9.3.14

Adaptação: Uma Dança Com O Sheik -Capítulo Oito

Uma Dança com o Sheik
Obs: Aviso legal
       Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.
Notas da Autora:

Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Tessa Radley, Uma dança com o Sheik , Tituli Original: One Dance with the Sheikh que dá titulo a fanfic de mesmo nome.
Capítulo Oito

O resto da semana se passou num amontoado de compromissos.

Edward mantivera sua palavra. Apresentara Isabella a uma série de seus contatos de negócios. Em troca, ela garantira que a ficção do amoroso casamento deles estivesse firmemente estabelecida sempre que a família e a extensa rede de relacionamentos dele estavam presentes.

Não houvera reprise daquela tórrida noite de Las Vegas.

E Isabella não sabia se ficava aliviada ou decepcionada com isso. Apesar de sua tensão interna pela crescente vontade de tê-lo, seu respeito e até sua afeição por Edward aumentavam rapidamente. Contudo, ainda havia uma parte dele que ela não conseguia alcançar, uma parte que ficava trancada, fortemente controlada.

Eles estavam vendo o pôr do sol de lima das muitas sacadas do palácio quando ela resolveu arriscar e perguntar:

—      Vamos ter oportunidade de ver o deserto nos próximos dias?

Era algo que ela vinha esperando que ele lhe mostrasse. Em parte, porque a presença do vasto deserto diyafano os cercava em Rashad, mas também porque Isabella tinha a sensação de que Edward fora definido pela cruel beleza do mundo além da cidade. Entendendo o relacionamento dele com o antigo deserto, ela esperava aprender mais sobre o próprio Edward.

Compreender Edward vinha se tomando cada vez mais importante para ela. Isabella começava a perceber que ele seria para sempre mais do que um desconhecido que lhe apresentara um mundo além da imaginação. Entretanto, ela ainda não conseguia dar um nome às complexas emoções que ele despertava. Havia a afeição... As risadas... E o desejo.

E algo mais.

Algo que flutuava além do alcance, que entrara lentamente em sua alma até se tomar parte dela.

—      Podemos ir quando você quiser. Tem tanta vontade de visitar o deserto?

—      Muita!

—      Então iremos amanhã.

—      Mas só se for adequado. Só se o seu avô...

A interrupção foi imediata:

— Fiz tudo o que meu avô poderia esperar de mim... E mais. — Havia uma frustração acumulada na voz dele.

Ele até se casara com ela pelo avô.

—      Será um prazer mostrar nosso deserto a você. Não me ofereci para bancar o guia turístico por educação. Quero vê-lo através dos seus olhos. Vai ser um novo ponto de vista. Meu refúgio pessoal fica perto de Dahab, um vilarejo no coração do deserto. Vamos para lá.

—      Outra aventura!

—      É claro. E prometo que essa vai ser muito mais autêntica que uma pirâmide de vidro preto diante de uma esfinge.

Ela o olhou, entretida.

—      Não achou aquilo exótico?

—      Exótico, talvez. Autêntico, não.

A gratidão pelas experiências que ele já oferecera a inundou. Isabella se flagrou diante dele. E, antes que pudesse considerar suas ações, estava dizendo:

—      Obrigada.

—      Pelo quê?

—      Por me dar a oportunidade de me libertar.

— Se isso era tão importante, você teria feito de qualquer forma.

Isabella balançou a cabeça.

— Não sei se eu teria encontrado coragem.

—      Porque a sua família precisa de você?

Ela baixou os olhos e não respondeu.

Edward conseguia entender o chamado do dever. Ele o dominara durante grande parte de sua vida.

—      E as suas necessidades? — perguntou ele calmamente, acima da cabeça baixa dela.

—      Minhas necessidades...?

—      Sim. Você também tem necessidades.

As palavras reverberaram na cabeça dele, assumindo um duplo sentido que Edward não pretendera. Um selvagem e sensual vislumbre de necessidades muito diferentes daquelas às quais ele se referia o provocou. A lembrança do rosto dela iluminado pela empolgação depois do passeio na montanha-russa passou pela mente dele. Os sons selvagens dela enquanto faziam amor...

Ela estivera viva de uma maneira que ele nunca vira, e aquilo transformava sua beleza em algo muito mais básico, fazendo o desejo percorrê-lo.

— Minhas necessidades não são importantes.

Edward pôs a mão debaixo do queixo dela e inclinou a cabeça de Isabella para cima. Os olhos dela estavam turbulentos de emoção.

—      Suas necessidades são muito importantes. Está na hora de você se colocar na frente do resto.

—      Como assim?

— Acho que você sabe.

O sol do fim de tarde transformara o cabelo dela numa nuvem de chamas ruivas, e ela estava linda de tirar o fôlego. Mas Edward não podia se permitir aquela distração.           

Jasper disse que a bondade era uma das suas melhores características, mas também pode ser um dos seus grandes defeitos.

— Isso é contraditório.

— Não, não é. Você sempre fez o que todos queriam, mesmo quando não era o melhor para você. Não tem sido muito bondosa consigo mesma.

Seria egoísta pensar nas minhas próprias necessidades num momento em que a minha família deve vir em primeiro lugar.

— Só você pode concluir se seria egoísta, porque só você sabe o que quer de verdade. Ficar em Charleston, tendo uma vida que não é aquela com que sonhou, a condenaria a uma vida insatisfatória.

—      Os dedos dele ainda repousavam no queixo dela, e os lábios de Isabella se entreabriram. Ele ardeu por capturar a maciez daquela doce boca. Edward conteve o desejo. Implacavelmente, continuou: — Você precisa ser verdadeira consigo mesma.

—      Está dizendo que tenho sido desonesta ao fazer o que é melhor para a minha família?

—      Acho que, durante toda a sua vida, você fez o que achava que os outros queriam... Em vez do que você desejava de verdade.

—      Amo a minha família, amo meu emprego — protestou ela.

—      Tenho certeza de que sim. Não estou dizendo que não — disse ele suavemente, os dedos subindo pelo rosto dela numa carícia. Imaginou se ela já tinha percebido que aquele amor se tomara uma armadilha que esgotava toda a vitalidade dela. — Mas o que você provou para mim é que sente uma necessidade de fugir da percepção que todos têm dê quem é Isabella Swan. Só pode ser porque você tem uma visão diferente da verdadeira Isabella Swan. Não se esqueça de que é a sua visão que importa.

Edward sabia que ela ainda se definia pelos termos do nome Swan. Conteve a vontade de lhe dizer que ela era uma Cullen agora. Esposa dele. E que ele não imporia restrições a quem ela escolhesse ser.

— A sua visão, Isabella. Não a da sua mãe. Nem a de Jasper Nem a minha. Só a sua. — Ele a viu engolir em seco.

Mas o que ela disse em seguida o assustou:

—      E você, Edward? E leal à visão do que você mais quer?

O helicóptero descia para o deserto lá embaixo.

Edward não perdeu tempo pondo o plano de visita deles a Dahab em ação. Através das janelas, a extensão dourada subia para encontrá-los. O que do ar parecera uma estéril faixa de nada agora se reorganizava em uma miríade de cores. Afloramentos rochosos com tamarindos curvados na base. À frente, muralhas de pedra subiam pelo afloramento.

Isabella falou ao microfone embutido nos fones que tinham abafado o barulho da jornada deles:

— Esse é o seu refúgio? Santo Deus, parece uma fortaleza!

—      Originalmente, era um forte.

O helicóptero passou pelas altas muralhas que cercava a construção e desceu num heliponto. Minutos depois, o piloto deu a volta e abriu a porta, e Isabella saiu, mantendo a cabeça abaixada até passar pelas pás do rotor.

Do lado de fora, o calor era seco e empoeirado.

Ela olhou à volta, interessada.

Mais perto da casa, do forte, ela corrigiu, a água cascateava por cima de rochas em piscinas adornadas com exuberantes plantas.

— Parece um oásis.

— É um oásis. Venha. Está mais fresco lá dentro.

—      O que é aquilo? — Isabella apontou para uma construção ao longe.

—      E o estábulo.

— Estábulo? Tem cavalos lá? Ou está vazio?

—      Tem cavalos. Não muitos. O garanhão real fica mais perto de Rashad. Mas gosto de cavalgar quando estou em casa, por isso, sempre temos cavalos.

— Podemos cavalgar amanhã?

Edward assentiu.

A alegria explodiu nos olhos dela.

—      Sabe quanto tempo faz desde a última vez em que andei num cavalo?

Aquilo o surpreendeu.

—      Você sabe cavalgar?

—      Todos os Winthrop sabem.

—      Então por que parou?

—      Muita coisa para fazer. Sendo a filha mais velha, minha mãe insistiu para que eu aprendesse a jogar tênis, fizesse balé e estudasse piano... E os Winthrop pescam, atiram e caçam também.

—      Você atira e caça?

—      Caçar, não, mas atiro muito bem.

Edward sabia que não devia ter ficado surpreso. Mas não conseguiu evitar. Isabella era tão intensamente feminina que ele não esperava um lado mais físico de sua esposa. Então lembrou-se de como era na cama mais tigresa do que dama. Instantaneamente, o desejo despertou.

Ele o sobrepujou.

—      Vamos sair a cavalo amanhã.

—      Mal posso esperar.

—      Agora vou lhe mostrar minha casa.

A cavalgada foi melhor do que Isabella esperava.

Eles saíram do estábulo escuro enquanto ainda estava fresco. Era o único jeito de escapar do implacável calor do dia, Edward disse a ela.

A égua cinza que Isabella montava tinha um trote tranqüilo. Em contraste, Edward seguia em Pasha, um forte corcel.

Durante um tempo, cavalgaram em silêncio. Ao leste, os primeiros fios da alvorada rachavam o céu preto.

A direita de Isabella, um afloramento escuro tomara forma, e os primeiros raios de sol atingiam a rocha.

—      O que é aquilo?

—      Jabal Al Tair. A montanha dos pássaros — traduziu Edward. — Vamos subir até onde conseguirmos e assistir ao nascer do sol de um ponto privilegiado.

O caminho rochoso subia, íngreme, até chegar a um local onde a subida se nivelava entre duas imponentes faces rochosas.

Edward desceu primeiro do cavalo e chegou para segurar a cabeça da égua enquanto Isabella balançava a perna por cima da sela e deslizava para o chão. Entregando as rédeas a Edward, ela o observou amarrar os cavalos. Então seguiu-o ao longo de um caminho estreito e sinuoso entre os penhascos.

Depois de passarem pela fissura, o caminho se abria para uma larga plataforma rochosa.

—      Uau!

Eles estavam na beira do mundo.

Diante deles, as douradas areias do deserto se estendiam para encontrar o sol nascente.

—      Dahab significa ouro. Dá para ver de onde vem o nome.

— Sim.

— Veja. — Edward apontou.

Ela seguiu a indicação dele. Um gavião circulava no ar.

—      Está caçando.

—      Sim — concordou Edward, seus olhos se aguçando enquanto ele observava a ave arremeter para o deserto abaixo. — Vê aquele borrão de movimento? E a lebre que ele persegue.
—      Parece tão vazio, mas é um ecossistema inteiro. Só foi necessário o sol subir para revelá-lo.

Ela lançou um olhar para Edward que o fez querer puxá-la para os braços e selar sua boca com a dele.

—      Quero você — disse ele roucamente. — Agora.

—      Agora? — Isabella conseguia se sentir corando. — Aqui?

—      Sim.

A declaração franca a fez piscar.

—      Mas é de manhã.

—      Você fica tímida por fazer amor à luz do dia? — perguntou ele e desceu com um dedo pelo rosto dela. — Ainda? Apesar do que fizemos naquela noite em Las Vegas?

O coração dela se apertou quando ele falou de amor.

O casamento nunca tivera a ver com amor... mas Isabella estava começando a pensar cada vez mais em amor. Era algo que ela nunca descobrira. O que ela compartilhava com Edward tinha uma profundidade e uma intensidade além do que ela já sentira por homens.

Era diferente.

Poderia ser amor?

Ela se assustou quando as mãos dele se fecharam sobre seus ombros.

—      Isabella..?

O som rouco da voz dele a fez olhar para cima. A tensão irradiava dele. Uma onda de desejo percorreu as veias dela. Ela sabia que ele a beijaria... E não fez nada para impedi-lo. Em vez disso, esperou... E deu boas-vindas ao surto de calor quando a boca de Edward se abriu sobre a sua.

A língua dele afundou. Sedenta. Possessiva. As mãos de Isabella subiram para segurar os antebraços dele com uma paixão acumulada. Ao menos ela esperava que fosse paixão. Não...

Ou aquele... desejo... aquele desespero... aquela poderosa emoção podia ser... amor?

O medo da resposta fez com que ela finalmente se afastasse.

—      Tem certeza de que não quer arriscar fazer amor à luz do dia?

Havia humor... e uma paixão que tentava Isabella ao mesmo tempo que a aterrorizava.

—      E a ideia de... fazer amor ao ar livre, onde qualquer um possa nos ver. O que aconteceu em Vegas foi escondido pela escuridão.

—      Quase tudo.

—      Quem vai nos ver? Estamos muito acima do deserto. Não há ninguém por perto. — Ele se aproximou.

E lá se ia a sede dela por aventura, seu desejo de se libertar.

—      Eu sei, estou sendo ridícula. Não consigo explicar. — Ela recuou na direção de onde os cavalos estavam amarrados. E amaldiçoou todas as suas inibições.

Havia um brilho nos olhos dele quando ele murmurou:

—      Então minha rebelde não é tão rebelde afinal.

Isabella desejou ter a audácia de aceitar o desafio.


— Não estou pronta para uma aventura assim.

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