Uma Dança com o Sheik
Obs: Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.
Notas da Autora:
Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Tessa Radley, Uma dança com o Sheik , Tituli Original: One Dance with the Sheikh que dá titulo a fanfic de mesmo nome.
Capítulo Oito
O resto da semana se passou num
amontoado de compromissos.
Edward mantivera sua palavra.
Apresentara Isabella a uma série de seus contatos de negócios. Em troca, ela
garantira que a ficção do amoroso casamento deles estivesse firmemente
estabelecida sempre que a família e a extensa rede de relacionamentos dele
estavam presentes.
Não houvera reprise daquela tórrida
noite de Las Vegas.
E Isabella não sabia se ficava
aliviada ou decepcionada com isso. Apesar de sua tensão interna pela crescente
vontade de tê-lo, seu respeito e até sua afeição por Edward aumentavam
rapidamente. Contudo, ainda havia uma parte dele que ela não conseguia alcançar,
uma parte que ficava trancada, fortemente controlada.
Eles estavam vendo o pôr do sol de
lima das muitas sacadas do palácio quando ela resolveu arriscar e perguntar:
— Vamos
ter oportunidade de ver o deserto nos próximos dias?
Era algo que ela vinha esperando que
ele lhe mostrasse. Em parte, porque a presença do vasto deserto diyafano os
cercava em Rashad, mas também porque Isabella tinha a sensação de que Edward
fora definido pela cruel beleza do mundo além da cidade. Entendendo o
relacionamento dele com o antigo deserto, ela esperava aprender mais sobre o
próprio Edward.
Compreender Edward vinha se tomando
cada vez mais importante para ela. Isabella começava a perceber que ele seria
para sempre mais do que um desconhecido que lhe apresentara um mundo além da
imaginação. Entretanto, ela ainda não conseguia dar um nome às complexas
emoções que ele despertava. Havia a afeição... As risadas... E o desejo.
E algo mais.
Algo que flutuava além do alcance, que
entrara lentamente em sua alma até se tomar parte dela.
— Podemos
ir quando você quiser. Tem tanta vontade de visitar o deserto?
— Muita!
— Então
iremos amanhã.
— Mas
só se for adequado. Só se o seu avô...
A interrupção foi imediata:
— Fiz tudo o que meu avô poderia
esperar de mim... E mais. — Havia uma frustração acumulada na voz dele.
Ele até se casara com ela pelo avô.
—
Será um prazer mostrar nosso deserto a você. Não me ofereci para bancar o guia
turístico por educação. Quero vê-lo através dos seus olhos. Vai ser um novo
ponto de vista. Meu refúgio pessoal fica perto de Dahab, um vilarejo no coração
do deserto. Vamos para lá.
—
Outra aventura!
—
É claro. E prometo que essa vai ser muito mais autêntica que uma pirâmide de
vidro preto diante de uma esfinge.
Ela o olhou, entretida.
—
Não achou aquilo exótico?
—
Exótico, talvez. Autêntico, não.
A gratidão pelas experiências que ele
já oferecera a inundou. Isabella se flagrou diante dele. E, antes que pudesse
considerar suas ações, estava dizendo:
— Obrigada.
— Pelo
quê?
— Por
me dar a oportunidade de me libertar.
— Se isso era tão importante, você
teria feito de qualquer forma.
Isabella balançou a cabeça.
— Não sei se eu teria encontrado
coragem.
—
Porque a sua família precisa de você?
Ela baixou os olhos e não respondeu.
Edward conseguia entender o chamado do
dever. Ele o dominara durante grande parte de sua vida.
—
E as suas necessidades? — perguntou ele calmamente, acima da cabeça baixa dela.
—
Minhas necessidades...?
—
Sim. Você também tem necessidades.
As palavras reverberaram na cabeça
dele, assumindo um duplo sentido que Edward não pretendera. Um selvagem e
sensual vislumbre de necessidades muito diferentes daquelas às quais ele se
referia o provocou. A lembrança do rosto dela iluminado pela empolgação depois
do passeio na montanha-russa passou pela mente dele. Os sons selvagens dela
enquanto faziam amor...
Ela estivera viva de uma maneira que
ele nunca vira, e aquilo transformava sua beleza em algo muito mais básico,
fazendo o desejo percorrê-lo.
— Minhas necessidades não são
importantes.
Edward pôs a mão debaixo do queixo
dela e inclinou a cabeça de Isabella para cima. Os olhos dela estavam
turbulentos de emoção.
—
Suas necessidades são muito importantes. Está na hora de você se colocar na
frente do resto.
— Como
assim?
— Acho que você sabe.
O sol do fim de tarde transformara o
cabelo dela numa nuvem de chamas ruivas, e ela estava linda de tirar o fôlego.
Mas Edward não podia se permitir aquela distração.
Jasper disse que a bondade era uma das
suas melhores características, mas também pode ser um dos seus grandes
defeitos.
— Isso é contraditório.
— Não, não é. Você sempre fez o que
todos queriam, mesmo quando não era o melhor para você. Não tem sido muito
bondosa consigo mesma.
Seria egoísta pensar nas minhas
próprias necessidades num momento em que a minha família deve vir em primeiro
lugar.
— Só você pode concluir se seria
egoísta, porque só você sabe o que quer de verdade. Ficar em Charleston, tendo
uma vida que não é aquela com que sonhou, a condenaria a uma vida
insatisfatória.
—
Os dedos dele ainda repousavam no queixo dela, e os lábios de Isabella se
entreabriram. Ele ardeu por capturar a maciez daquela doce boca. Edward conteve
o desejo. Implacavelmente, continuou: — Você precisa ser verdadeira consigo
mesma.
—
Está dizendo que tenho sido desonesta ao fazer o que é melhor para a minha
família?
—
Acho que, durante toda a sua vida, você fez o que achava que os outros
queriam... Em vez do que você desejava de verdade.
—
Amo a minha família, amo meu emprego — protestou ela.
— Tenho
certeza de que sim. Não estou dizendo que não — disse ele suavemente, os dedos
subindo pelo rosto dela numa carícia. Imaginou se ela já tinha percebido que
aquele amor se tomara uma armadilha que esgotava toda a vitalidade dela. — Mas
o que você provou para mim é que sente uma necessidade de fugir da percepção
que todos têm dê quem é Isabella Swan. Só pode ser porque você tem uma visão
diferente da verdadeira Isabella Swan. Não se esqueça de que é a sua visão que
importa.
Edward sabia que ela ainda se definia
pelos termos do nome Swan. Conteve a vontade de lhe dizer que ela era uma Cullen
agora. Esposa dele. E que ele não imporia restrições a quem ela escolhesse ser.
— A sua visão, Isabella. Não a da sua
mãe. Nem a de Jasper Nem a minha. Só a sua. — Ele a viu engolir em seco.
Mas
o que ela disse em seguida o assustou:
— E
você, Edward? E leal à visão do que você mais quer?
O helicóptero descia para o deserto lá
embaixo.
Edward não perdeu tempo pondo o plano
de visita deles a Dahab em ação. Através das janelas, a extensão dourada subia
para encontrá-los. O que do ar parecera uma estéril faixa de nada agora se reorganizava
em uma miríade de cores. Afloramentos rochosos com tamarindos curvados na base.
À frente, muralhas de pedra subiam pelo afloramento.
Isabella falou ao microfone embutido
nos fones que tinham abafado o barulho da jornada deles:
— Esse é o seu refúgio? Santo Deus,
parece uma fortaleza!
—
Originalmente, era um forte.
O helicóptero passou pelas altas
muralhas que cercava a construção e desceu num heliponto. Minutos depois, o
piloto deu a volta e abriu a porta, e Isabella saiu, mantendo a cabeça abaixada
até passar pelas pás do rotor.
Do lado de fora, o calor era seco e
empoeirado.
Ela olhou à volta, interessada.
Mais perto da casa, do forte, ela
corrigiu, a água cascateava por cima de rochas em piscinas adornadas com
exuberantes plantas.
— Parece um oásis.
— É um oásis. Venha. Está mais fresco
lá dentro.
—
O que é aquilo? — Isabella apontou para uma construção ao longe.
—
E o estábulo.
— Estábulo? Tem cavalos lá? Ou está
vazio?
—
Tem cavalos. Não muitos. O garanhão real fica mais perto de Rashad. Mas gosto
de cavalgar quando estou em casa, por isso, sempre temos cavalos.
— Podemos cavalgar amanhã?
Edward assentiu.
A alegria explodiu nos olhos dela.
—
Sabe quanto tempo faz desde a última vez em que andei num cavalo?
Aquilo o surpreendeu.
— Você
sabe cavalgar?
— Todos
os Winthrop sabem.
—
Então por que parou?
—
Muita coisa para fazer. Sendo a filha mais velha, minha mãe insistiu para que
eu aprendesse a jogar tênis, fizesse balé e estudasse piano... E os Winthrop
pescam, atiram e caçam também.
— Você
atira e caça?
—
Caçar, não, mas atiro muito bem.
Edward sabia que não devia ter ficado
surpreso. Mas não conseguiu evitar. Isabella era tão intensamente feminina que
ele não esperava um lado mais físico de sua esposa. Então lembrou-se de como
era na cama mais tigresa do que dama. Instantaneamente, o desejo despertou.
Ele o sobrepujou.
— Vamos
sair a cavalo amanhã.
—
Mal posso esperar.
—
Agora vou lhe mostrar minha casa.
A cavalgada foi melhor do que Isabella
esperava.
Eles saíram do estábulo escuro
enquanto ainda estava fresco. Era o único jeito de escapar do implacável calor
do dia, Edward disse a ela.
A égua cinza que Isabella montava
tinha um trote tranqüilo. Em contraste, Edward seguia em Pasha, um forte corcel.
Durante um tempo, cavalgaram em
silêncio. Ao leste, os primeiros fios da alvorada rachavam o céu preto.
A direita de Isabella, um afloramento
escuro tomara forma, e os primeiros raios de sol atingiam a rocha.
—
O que é aquilo?
—
Jabal Al Tair. A montanha dos pássaros — traduziu Edward. — Vamos subir até
onde conseguirmos e assistir ao nascer do sol de um ponto privilegiado.
O caminho rochoso subia, íngreme, até
chegar a um local onde a subida se nivelava entre duas imponentes faces
rochosas.
Edward desceu primeiro do cavalo e
chegou para segurar a cabeça da égua enquanto Isabella balançava a perna por
cima da sela e deslizava para o chão. Entregando as rédeas a Edward, ela o
observou amarrar os cavalos. Então seguiu-o ao longo de um caminho estreito e
sinuoso entre os penhascos.
Depois de passarem pela fissura, o
caminho se abria para uma larga plataforma rochosa.
—
Uau!
Eles estavam na beira do mundo.
Diante deles, as douradas areias do
deserto se estendiam para encontrar o sol nascente.
—
Dahab significa ouro. Dá para ver de onde vem o nome.
— Sim.
— Veja. — Edward apontou.
Ela seguiu a indicação dele. Um gavião
circulava no ar.
—
Está caçando.
—
Sim — concordou Edward, seus olhos se aguçando enquanto ele observava a ave
arremeter para o deserto abaixo. — Vê aquele borrão de movimento? E a lebre que
ele persegue.
—
Parece tão vazio, mas é um ecossistema inteiro. Só foi necessário o sol subir
para revelá-lo.
Ela lançou um olhar para Edward que o
fez querer puxá-la para os braços e selar sua boca com a dele.
—
Quero você — disse ele roucamente. — Agora.
—
Agora? — Isabella conseguia se sentir corando. — Aqui?
—
Sim.
A declaração franca a fez piscar.
— Mas
é de manhã.
— Você
fica tímida por fazer amor à luz do dia? — perguntou ele e desceu com um dedo
pelo rosto dela. — Ainda? Apesar do que fizemos naquela noite em Las Vegas?
O coração dela se apertou quando ele
falou de amor.
O casamento nunca tivera a ver com
amor... mas Isabella estava começando a pensar cada vez mais em amor. Era algo
que ela nunca descobrira. O que ela compartilhava com Edward tinha uma profundidade
e uma intensidade além do que ela já sentira por homens.
Era diferente.
Poderia ser amor?
Ela se assustou quando as mãos dele se
fecharam sobre seus ombros.
—
Isabella..?
O som rouco da voz dele a fez olhar
para cima. A tensão irradiava dele. Uma onda de desejo percorreu as veias dela.
Ela sabia que ele a beijaria... E não fez nada para impedi-lo. Em vez disso,
esperou... E deu boas-vindas ao surto de calor quando a boca de Edward se abriu
sobre a sua.
A língua dele afundou. Sedenta.
Possessiva. As mãos de Isabella subiram para segurar os antebraços dele com uma
paixão acumulada. Ao menos ela esperava que fosse paixão. Não...
Ou aquele... desejo... aquele
desespero... aquela poderosa emoção podia ser... amor?
O medo da resposta fez com que ela
finalmente se afastasse.
— Tem
certeza de que não quer arriscar fazer amor à luz do dia?
Havia humor... e uma paixão que
tentava Isabella ao mesmo tempo que a aterrorizava.
—
E a ideia de... fazer amor ao ar livre, onde qualquer um possa nos ver. O que
aconteceu em Vegas foi escondido pela escuridão.
—
Quase tudo.
—
Quem vai nos ver? Estamos muito acima do deserto. Não há ninguém por perto. —
Ele se aproximou.
E lá se ia a sede dela por aventura,
seu desejo de se libertar.
—
Eu sei, estou sendo ridícula. Não consigo explicar. — Ela recuou na direção de
onde os cavalos estavam amarrados. E amaldiçoou todas as suas inibições.
Havia um brilho nos olhos dele quando
ele murmurou:
—
Então minha rebelde não é tão rebelde afinal.
Isabella desejou ter a audácia de
aceitar o desafio.
— Não
estou pronta para uma aventura assim.
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