A Esposa Virgem
Obs: Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.
Notas da Autora:
Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Deboha Simons A Esposa Virgem Título Original: Maiden Bride (1996) que dá titulo a fanfic de mesmo nome.
Capítulo Quinze
“Conflito"
Oh, porque você parece tão triste?
Há lágrimas nos seus olhos
Venha aqui e venha comigo agora
Não tenha vergonha de chorar
Deixe-me ver você por inteiro
Porque eu já vi o lado escuro também
Quando a noite cai sobre você
Você não sabe o que fazer
Nada do que você confesse
Pode me fazer te amar menos
Eu estarei com você
Eu estarei com você
Não deixarei ninguém te machucar
Eu estarei com você
Então,
Se você está triste, fique triste
Não guarde isso dentro de você
Venha aqui e fale comigo agora
Mas hey, o que você tem para esconder
Eu fico brava também
E eu tenho muito a ver com você
Quando você está numa encruzilhada
Não sabe qual caminho escolher
Deixe-me ir junto
Porque mesmo se você estiver errado
Edward
passou para o lado de fora da muralha, ignorando as saudações baixas e
surpresas das sentinelas. Não parou de andar até estar longe de qualquer
atividade e sozinho na escuridão. Respirou fundo e forçou-se a dominar o corpo excitado.
Maldição!
Quando se vira obrigado a casar com a herdeira de Swan, tinha se abstido de
qualquer relacionamento físico com a mulher. Imaginara ser possível fazer isso
outra vez. Infelizmente, não estava sendo fácil, pois já conhecia cada centímetro
da pele sedosa de Isabella, cada suspiro de prazer seu e cada lugar sensível de
seu corpo. Sabia o que o aguardava, caso não se mantivesse atento. Até esta
noite, tudo fora bem o suficiente para evitar a tentação. Porém, ele havia
esquecido de tomar algo em consideração.
Isabella.
Edward não pensara que ela tentasse seduzi-lo, mas deveria ter calculado. Era
audaciosa, corajosa e acostumada a lutar pelo que queria. E, pelo jeito, a
mulher o desejava. Ele não deveria se surpreender. Afinal, Isabella o amava e,
para ela, fazer amor só significava prazer.
Para
ele, tratava-se de uma questão amedrontadora.
Pela
primeira vez na vida, Edward estava com medo. Temia a morte de Isabella. As
horas desesperadoras passadas a seu lado tinham lhe provado algo. Ele não
queria enfrentar a vida sem a mulher. Para tanto, estava determinado a mantê-la
sã e salva ao lado dele.
Edward
já havia aumentado o número de guardas que protegiam a propriedade para no caso
de o homem de cabelos pretos vir a ser uma ameaça. Também tinha arrancado a promessa
de Isabella para não tratar mais de doentes. Aliás, ele estabelecera castigos
severos para quem a procurasse em busca de remédio.
Darius
tinha lhe dito ser impossível controlar o destino, mas Edward não lhe dera
ouvidos. Havia arrancado a mulher das garras da morte e faria de tudo para que
doença alguma a atacasse outra vez. Existiam, entretanto, outros perigos que ceifavam
a vida das mulheres, Edward sabia. A própria mãe não tinha morrido de parto? O
risco era grande demais para ser ignorado.
Isabella
jamais teria um filho dele.
A
decisão, tomada quando ela estava mal, parecera razoável. Na ocasião, ele não
desejava seu corpo e sim sua alma. Todavia, agora Isabella estava bem. A
silhueta graciosa, o perfume inebriante e a voz suave e sensual o afetavam mais
do que um tônico poderoso.
Ele
tinha a sensação de estar prestes a explodir. Frustrado, duvidava ser capaz de
suportar uma vida inteira desse tormento.
E
se ela o tentasse novamente? A mulher era muito teimosa. Se estivesse
determinada a seduzi-lo, ela o faria. Apenas a força de vontade dele poderia
salvá-la. E esta estava em seu limite máximo.
Devia
haver outra solução, Edward refletiu. Tinha ouvido falar de homens que
retiravam o pênis antes de alcançar o clímax, mas ignorava se isso dava certo.
Também não confiava em si mesmo. Dominado pela paixão, poderia se esquecer de
fazê-lo. Ouvira ainda a menção de certa poção, à base de ervas, que evitava a
concepção. Se isso era verdade, devia ser segredo das mulheres. Afinal, a
maioria dos homens queria herdeiros.
Por
Deus, ele não! Pagaria um bom preço para obter tal receita. Pensou em procurar
Esme, pois a velha criada tinha um certo conhecimento da vida. Contudo, ela não
aprovaria o pedido e negaria qualquer informação.
Na
verdade, a única mulher, em Cullen, que entendia de plantas era Isabella, mas
ele não podia questioná-la. A mulher queria um filho. Edward sofria por
negar-se a satisfazer-lhe a vontade.
Cerrando
os dentes, ele resolveu encontrar uma maneira de poder possuir a esposa e, ao
mesmo tempo, evitar qualquer risco para ela. Se ninguém ali lhe apresentasse
uma solução, mandaria Darius procurá-la em outras regiões. Talvez até em MacCarty.
Embora nunca mais houvesse tido notícias de Rosalie, ele sabia que a irmã
entendia de plantas.
Edward
endireitou os ombros. Primeiro, escreveria a Rosalie, pois ela saberia o que
fazer. Preferia não lhe pedir favores, especialmente depois da briga com o
cunhado, mas não tinha escolha. E, tempos atrás, ele salvara a vida de Emmett,
a quem a irmã amava tanto. Ela lhe devia esse favor.
Menos
apreensivo, Edward iniciou a caminhada de volta para o castelo. Rosalie o
atenderia e, quando ele estivesse de posse do segredo, poria a poção no vinho
de Isabella. Ela jamais desconfiaria.
Para
Isabella, ela havia acabado de adormecer quando Esme bateu na porta a fim de
acordá-la. Sentou-se e olhou em volta do quarto vazio. Onde o marido tinha
passado a noite? Esperava que não fosse entre os braços de outra mulher, pois
ela mataria os dois.
—
Lady Isabella? — chamou a criada.
—
Entre! — gritou ela ao levantar-se. Raiva e humilhação aumentavam o efeito da
insônia e ela nem conseguiu sorrir para a pobre Esme.
—
O que aconteceu, minha senhora?
—
O de sempre. Meu marido continua o mesmo. Pensei que tivesse mudado um pouco,
mas ele insiste em me atormentar a fim de se distrair.
—
Depois do que ele fez pela senhora, como pode dizer uma coisa dessas? —
protestou a criada.
—
O que, exatamente, ele fez? Edward me arrancou de onde eu morava, me humilhou,
me aterrorizou e me tratou como uma escrava — respondeu Isabella e,
mentalmente, acrescentou: E o pior de tudo, me fez apaixonar por ele.
—
Não pode ter se esquecido de tudo, lady Isabella. Todos sabem que lorde Edward
não deixou o lado da cama durante sua enfermidade toda. Dia e noite, ele
permanecia aqui. Eu ainda estava de cama quando a senhora adoeceu. Por isso,
ele cuidou de suas necessidades. Quando eu finalmente o vi, o pobre parecia que
não dormia há semanas.
Enquanto
a criada a ajudava a se vestir, Isabella refletiu. A doença era uma coisa
nebulosa em sua memória, com visões estranhas que ela calculava serem causadas
pela febre. Lembrava-se do marido gritando com ela até lhe provocar dor de cabeça.
Mas também o revia lavando seu rosto com um pano úmido, ou falando-lhe em voz
suave. Na verdade, quando pensava naqueles dias, só via Edward a seu lado, numa
atitude meiga e diferente da habitual. Uma vez, até o vira chorando. Devia ser
imaginação sua.
Mas
não tudo. De fato, Edward devia ter cuidado dela, pelo menos, parte do tempo.
Mas por que? Para que ajudar uma pessoa a quem ele dizia desprezar?
—
Edward só queria me manter viva por causa da vingança — queixou-se.
—
Ai, não, lady Isabella! Já esta na hora de a senhora ficar sabendo a verdade
sobre seu marido. Nunca vi um homem sofrer tanto. Quando a senhora estava
doente, ele mal se alimentava e dormia. Um criado ousou falar em sua morte e lorde
Edward o expulsou de Cullen.
Isabella
baixou o olhar. Sentia-se embaraçada com a possível verdade das palavras da
criada. Era demais para sua compreensão.
—
Mas por que?
—
Como?! Para uma mulher tão inteligente como a senhora, sua mente está muito
obtusa em relação a lorde Edward. Ele mudou muito e por sua causa. O senhor de Cullen
está apaixonado.
Arregalando
os olhos, Isabella soltou uma exclamação de surpresa.
—
Não fique tão chocada. Sem dúvida, a senhora notou a diferença nele. Todos aqui
no castelo sabem disso. Aliás, consegui um bom número de moedas pagas pelos
mais céticos — contou Esme.
—
Moedas?! — repetiu Isabella.
—
Isso mesmo. Desde o início, eu sabia que a senhora conquistaria lorde Edward.
Primeiro, apostei só com Carlisle. Mas quando a história se espalhou, as
pessoas começaram a me procurar. Depois de sua doença, os que eram contra mim
se viram obrigados a me pagar. Até um cego poderia ver que o senhor de Cullen
estava apaixonado pela esposa.
Isabella
sentou-se num banco, tentando entender a tagarelice da criada. Edward apaixonado?
Por ela? Embora o coração quisesse acreditar, a mente a aconselhava a ser
cautelosa. O marido já tinha se divertido com ela antes, e sempre com má intenção.
Talvez a nova atitude dele não passasse de um esquema elaborado para
conquistar-lhe a confiança e, depois, destruí-la, refletiu Isabella.
Exatamente
como na noite anterior. Isso era prova suficiente da perfídia de Edward.
—
Tolice, Esme — disse em voz áspera, levantando-se.
—
Mas, minha senhora...
—
Não quero mais ouvir falar no assunto. Esse homem, que você diz me amar, onde
passou a noite? E com quem? Não foi comigo neste quarto. Ele me rechaça!
—
Lorde Edward ainda está preocupado com sua saúde. Dê lhe um pouco de tempo. Ele
quer ter certeza de que a senhora esta completamente boa antes de procurá-la na
cama.
Isabella
sentia-se dividida. Embora não quisesse ouvi-las, o coração a forçava a
considerar as palavras da criada. Elas pareciam expressar uma certa verdade.
Não acreditava que Edward tivesse se apaixonado por ela, claro, mas talvez ele houvesse
mudado um pouco e se preocupado com sua saúde. Sem dúvida, custaria a assimilar
esse tipo de raciocínio.
—
Dê-lhe tempo — repetiu Esme. — Se não estiver disposta, existem outras maneiras
de apressá-lo — acrescentou, rindo.
Curvou-se
e começou a falar ao ouvido de Isabella.
Ao
ouvir as sugestões da criada, Isabella respirou fundo. Elas rodopiavam em sua
mente, provocando visões de si mesma e de Edward juntos. O coração disparou,
enchendo-a de desejo. Se ao menos pudesse acreditar na velha criada. Ou em Edward.
E se tentasse seduzi-lo e ele a rejeitasse outra vez?
Isabella
não se sentia com forças para suportar isso.
Edward
esperou até Isabella estar ocupada costurando com outras mulheres para pedir o
banho. Ao se esconder da esposa, sentia-se covarde, mas a água do riacho já
estava gelada demais. O administrador tinha promovido Seth, um dos criados,
para o lugar de Billy.
Antes
que este acabasse de encher a banheira, Edward já havia se despido. Entrou na
água tão logo o criado saiu.
Recostando-se
para trás, fechou os olhos. Tinha se esquecido como era relaxante um banho
quente. Ao ouvir a porta abrir, disse:
—
Não precisa voltar, Seth. Sei cuidar de mim mesmo.
—
Será?
A
voz suave não pertencia a homem algum. Edward sentou-se depressa e viu Isabella
a poucos passos de distância.
—
Exato. Não preciso da ajuda de ninguém. Vá embora.
—
Por que? É meu dever cuidar de você. Desconfiado, Edward a viu ajoelhar-se ao
lado da banheira e ensaboar as mãos. Sob os cílios densos, os olhos verdes
brilhavam perigosamente.
—
O que há com você, Isabella? Cuidado para não despertar minha raiva.
Ela
levantou-se e sumiu de vista. Edward pensou ter se livrado da mulher, mas em
seguida, sentiu-lhe as mãos nos ombros, ensaboando-os. O contato o deixou
paralisado enquanto ela lavava o pescoço e um dos braços.
Algo
diferente roçou-lhe a pele e ele virou-se. Isabella tinha soltado os cabelos.
Teria feito de propósito para atormentá-lo? As madeixas vermelhas caíam por
seus ombros e ele lutou contra a vontade de puxar a mulher para a água com
roupa e tudo. Lembrando-se da vez em que tinham feito amor ali na banheira,
sentiu a excitação crescer.
Tentação.
Ela estava ali ao lado, na forma da esposa, estimulando-lhe os sentidos, mas Edward
manteve o controle.
Embora
ela não tivesse engravidado com as outras relações, não devia arriscar-se
novamente. Ele não a perderia por falta da disciplina própria. Isabella ainda o
segurava pelo pulso e ensaboava cada dedo vagarosamente. Aflito, Edward puxou a
mão.
—
Não preciso de ajuda. Vá buscar uma caneca de cerveja.
—
Daqui a um instante — respondeu ela com suavidade. Em seguida, ensaboou mais as
mãos e as colocou no peito do marido. Escorregou-as bem devagar, acariciando os
mamilos.
—
Isabella! — gemeu Edward.
—Sim?
Ele
reconheceu o tom do desejo em sua voz. Prestes a ceder, ele se viu entre a
carência e o dever. Sem perceber, elevou os quadris na água enquanto suas mãos
o tocavam na cintura. Com força, segurou-lhe o pulso.
—
Não sei que brincadeira você tem em mente, mas pare já! — ordenou ele em voz
ríspida. Com os olhos faiscando, Isabella recuou um passo.
—
Como não sabe que brincadeira se foi você quem me ensinou? — indagou ela ao
jogar a cabeleira para trás e levantar o queixo.
Brava.
Desafiadora. No auge da excitação, Edward s a desejava exatamente assim.
—
Mas se você não quer mais brincar, talvez eu deva procurar um outro parceiro —
ela provocou.
—
Isabella! — Edward gritou, ficando em pé na banheira. Com ar de desafio, ela o
encarou.
—
Se você não me quer mais...
—
Não querer você?! — A raiva passou e ele saiu da banheira, exibindo a ereção. —
Eu a quero muito, como você pode ver, e se pudesse, em sã consciência, a
possuiria já, aqui mesmo.
Sua
respiração tornou-se mais rápida e Edward estremeceu ao pensar como a paixão
explodiria entre ambos. Ao ver a expressão de desejo nos olhos verdes, ele
crispou as mãos. Cerrando os dentes, apanhou uma toalha e a enrolou a volta da cintura.
Isabella
ficou tensa e sentiu o desejo arrefecer.
—
Você não tem consciência.
Edward
não conseguiu responder. Concentrava todo o esforço em manter-se ali, frustrado
e excitado, olhando para a mulher a quem queria e não podia possuir. A esposa.
—
Você não passa de um maldito covarde! Por um momento, fitaram-se com olhares
faiscantes. Então, Edward disse:
—
Você está certa. Sou covarde. Maldita você por ter me transformado num.
Dessa
vez, não foi ele e sim Isabella quem saiu correndo do quarto, batendo a porta.
Deixava-o sozinho, avaliando a perda.
Inquieta,
Isabella não encontrava posição confortável no colchão no chão. Ela o tinha
trazido de volta para o quarto e o colocado aos pés da cama. Não podia deixar
de amar Edward s, mas não precisava se torturar, dormindo ao lado dele. Quanto maior
a distância entre ambos, melhor para seu orgulho ferido e coração magoado.
Isabella
reprimiu as lágrimas. Elas e o sofrimento alimentavam a vingança de Edward. Ele
podia ter triunfado, mas não teria as provas.
Pouco
depois, a porta abria e o marido entrava no quarto. Isabella imobilizou-se e
fingiu estar dormindo enquanto ele atravessava o aposento. Em seguida, ouviu-o
se despir e respirou aliviada.
Contudo,
sentia-se surpresa. Esperava alguma reação dele pelo simples fato de ser sua, e
não dele, a idéia de voltar a dormir no colchão.
De
repente, ela ouviu uma fileira de blasfêmias, que mostrava ter Edward
notado-lhe a ausência na cama. Ele aproximou-se e parou ao lado do colchão.
—
Isabella! — gritou alto o suficiente para acordá-la, ou ensurdecê-la.
Ela
virou-se e lhe dirigiu um olhar frio. A visão do corpo nu do marido, dourado
pela luz das chamas da lareira, a perturbou.
—
Sim?
—
Volte para a cama.
—
Não.
—
O que?
—
Não quero dormir com você. Vá se deitar e me deixe em paz.
Antes
de se dar conta, Isabella viu-se sendo carregada do colchão para a cama.
Furiosa, tentou sair dali.
—
Não! — gritou Edward, jogando-se a seu lado. Manteve-a imóvel com um braço ao
redor de sua cintura e uma perna sobre as suas. Em seguida, deitou-se sobre
ela.
Embora
usasse a camisa, esta era muito fina para impedir Isabella de sentir a nudez do
marido. Tudo sumiu sob a força do desejo e ela só foi capaz de fitar os olhos
cinzentos. Enquanto o fazia, a expressão de raiva desapareceu deles. Edward
abriu a boca como se fosse falar, mas caiu sobre a sua num beijo ardente e
desvairado.
Sob
esse assalto feroz, Isabella sentiu-se vibrar pela primeira vez desde a doença.
Queria passar os braços e as pernas ao redor do marido, mas ele os mantinha
presos. Soergueu os quadris e Edward, gemendo, apertou o membro rijo contra seu
ventre. Ela tentou ajeitar-se para recebê-lo, mas no instante seguinte Edward
se afastava dela e se levantava.
Um
suspiro de protesto escapou dos lábios de Isabella sem que ela pudesse
impedi-lo. Maldito! O desejo continuava a consumila, impedindo-a de refletir.
Com esforço, baixou a camisa sobre as pernas e virou-se para Edward. Embora ele
estivesse de costas, Isabella sabia que ele continuava pronto para possuí-la. Pelo
menos, tinha a satisfação de saber que o marido também a queria.
—
Talvez sua vingança não seja muito agradável — disse ela em tom amargo.
—
O que?
Edward
virou-se para ela, revelando o corpo viril e excitado.
—
Você castiga a si próprio tanto quanto a mim com sua vingança — ela explicou ao
sentar-se na beirada da cama.
—
Então pensa que a estou castigando? — perguntou ele, indignado.
—
E não está?
—
Não. Essa história de vingança acabou. Eu me controlo com medo de engravidá-la.
Isabella
sentiu-se como se houvesse levado um murro. A ultima réstia de esperança
desaparecia. Apesar de o marido lhe ter dito não querer um filho seu, ela
continuara sonhando. Como havia sido tola!
Levantou-se
devagar e dirigiu-se à lareira. Sentia-se vazia por dentro e um frio intenso a
dominava.
—
Então é isso. Você não quer um herdeiro com meu sangue maculado. — Ergueu os
ombros e virou-se para ele. — É melhor, naturalmente. Eu não permitiria que uma
criança inocente fosse maltratada por ter o sangue de Swan.
—
Você me acredita capaz de maltratar uma criança? Esta enganada, Isabella. Eu
não faria tal coisa. Como já disse, essa história de vingança acabou.
Edward
falou com tanta convicção que Isabella quase acreditou. Mas conhecia a
esperteza do marido. Não podia confiar nele.
—
Por que?
Ele
a fitou por um longo tempo. Os olhos cinzentos estavam sombrios como se fosse
ele quem estivesse angustiado.
—
Eu me cansei disso.
Então,
para surpresa sua, ele sentou-se na beirada da cama, firmou os cotovelos nos
joelhos e apoiou a cabeça nas mãos. Perplexa, Isabella o observou nessa pose em
que jamais pensara ver o marido guerreiro.
Edward,
fraco e vulnerável.
Talvez
ele fosse humano afinal. Fechou os olhos para evitar a visão da cena que lhe
confrangia o coração. Fora ela quem sofrera maldades sem fim. Por que se
importar se o homem, a quem julgava ser incapaz de qualquer sentimento bom, mostrasse
estar sofrendo?
Porque
o amava. Aproximou-se dele e murmurou:
—
Edward.
Ao
ouvir o próprio nome, ele levantou a cabeça. Os olhos cinzentos brilhavam com
determinação.
—
Você é minha, Isabella, e eu não permitirei que me abandone, nem mesmo morta!
Fiquei neste quarto um longo tempo vendo-a tentar escapar, mas eu a trouxe de
volta. Não vou deixar que isso aconteça outra vez. Hei de protegê-la contra todo
o mal e, portanto, não a engravidarei.
Diante
de tal revelação, Isabella titubeou. O marido se preocupava com sua vida?
Ousaria acreditar nele? Ajoelhou-se e observou-lhe o rosto.
—
Então é essa a explicação de tudo? Você se aflige com minha saúde?
—
Você me pertence e eu não a deixarei correr nenhum perigo.
—
Eu não entendo, Edward. Você garante não querer mais a vingança, no entanto,
está determinado a me manter viva e bem. Para que?
Isabella
procurou-lhe os olhos e não viu mais a expressão fria e cruel. Embora sombrios,
eles demonstravam uma suavidade inesperada.
—
Você é minha esposa e isso é uma boa razão. Não era a confirmação das palavras
de Esme, mas também não se tratava de uma confissão de ódio. Isabella sabia não
dever esperar a afeição do marido, pois isso a levaria à loucura. Pôs as mãos
nos joelhos dele e, respirando fundo, o fitou.
—
Estou muito grata por sua preocupação, Edward. Mas só Deus tem poder sobre a
vida e a morte e, por mais que queira, você é apenas um homem. Talvez sua força
de vontade tenha me dado energia para me restabelecer, mas você não pode tomar
os assuntos divinos em suas mãos, e resolver que não vamos ter filhos.
—
Pode haver uma solução, Isabella. Você não conhece alguma erva que evite a
gravidez?
Desanimada
com tanta teimosia, Isabella baixou a cabeça. Poderia argumentar até perder a
voz que não o convenceria. Alias, não encontrava nada para dizer, exceto o que
lhe ia na alma.
—
Ai, Edward, eu queria tanto ter um filho com cabelos acobreados e olhos verdes
como os do pai. Como você.
A
confissão tão sincera provocou um gemido de Edward. De repente, Isabella deu-se
conta de sua posição, ajoelhada diante do marido e com as mãos nos joelhos
dele. Ainda nu, Edward tinha as pernas abertas, mostrando o instrumento de seu
desejo e que poderia lhe dar um filho. Enquanto o observava, ele cresceu e
ergueu-se como se concordasse.
Edward
resmungou algo, mas Isabella o ignorou, deslizando as mãos pela parte interna
das coxas e a boca pela pele coberta por pêlos. Quando o beijou, o protesto de Edward
transformou-se num suspiro de fome, arrancado do fundo do peito. Caiu de costas
na cama e a puxou com ele, mas Isabella, fascinada, prosseguiu na tarefa.
Gemendo, ele embrenhou as mãos nos cabelos vermelhos e segurou sua cabeça no
lugar.
—
Isabella... Isabella... — ela ouviu Edward dizer seu nome com suavidade a
princípio e, depois, com insistência. — Se você quer um filho, esta não é a
maneira para consegui-lo.
Poat: RobcecadasHistFic

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