à nossa família.
Mal sabia a avó de Edward que aquilo nada tinha a ver com sensatez ou cooperação, e tudo a ver com a própria felicidade eterna de Isabella.
—
Edward, sua avó me pôs contra a parede ontem à noite.
— Hum?
Eles tinham feito amor no boudoir deles na noite anterior, depois que a longuíssima noite finalmente chegara ao fim. De banho recém-tomado, com o sol já subindo para um novo dia, Edward estava pronto para fazer amor de novo com sua esposa, já avidamente admirando a silhueta quase desnuda dela.
Ele parou ao lado da cama, onde ela estava, e acariciou o quadril de Isabella.
— Edward? Você ouviu o que eu disse?
— Minha avó quis conversar com você. — Ele levantou a cabeça e abriu um sorriso lento e satisfeito, já planejando como cada maravilhoso minuto da hora seguinte seria gasto. Tirou a toalha molhada e a jogou ao chão, ficando nu. Então afundou na cama e estendeu a mão para sua esposa. — Minha avó estava tentando persuadir você a ajudar a organizar o festival de cinema francês dela? E uma paixão de Tula.
— Não, não é nada disso. Ela só achou que eu devia saber que é importante engravidar assim que possível. Pelo visto, você está precisando desesperadamente de um herdeiro.
Ela esperara que ele gargalhasse? Se tivesse esperado, calculara mal. Edward rolou para longe de Isabella e se sentou, passando os dedos pelo cabelo antes de puxar as cobertas por cima de sua nudez.
Um momento de silêncio se seguiu. De trás dele, Isabella disse, hesitante:
—Edward?
Ele virou a cabeça.
— Algo errado? — Ela se ajoelhara na cama. Seu cabelo caía em longas mechas pelos ombros.
O desejo despertou. Ele o conteve implacavelmente.
— Eu nunca quis filhos.
— Não?
Ele balançou a cabeça.
— Então essa é a única coisa na qual somos diferentes. Sempre soube que, um dia, eu teria filhos. Uma família. Sua avó falou a verdade... Estou ficando cada vez mais velha. Pela perspectiva dela, se vamos ter filhos, não podemos esperar muito. As areias do tempo logo vão começar a se esvair.
Ela lhe ofereceu um pensativo sorriso.
A intransigência de Isabella o fez falar de maneira mais ríspida do que ele pretendia:
— Não quero um filho. Também nunca quis uma esposa. Mas não tive escolha. A farsa de uma esposa temporária foi minha melhor solução.
Uma profunda emoção lampejou nos olhos dela desapareceu rápido demais para que ele a identificasse.
Ela já estava lhe dando as costas, pegando o robe de seda branca ao pé da cama e o vestindo. Edward sentiu uma pontada de arrependimento. Deixou que passasse. Nunca a enganara.
O casamento deles sempre fora de conveniência e temporário. Isabella sabia disso. Ele nunca prometera mais do que diversão e aventura, e o bônus da exposição à rede de negócios dele. Não havia necessidade de se sentir como se a tivesse decepcionado de alguma forma inexplicável.
— Nossa união nunca teve a finalidade de produzir filhos.
Os ombros dela se endireitaram.
— Sei disso.
Mas ele não podia deixar aquilo de lado. Havia uma profunda necessidade de apaziguar o rugido da culpa.
— Prometi a você a aventura de uma vida... não a alegria de uma família.
A cabeça dela girou.
— Sei muito bem disso, e você cumpriu sua promessa. Não estou dizendo que você não satisfez minha necessidade por todos os tipos de aventura.
Certamente, ela não podia querer dizer o que ele pensava que ela estava insinuando.
O olhar de Isabella baixou até onde ele puxara o lençol por cima de sua nudez. A excitação o dominou.
— Eu não sou um gigolô.
O olhar dela tocou os planos definidos do abdômen dele, vagou por cima do peito nu, demorou-se nos lábios. Finalmente, ela encontrou o olhar dele e abriu um lento sorriso.
— Podia ser. Meu escravo de amor pessoal. Gosto bastante da ideia.
— Eu estava falando de outras aventuras — disparou ele.
— Como tomar banho na piscina sob a luz das estrelas? — Havia um brilho nos olhos dela do qual ele não gostava. — Ou sexo em Las Vegas.
Ele não gostava da maneira franca como Isabella chamava simplesmente de sexo o que fora uma experiência avassaladora.
— Como trazer você a Diyafa, abrir as portas da minha casa para você, mostrar o deserto, a vida dos meus ancestrais — disparou ele.
— Como explorar lugares onde poucas pessoas estiveram.
Ele compartilhara sua alma com ela.
— Ah, essas aventuras.
— Sim! — Mas ele não conseguia parar de imaginar as visões mais eróticas de Isabella que as palavras maliciosas tinham evocado. Edward se esforçou para manter a cabeça fria e a voz calma:
— E cumpri minha parte no acordo, preparando oportunidades de negócios para o Grupo Swan. Ben Al-Sahr já entrou em contato com seu irmão Seth para encontrar um fornecedor de algodão em Charleston.
— Sim, falei disso com Seth.
— Seu irmão tem mantido contato com você?
Ela balançou a cabeça.
— Eu liguei para ele. Conversamos várias vezes.
— Eu sabia que você falaria do casamento para a sua família. Você não me contou que estava discutindo negócios com o seu irmão.
Ela soltou uma leve risada.
— Como você deixou claro, esse é um casamento só por conveniência. Não estamos unidos para sempre, Edward.
Ela estava sorrindo, mas Edward suspeitava de que, por baixo, havia algo mais. Mágoa?
— Você está chateada.
— Porque você escolheu não ter filhos? A decisão é sua, não minha.
Aquilo fez com que ele tivesse certeza. Sem dúvida, ela estava chateada.
Ela fora tão idiota!
Edward lhe avisara desde o início que o casamento era temporário e por conveniência. Nunca tivera a ver com amor. Nunca tivera sequer a ver com sexo aquela fora uma aventura que ele lhe dera além do resto.
Naquele dia, Edward conseguira o que queria ainda controlava a diretoria da Gifts of Gold, e logo as ações majoritárias de seu avô seriam passadas para o nome dele. Ele não precisava mais dela.
Ou melhor, nunca precisara dela.
Ele não precisava mais de uma esposa.
Qualquer esposa.
Entretanto, com a descoberta de Isabella de que ela o amava, o casamento apenas começara.
— Você é um insensível. — As palavras explodiram dela antes que ela pudesse impedir.
Instantaneamente, uma sensação de libertação a dominou. Era verdade, ele era insensível.
O rosto dele estava tenso.
— Insensível não. Simplesmente realista.
Simplesmente? Nada mais naquele relacionamento era simples. Isabella não conseguia acreditar que convencera a si mesma de que se casar com aquele homem pudesse ser uma aventura tranquila. Divertida. Libertando-se do árduo trabalho que sua vida se tomara e a ajudando a satisfazer sua “Lista de Como Ter Uma Vida”. Tudo ficara complicado... e voltara para atormentá-la.
— Não quero viver a minha vida na sua realidade.
Ele deu de ombros.
— Você não precisa. Essa é a vantagem do nosso casamento temporário.
A atitude dele a fez perceber quão pouco ele se importava. Com o casamento. Com ela. Edward conseguira o que queria. Agora esperava que ela saísse do casamento ilesa. Imutada.
Mas ela não conseguiria, pois, para ela, tudo mudara.
Amava Edward.
Ele não a amava. Isabella precisava encarar isso, Aceitar e seguir em frente. O casamento estava acabado. Ele deixara dolorosamente claro que nem sequer quisera se casar com ela. Isabella não podia enganar a si mesma achando que ele a amaria como queria, como precisava ser amada.
— E agora? Você bate palmas três vezes e o casamento é formalmente anulado?
— Não seja sarcástica — disse ele, frio. — Não combina com você.
Ela se afastou.
— Preciso de ar fresco.
Ele rolou para longe dela na cama e fechou os olhos.
— Estou cansado. Não dormi muito na noite passada. Encerramos esse assunto depois.
Quando a porta do quarto se fechou levemente depois que sua esposa saiu, os olhos de Edward se abriram.
Não havia sentido em ir atrás de Isabella. Era melhor deixá-la esfriar a cabeça primeiro poderiam conversar depois.
Edward testemunhara muitos desses confrontos entre seus pais quando era menino. Estava orgulhoso por não ter deixado aquele se agravar de maneira semelhante. Fora necessária toda a sua força de vontade para não dizer a Isabella que ela estava sendo ridícula. Que o casamento deles não terminaria tão fácil assim.
Se fosse terminar, terminaria do jeito certo. Formalmente. Legalmente. Civilizadamente.
Eles continuariam sendo parceiros de negócios, até amigos.
Ele não queria perder a amizade dela por causa de um ataque de raiva. E não havia motivo para o caso deles terminar... Ainda que o casamento terminasse. A paixão que compartilhavam era magnífica. Ele não arriscaria perder isso. Sua preferência era pelo relacionamento deles continuar como estava... sem falar em filhos.
Isabella era uma mulher madura. Entenderia.
Quando chegasse a hora do almoço, ela já estaria calma. Então ele poderia confortá-la, se isso fosse o que ela realmente quisesse. Ou poderiam fazer amor.
Naquele momento, ele precisava de descanso. Fechando os olhos contra a brilhante luz do sol, Edward adormeceu satisfeito por ter lidado com o problema do melhor jeito possível.
Isabella adentrou um jardim cercado que ela não vira antes.
Era um pomar. Mesmo antes de ver os globos de frutas, a fragrância de laranjeira no quente ar do deserto confirmou isso. O doce aroma evocou visões do casamento dela com Edward.
O primeiro beijo na gôndola sob a ponte, o momento em que sua crescente percepção dele como homem se cristalizara em paixão.
Uma paixão que culminara na dor que ela sentia naquele instante.
Sem dúvida, compensara sua reticência do passado. Tivera o caso de uma vida. Agora estava tudo terminado.
Era hora de pôr os pés de volta no chão e recolher os cacos de sua vida. Sua vida verdadeira. Não aquela fantasia romântica que ela vinha vivendo com Edward. No fundo de seu coração, a dor lançava farpas afiadas, perfurantes.
Ela estava magoada. Pela decepção. Pela perda. Pela solidão da ideia de encarar o futuro sem Edward.
Se havia algo que se solidificara na última hora era o conhecimento de que Edward não a amava, jamais a amaria. Mas ela se apaixonara por ele.
Que erro!
A proposta dele nunca considerara aquilo, e ela não esperara se apaixonar loucamente por um encantador desconhecido. Ele a fizera rir. Incentivara-a a viver a aventura que ela tanto quisera, saindo de sua existência segura.
Ela assumira riscos e fora recompensada com a alegria. Mas, agora, também estava suportando mais dor do que jamais sentira em sua vida.
Se o amor era assim, ela não aguentaria.
Uma coisa a noite anterior provara; ela não era a educada dama sulista que podia ficar presa num relacionamento sem amor ainda que amasse seu marido.
Uma pontada a estremeceu quando ela se lembrou das risadas com ele no Liberace Museum, em Vegas. Do momento em que ela segurara a mão dele na montanha-russa. Assim co‘mo o pai dela parecera tão lindo e perspicaz para sua mãe, Edward era tudo o que ela pensara precisar com seu senso de humor, estando pronto para levá-la à aventura que ela desejava.
Mas era uma miragem.
Nunca seria real... porque ele não a amava.
O orgulho dela não a deixaria ficar. Implorar pelo que ele pudesse oferecer. Ela precisava ir embora. Naquele mesmo dia. Voltaria à vida que conhecia, à vida com sua família e o Grupo Swan.
Uma vida segura...
Não havia nada para ela ali. Edward deixara isso abundantemente claro.
Ela iria embora de cabeça erguida.
Quando Edward desceu para a refeição do meio-dia, Edward não estava mais lá.
— Ela me disse que era uma emergência de família — explicou a avó dele. — Você ainda dormia. Providenciei para que um dos motoristas reais levasse sua esposa ao aeroporto. Ela estava certa de que tudo seria resolvido em alguns dias.
Resolvido em alguns dias? Ela estivera fazendo com que ele ganhasse tempo, para que a transferência das ações fosse realizada e não cancelada.
Com as mãos na cintura, ele bufava por dentro.
— Nem pensou em vir falar comigo?
— Emergências familiares são o trabalho de uma mulher. Não são coisas para você e seu avô se preocuparem.
Ele não queria que Isabella enfrentasse uma emergência sozinha, se houvesse uma de fato.
— Algum problema, Edward? Algo de errado além da emergência? Isabella parecia tão feliz ontem à noite.
Edward soltou um impaciente suspiro.
— O que poderia haver de errado?
Ele deu meia-volta. Sua esposa estivera feliz... Até a avó dele começar a falar de herdeiros. Agora ela interferira novamente e ajudara Isabella a escapar.
Talvez ele estivesse tirando conclusões precipitadas. Talvez houvesse mesmo uma emergência na família. O primeiro passo era garantir que não existisse nenhuma crise familiar, que ela fugira de fato.
E isso significava ligar para Jasper.
O que lhe trouxe um pensamento indesejado. Ela abandonara o noivado com Jasper sem sequer olhar para trás, pois não o amava. Edward estivera tão certo de que jamais iria querer um casamento... Uma esposa. Mas, agora que sua esposa fugira, deixando claro que não sentia nada por ele, ele estava surpreso por descobrir que a queria de volta.
Não havia nenhuma mulher que ele quisesse mais do que sua esposa.
Post: RobcecadasHistFic

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