Obs: Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.
Notas da Autora:
Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Deboha Simons A Esposa Virgem Título Original: Maiden Bride (1996) que dá titulo a fanfic de mesmo nome.
Capítulo Treze
A Febre e o Juramento!
Eu
acredito
Como
você pode me manter conquistada por tanto tempo?
Eu
não sei porque eu não te encontrei antes
Mas
você olhou dentro de meus olhos e me mostrou que eu estava cega
Com as coisas de minha mente
Quando você está próximo de mim
Eu esqueço o mundo ao meu redor
E meu corpo treme
Eu somente queria te dizer que
Deitada
na cama imensa, aconchegada por cobertores macios e travesseiros altos, Isabella
sentia-se desconsolada, apesar do conforto todo. Isso lhe dava a sensação de
culpa, pois já passara necessidades na vida.
Suspirou
alto, atraindo a atenção do marido que se vestia. Ele não a atormentava mais e
nem exigia que se comportasse como escrava. Contudo, Edward continuava
irredutível e arredio em relação a ela, exceto quando faziam amor. À noite, Isabella
absorvia o que podia dele, mas durante o dia, possuía apenas as lembranças do
amor vivido.
Estava
sendo tola ao esperar algo dele. O marido era uma criatura inflexível e
obcecada pelo desejo de vingança. Pelo menos, lhe proporcionava prazer e ela
deveria se contentar com isso. Mas queria tanto que ele lhe desse um filho
também.
E
esse era o motivo de sua tristeza nessa manha. Apesar de Esme ter lhe dito que,
algumas vezes, uma mulher custava a engravidar, ela esperara haver conseguido
isso com tantas relações apaixonadas. A menstruação sempre fora desagradável, mas
agora, adquiria um aspecto deprimente. Era como se o corpo chorasse a ausência
de uma criança.
Depois
de uma batida na porta e da ordem de Edward, Esme entrou no quarto.
—
Ainda não se levantou, lady Isabella? — indagou a criada, piscando
maliciosamente. Edward dirigiu-lhe um olhar irritado.
—
Ela está menstruada e, se quiser, pode passar o dia inteiro na cama.
—
Ah, paciência! — exclamou a criada, desapontada. — Não desanime, lady Isabella.
Cedo ou tarde, nós a veremos engordar com a gravidez.
Tendo
já acabado de se vestir e já à porta para sair, Edward virou-se ao ouvir as
palavras da criada. Apreensiva, Isabella ficou tensa. Ela o amava, mas não
confiava nele. Se o marido descobrisse uma de suas fraquezas, a usaria contra
ela. Ao fitá-lo, percebeu estar certa. Os olhos cinzentos faiscavam.
—
Se pensa que uma gravidez me fará esquecer sua origem, reflita bem, herdeira de
Swan. Você e o pirralho serão muito prejudicados — ameaçou ele para, em
seguida, sair batendo a porta.
Isabella
sentiu a esperança morrer. Como poderia trazer uma criança ao mundo sabendo que
o marido a odiaria?
—
Acredite, lady Isabella, lorde Edward acabará cedendo, a senhora verá. Mas por
enquanto, não vou permitir que continue aí deitada. Há muitas pessoas doentes
na vila e, embora meu senhor a tenha proibido de preparar remédios, a senhora
poderá me dar instruções para fazê-lo — declarou Esme com voz enérgica.
Recusando-se
a ficar lamentando a própria tristeza, Isabella levantou-se. Outras pessoas,
menos afortunadas, estavam sofrendo. Deixou Esme ajudá-la a se vestir e, então,
ouviu a velha criada descrever a enfermidade que havia atacado as famílias mais
pobres da aldeia.
Isabella
ensinou Esme a preparar água com cevada e framboesa preta para aliviar
gargantas inflamadas. Mas logo surgiam diarréia e brotoejas nas vitimas da
doença estranha. Como não a conhecesse, ela não sabia como tratá-la. Apesar de
seus esforços, começaram a chegar notícias de morte. Dentro de poucas semanas,
a enfermidade atingiu o castelo, atacando um dos cozinheiros, cujos parentes
moravam na aldeia.
Quando
a própria Esme caiu doente, Isabella não teve escolha a não ser ministrar os
remédios. Sempre que podia, juntava-se ao marido da criada ao lado da cama.
Comovia-se ao ver o velho soldado afagar a mão da mulher. Jurava que Esme sobreviveria.
No
início, febre e calafrios sacudiam o corpo da velha mulher de maneira
alarmante. Isabella temia o pior, mas no fim de uma semana, eles passaram.
Vieram, então, as manchas na pele e ela voltou a afligir-se, pois sabia que o
cozinheiro tinha morrido nessa fase da doença, Todos os dias, rezava para
encontrar a criada ainda agarrada à vida e sempre era atendida.
Certa
tarde, Isabella observava Esme de perto enquanto Carlisle lhe alisava os
cabelos grisalhos. Estariam as manchas desaparecendo? Elas vinham em ondas, mas
pareciam menos fortes.
—
Carlisle, você quer arrancar meu couro cabeludo? A voz fraca, mas irritada, de
Esme apanhou Isabella e Carlisle de surpresa, pois a pobre não estava
consciente há dias. Fitaram-se e trocaram um sorriso de alegria, Piscando, a
criada focalizou os olhos em Isabella e franziu a testa.
—
Minha senhora, o que está fazendo aqui?
—
Cuidando de você, claro.
—
Não deveria. Se lorde Edward descobrir, vai ficar muito zangado.
Isabella
teve vontade de rir. Em sua luta contra morte, o temperamento explosivo do
marido tinha perdido a importância.
—
Vá embora logo. Não quero ser a causa de brigas entre os dois — disse Edith.
—
Está bem. Vou deixar Carlisle cuidando de você.
—
Ele não faz mais do que a obrigação. Com um olhar carinhoso para a amiga, Isabella
deixou o quarto, pois tinha de preparar mais remédios. Os habitantes de Cullen os
requisitavam quando ficavam doentes. Ela os atendia apesar de saber que logo o
marido descobriria sua nova atividade. Ele não ficaria satisfeito.
Ao
retornar ao castelo, Edward encontrou o salão vazio. Isso só piorou seu mau
humor. Cansado e suado, desejava um banho e os cuidados da esposa. A ausência
de Isabella o irritou.
Alem
de melancólica, ela andava distraída e negligente ultimamente. Por seu lado,
ele se mostrava tolerante, mas a paciência chegava ao fim. Se a mulher pensava
em abandonar os deveres só porque o agradava na cama, estava muito enganada.
Por Deus, ele a lembraria de seu lugar no castelo.
—
Carlisle! — gritou, mas em vez do criado preferido, quem surgiu foi um
rapazinho.
—
Carlisle esta com Esme, ela está doente, meu senhor.
—
Maldição! Edward exclamou, frustrado ao saber que a doença da aldeia já tinha
invadido o castelo.
—
Não se preocupe, meu senhor. Lady Isabella está com ele.
—
O que?!
—
Sua senhora. Ela entende bem de curas — o rapaz disse, recuando.
A
raiva de Isabella foi tanta que ele mal conseguiu encontrara voz.
—
Vá buscar minha mulher e a leve para nosso quarto — ordenou.
Enquanto
o rapaz desaparecia depressa, ele rumou para a escada a fim de esperar Isabella
no quarto. Por Deus, ele a ensinaria a obedecê-lo, mesmo se precisasse
amarrá-la na cama!
Crispou
as mãos para impedir-se de esmurrar as paredes. Ele a imaginava satisfeita
ultimamente quando, na verdade, ela vinha agindo às escondidas. Ainda bem que
Darius ainda continuava fora, caso contrário, duvidaria também da fidelidade da
mulher. Isso o fez sentir a antiga dor de estômago que, havia semanas, não o
afligia mais.
Quando
a porta abriu, Edward tentou se controlar.
Serena,
Isabella aproximou-se e parou diante dele.
—
Você mandou me chamar? — perguntou ela.
—
Mandei, sim. Como ousou me desafiar tratando de doentes? Eu a proibi de fazer
isso, no entanto, fiquei’ sabendo que está cuidando de Esme.
Isabella
não mostrou sinais de remorso e o encarou calmamente.
—
O seu povo vem caindo doente e me procura em busca de auxílio. Como posso me
negar a atendê-lo?
—
Você prefere que eu a tranque aqui em cima, longe de tudo e de todos? Essa é a
única maneira de eu garantir sua obediência? — esbravejou Edward.
Ao
ouvi-lo, ela ficou tensa, mas manteve a expressão calma.
—
Esse é o seu povo, Edward. Você não se importa com ele?
—
Claro que me importo.
Os
olhos verdes o fitaram com expressão fria e ele teve vontade de sacudi-la a fim
de provocar-lhe alguma reação.
—
Sua dor de estômago não melhorou? — argumentou ela numa voz suave.
—
Melhorou — respondeu ele, distraído. O que havia acontecido com a esposa? Indagou-se
Edward. Onde estava a vitalidade que ele aprendera a apreciar? Tinha
desaparecido com sua ultima menstruação. Ele suspeitava de suas razoes, mas não
queria admiti-las.
Com
as mãos crispadas, Edward virou-se de costas. O que Isabella queria dele? Já
havia lhe garantido a condição de esposa. A mulher não podia esperar também que
ele aceitasse um filho com o sangue de Swan. Isso era pedir demais.
Ele
ouviu sua voz baixa vinda de trás.
—
Não posso ignorar os ensinamentos do convento, Edward. Como ficar indiferente e
deixar que essas pessoas morram sem ajuda alguma?
Sem
lhe dar ouvidos, Edward virou-se, furioso outra vez.
—
Quem a indicou para a posição de santa? Você é minha mulher e deve cuidar só de
mim! Eu não permito...
—
Desgraçado egoísta!
Edward
parou e a observou. Embora Isabella reagisse finalmente, não havia calor em
suas palavras.
—
Essa não é a questão. Você me desafiou e vai pagar por isso, herdeira de Swan.
Nem
a menção desse fato provocou a raiva de Isabella. Edward não podia acreditar
que ela, um dia, tinha lhe atirado xícaras na cabeça. Agora, ela lembrava uma
concha vazia. Isso o fez refletir. A raiva foi substituída por uma apreensão
repentina.
—
Há quanto tempo você vem cuidando dos doentes? — indagou.
—
Pessoalmente, só cuidei de Esme e Carlisle.
—
E há mais doentes no castelo?
—
Vários criados e um dos cozinheiros já morreu. Dando um passo à frente, Edward levantou-lhe
o rosto para observá-lo melhor. Olheiras profundas marcavam-lhe as feições.
—
Você está confinada a este quarto. Se eu descobrir que você me desobedeceu, a
amarrarei a cama.
Edward
esperou que ela o atacasse, mas Isabella permaneceu imóvel.
—
Não e de estranhar que seu povo prefira Emmett. Você não merece ser o senhor de
Cullen— ela murmurou.
Isabella
o tinha chamado de egoísta. E era verdade, Edward admitiu ao andar ao longo da
muralha do castelo. Jamais havia tido ligação com alguém. A mãe constituía uma
lembrança apenas e o pai, um legado de lições e da propriedade.
Rosalie,
como sua única parente, não significava mais do que um laço sanguíneo. Darius,
por sua vez, chegava quase a ser um amigo, apesar do ciúme que se interpusera
entre ambos. Mesmo assim, ele não sentia, pelo companheiro, algo que se assemelhasse,
remotamente, à carência egoísta provocada pela esposa.
Levantando
o rosto para a brisa, Edward foi inundado pela sensação de posse. Isabella era
sua e ele não a compartilharia com ninguém. Nem com Esme, Darius ou com os
criados doentes. A mulher era a primeira coisa na vida dele a ter significado.
Se
trancá-la no quarto fosse a única escolha, ele o faria sem se desculpar.
Determinado, Edward voltou ao pátio e entrou no salão. Tinha dado ordens para o
jantar de Isabella ser servido no quarto, pois ela não o deixaria nem para
fazer as refeições. Ele reuniu-se com o administrador a fim de debater a
questão da moléstia que atacava os habitantes da propriedade. Como deixasse
claro que a mulher não cuidaria mais dos enfermos, os dois concordaram em
mandar buscar um médico na cidade.
Já
estava ficando tarde quando Edward subiu a escada. Como sempre, a expectativa
crescia. Não importavam as desavenças tidas durante o dia, ele e Isabella
entregavam-se à paixão à noite.
Impaciente,
entrou no quarto. Egoísta, sim, mas ele a possuiria como jamais o fizera.
Como
não a visse logo, sentiu uma pontada de pânico. Logo, entretanto,
vislumbrou-lhe a silhueta na cama. Sorriu satisfeito. O colchão há muito fora retirado,
pois ele gostava de dormir com a mulher nos braços.
Aproximou-se
da cama e a excitação transformou-se em consternação ao ver Isabella dormindo.
Carente como ele, a mulher sempre o aguardava com ansiedade.
Tentado
a acordá-la, Edward curvou-se e notou novamente os círculos roxos ao redor dos
olhos. Ela estava pálida também, percebeu, aflito. Tocou-a na testa para
afastar os cabelos e ficou tenso. Isabella estava quente, febril.
Ele
endireitou o corpo e cambaleou. A morte tentava atingi-lo como a mais feroz
espada inimiga. Abriu a boca para gritar chamando Carlisle e Esme, mas não o
fez. Os dois não poderiam atendê-lo.
Edward,
que tinha passado a vida sozinho, nunca se sentira tão abandonado. Rosalie
estava longe, enxotada pelo temperamento explosivo dele e até Darius, afastado
pelo ciúme, não poderia oferecer-lhe nada. Restava apenas um grupo de criados e
de arrendatários a quem ele não poderia confiar a esposa.
Um
ruído fez Edward acordar assustado. Ao abrir os olhos e se deparar com a
penumbra do quarto, lembrou-se de Isabella. Curvou-se sobre ela e viu que
continuava respirando.
—
Acalme-se, lorde Edward. Vou ficar com lady Isabella enquanto o senhor desce
para comer alguma coisa.
Ainda
meio sonolento, Edward virou-se e viu Esme abrindo a veneziana para iluminar o
quarto. Quando teria ela entrado ali?
E
que horas seriam? Ele não se lembrava de quando a noite começara, ou acabara.
Agora, raramente deixava o quarto. As horas transformavam-se em dias e estas,
em semanas, enquanto a esposa piorava. A luminosidade invadia o quarto. Como o
sol podia brilhar? Uma blasfêmia, pensou e amaldiçoou um mundo que seguia em
frente enquanto o dele desmoronava.
Esme
aproximou-se e parou ao lado da cadeira onde ele se afundava.
—
Vá se alimentar, meu senhor. Vou mandar chamar alguém para arrumar o quarto.
Edward
não queria comer nada, mas mesmo assim, desceu ao salão. Lá, não suportando os
olhares melancólicos dos criados, saiu para o pátio.
Maldição!
A frustração o dominava. Tinha sido soldado a vida inteira, cavaleiro e
combatente da Guerra Santa. Lutar era tudo que sabia fazer, mas desta vez o
inimigo era invisível. Só lhe restava enterrar a espada no chão enquanto
clamava ao céu.
—
Meu senhor?
O
olhar apreensivo dos soldados fez Edward se controlar. Sem responder, puxou a
arma da terra e a embainhou outra vez. Passou a mão pelos cabelos e pela barba
por fazer. Mais do que alimento, ele precisava de um banho, mas não o habitual
de água quente no quarto. Gritando uma ordem para um rapazinho ir lhe buscar
roupa limpa, Nicholas dirigiu-se ao riacho que corria atrás da muralha do
castelo.
A
água estava gelada, mas tirou-o da letargia, estimulando a circulação. Embora o
ar lhe provocasse mais frio, era um bem recebido contraste com o calor que lhe
consumia o estômago e o peito.
Quando
voltou ao salão, sentia-se mais preparado para enfrentar os criados. Não viu
reprovação em seus olhares, mas preocupação. Edward forçou-se a receber os
votos de restabelecimento da esposa e, quando uma mulher idosa lhe entregou um
buquê de flores para levar a Isabella, ele até conseguiu agradecer.
Não
tinha se dado conta de quanto gostavam dela. Embora havia pouco tempo em Cullen,
Isabella os tinha influenciado com a vida vibrante que, agora, se esvaía.
Edward
rumou para a escada. Sentia necessidade de ver se a mulher ainda respirava, ou
se o tinha deixado para sempre.
A
porta do quarto estava aberta e ele parou no umbral. Esme lavava o rosto de Isabella
com um pano molhado como ele fizera tantas vezes nos últimos dias. Um criado,
um rapazinho magro e loiro, parou de espalhar palha limpa no chão e encostou-se
na parede. A atitude displicente e o olhar cético dirigido a Isabella fizeram o
sangue de Edward ferver.
—
Você esta perdendo tempo, Esme. Essa aí não ficará com a gente muito tempo mais.
Então, lorde Edward se casará outra vez e a nova esposa terá os filhos que você
tanto quer criar. Uma pena ela não morrer de parto em vez...
Edward
nem percebeu o próprio movimento. Numa fração de segundo, ele alcançava o rapaz
e, segurando-o pelo decote da túnica, começou a bater-lhe com a cabeça na
parede.
—
Não se atreva a falar dela! Só quando Esme segurou-lhe o braço, Edward parou.
Por pouco não matava o rapaz.
—
Qual é seu nome? — indagou.
—
É Mike, meu senhor, filho de um cidadão da aldeia. Ele foi chamado para nos
ajudar — explicou Esme.
—
Não precisamos desse tipo de ajuda — esbravejou Edward para, em seguida,
dirigir-se ao rapaz a quem ainda segurava: — Suma daqui! Você está expulso de Cullen,
do castelo e de qualquer grão de terra que me pertença. Entendeu?
Mal
podendo falar, Mike aquiesceu e Edward o atirou em direção à porta, onde o
rapaz desapareceu correndo.
Fez-se
silêncio e Edward olhou para a cama. Isabella continuava a respirar com
dificuldade. Ele não devia ter provocado tal comoção no quarto. Tão doente, a
mulher precisava de silêncio e tranqüilidade. Mas quando ele havia lhe proporcionado
isto? Algo voltou a doer no peito dele. Virou-se para Esme e disse:
—
Agora, nos deixe sozinhos.
Apos
a saída da criada, Edward olhou para Isabella, mas a sobrinha do antigo inimigo
não lhe notou a presença. Nos últimos dias, ela ou dormia profundamente, ou
delirava. Estava tão diferente da mulher corajosa com quem ele se casara. Todavia,
não se alegrava ao vê-la enfraquecer.
Na
verdade, apesar dos planos para atormentá-la, ele nunca sentira prazer com seu
sofrimento. A vingança passara a significar menos, enquanto a mulher passava a
significar mais. Seu prazer derivava de outras coisas: de seu comportamento imprevisível,
de seu olhar faiscante quando brigavam, ou erótico e apaixonado ao fazerem
amor.
Finalmente,
Edward admitia não querer mais se vingar. Desejava, apenas, seu ressurgimento.
Em pé ao lado da cama jurou esquecer a vingança se ela se recuperasse.
Edward
jamais jurava em vão. Não temia mais o vazio que o atormentara antes de ter a
possibilidade de se vingar. Isabella o tinha preenchido com muitos sentimentos
desconhecidos até então. O maior deles era a aflição do momento.

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