Obs: Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.
Notas da Autora:
Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Deboha Simons A Esposa Virgem Título Original: Maiden Bride (1996) que dá titulo a fanfic de mesmo nome.
Capítulo Dezesseis
“O herdeiro do Swan”
Você
é tudo o que eu preciso ver
Seu
Sorriso e luz solar trazem a luz solar pra mim
O
Riso vem e me olha
Goteiras
de luar que lavam em cima de mim
Eu
posso mostrar o que você quer de mim
Anjo meu, posso te agradecer
Você me salvou muitas e muitas vezes
Anjo, eu tenho que confessar
É você que sempre me dá força
E eu não sei onde eu estaria sem você
Isabella
tinha uma missão pela frente. Embora o marido houvesse cedido, ainda nutria
dúvidas quanto à idéia de constituir família. E ela estava resolvida a
removê-las. Apesar de Edward jamais vir a querer um filho tanto quanto ela,
planejava convencê-lo de que precisava de uma criança para enriquecer lhe a
vida. Com esse propósito em mente, não lhe dava sossego.
À
noite, Edward a pressionava sobre uma receita para evitar a concepção. Então, Isabella
dominava a situação. Sabia que, ao despertar-lhe a paixão, ele esquecia tudo o
mais. Depois, aconchegava-se a ele e falava sobre a vontade imensa de ter um filho,
roubando-o de qualquer remorso.
Edward
percebia seus estratagemas. No passado, a insistência lhe provocaria uma reação
violenta, mas agora, ele só podia admirar sua persistência incansável, igual a
dele. E seu comportamento agressivo na cama inflamava-lhe a paixão. Isso e mais
seu amor por ele davam mais prazer à união dos corpos.
Infelizmente,
os relacionamentos apaixonados encerravam um risco que Edward detestava correr.
Embora houvesse sucumbido ao desejo por duas noites seguidas, ele não podia
ignorar o medo que o assaltava por sua segurança. Isabella lhe pertencia e ele
era responsável por ela.
—
Minha mãe morreu de parto — murmurou ele, abraçando-a e perturbando o sossego
surgido depois do êxtase.
Edward
observou a luz do fogo refletir em seus cabelos vermelhos. Ela estava viva e
saudável. E daí a nove meses? Abraçou-a com mais força.
—
Minha mãe sobreviveu aos partos, Edward. Todos os dias, mulheres dão à luz e,
quase sempre, sem incidentes. Além do mais, há outros perigos no mundo. Eu
posso morrer atingida por um raio, a não ser que você me mantenha presa aqui no
quarto.
—
Não seria má idéia — resmungou ele.
—
E eu ficaria sem fazer exercícios? — Isabella perguntou, acariciando-o no peito
e sem deixar dúvida de como pretendia se exercitar, caso ficasse trancada no
quarto com ele.
Levantou
a cabeça e o fitou.
—
Quero um bebê como o de Rosalie.
—
Aquela menina é um incômodo barulhento — reclamou Edward, embora se lembrasse
muito bem da figura tocante de Isabella com Alice nos braços.
—
Nosso filho poderá ser barulhento, mas jamais, um incômodo. Você não gostaria
de um menino para seguir seus passos, para abraçá-lo e...
—
Meu pai nunca me abraçou.
—
Uma pena. Mas você não precisa ser como ele. Olhe para Rosalie e Emmett.
—
Por Deus, mulher! Rezo para não ficar sentimental como aqueles dois idiotas!
—
Então, seja você mesmo — Isabella sussurrou. Com a ponta dos dedos, acariciou-o
bem de leve no rosto. Depois, roçou os lábios em volta do queixo e da boca. Edward
sentiu-se enfraquecer. Ela o amava, e nunca havia pedido nada, exceto um filho.
Desejava dar-lhe este presente. Como se concordasse, o sangue agitou-se nas
veias. Mas mesmo ao ajeitar-se sobre o corpo da mulher e abrir-lhe as pernas, a
sensação de dúvida persistiu.
Se
ao menos pudesse ter certeza de que o sêmen dele não lhe roubaria a esposa.
A
noite não tinha convencido Edward de nada, exceto da própria falta de
disciplina. Deixara a luxúria dominá-lo mais uma vez e detestava pensar nas
possíveis conseqüências. Observando-lhe o olhar sombrio, Isabella riu e isso
desanuviou um pouco o mau humor dele. À luz do dia, a mulher era tão vibrante e
cheia de vida. Ficava difícil imaginar algo ameaçando lhe à saúde,
especialmente um acontecimento tão comum como dar à luz.
Precisava
de tempo para refletir. Impaciente, saiu do quarto, mas Isabella o acompanhou,
perturbando-o com seu perfume.
—
E se for uma menina? Uma filha para sentar-se em seus joelhos? — perguntou ela.
Edward
não respondeu. Atravessou o salão e saiu a fim de percorrer a propriedade. Ali
fora, onde a esposa de cabelos flamejantes não tinha voz ativa, ele era senhor
de seu mundo e de seu destino.
Ao
dar uns poucos passos, viu um velho encostado na parede. Era Carlisle, o marido
de Esme.
—
Meu senhor!
—
O que é? — indagou Edward, desconfiado.
—
Bem, tenho ouvido umas coisas. Talvez não passem de boatos, mas se não forem,
tenho a intenção de ajudá-lo — disse Carlisle, olhando em volta meio
ressabiado.
—
A troco de que?
Carlisle
riu.
—
Entendo sua desconfiança. O senhor é um homem inteligente. Se não fosse, não
teria voltado do leste. — Fez uma pausa e observou Edward. Depois, prosseguiu:
— Algumas vezes, nos homens devemos nos manter unidos.
As
palavras de Carlisle prenderam a atenção de Edward.
—
Continue. O que pretende me falar?
—
Aí está o problema. Trata-se de um assunto que eu, normalmente, não tocaria com
o senhor.
—
Fale logo, homem! — disse Edward em tom impaciente.
—
Bem... entenda... — gaguejou Carlisle, levando Edward a crer estar lidando com
um velho caduco. Virou-se para se afastar, mas a voz de Carlisle o deteve.
—
Diabos! — resmungou o velho, criando coragem. — O senhor precisa lavá-lo com
vinagre.
—
O que? — indagou Edward, boquiaberto.
—
Para matar seu sêmen. Ou isso, ou cobri-lo com uma touquinha. Mas esta esfria o
sangue.
—
O que?
—
Também o senhor pode tirá-lo antes. Essa é a maneira mais comum. Tenho grande
admiração por quem consegue executá-la. Quanto a mim, sempre fui incapaz —
confessou Carlisle.
Atônito,
Edward não o interrompeu.
—
Existe ainda o ato em si mesmo. São duas as opiniões sobre ele. Uma diz que,
para evitar a concepção, a relação tem de ser desapaixonada. Ora, isso é uma
contradição, não acha? Se o senhor não sente atração por uma mulher, por que
unir-se a ela?
A
essa altura, Edward estava tão furioso que não sabia o que dizer. Apesar de
querer muito esse tipo de informação, não podia se imaginar, parado ali,
recebendo-a do marido de Esme.
—
A outra é completamente oposta. Afirma que, quanto mais violenta a paixão
naquele momento, menor a chance de concepção. Talvez seja verdade, mas na minha
idade, já é muito tarde para eu descobrir — acrescentou Carlisle dando de
ombros.
Edward
já ia mandá-lo calar a boca quando entendeu as últimas palavras dele. Com raras
exceções, Isabella e ele tinham feito amor com excesso de zelo pela carência
mútua e inflamados pela paixão. Por causa disso, talvez não tivessem filhos.
Ele
sabia que tinha possuído a mulher com muita freqüência antes de sua doença.
Entretanto, ela não engravidara. Quem sabe, se mantivessem o mesmo vigor em
cada relação, ela ficaria segura. Apesar da animação esperançosa, Edward assumiu
uma expressão fria e impassível.
—
Vou pensar no que você disse, Carlisle.
—
Muito bem, meu senhor.
Como
Edward se afastasse depressa, não viu o sorriso de orelha a orelha, no rosto
enrugado do velho homem. Nem suspeitou da interferência de Esme nos conselhos
do marido.
—
O que você acha, Jacob, Edward não precisa de filhos para fazer-lhe companhia
na velhice?
Edward
quase engasgou com a cerveja. De olhos arregalados, virou-se para a mulher.
Como sempre, Isabella exibia expressão de inocência, embora os olhos verdes
revelassem malícia.
—
Ainda não estou senil, mulher — disse Edward, irritado por haver ela imiscuído
o sírio numa conversa tão pessoal, e a mesa.
—
Mas não seria maravilhoso ter uma família?
—
O que você entende de famílias se morava num convento?
—
perguntou ele fitando-a com frieza.
Isabella
estava indo longe demais. Era preciso por um ponto final nesse assunto.
—
Quando eu era pequena, havia muito amor e carinho entre nós. Depois, papai
passou a beber e o dinheiro acabou. No fim, todos morreram, exceto eu — contou Isabella
com ar triste.
Edward
sentiu pena e maldisse Swan. O desgraçado tinha vivido no luxo e nunca pensara
no irmão.
Apertou
a mão ao redor do copo. E quanto a si próprio? Havia sido leal com a família?
Da mãe, lembrava-se apenas de sua beleza e perfume suave. O pai fora severo e
distante, e os irmãos, bons companheiros, haviam morrido cedo. Seu treinamento
militar tinha sido sob a autoridade de um homem cruel, a quem ele evitava, e,
com os outros rapazes, vivia em continua competição. Nenhum deles desperdiçava
afeto algum.
Edward
ficou pensativo. Talvez Rosalie tivesse razão em ser tão apegada à filha. Ao
pensar na irmã, várias emoções o dominaram. Pela primeira vez, imaginou as
dificuldades dela para cuidar de Cllen e, ainda por cima, casar-se com um estranho.
Ele devia ter voltado mais cedo do leste e tomado seu lugar, ao lado do pai. A
verdade custara muito para ser admitida e tinha um sabor amargo.
—
Você ainda é muito jovem, mas um dia, precisará de um espadachim a seu lado —
provocou Isabella.
—
E quem diz que um filho meu cumprirá a obrigação? — perguntou ele, fitando-a
com olhar sério.
Isabella
mostrou-se surpresa com a indagação ríspida, mas
Darius,
a quem Edward quase já havia esquecido, quebrou o silêncio.
—
Não acredito que um filho de lady de Cllen deixe de agir corretamente.
Edward
virou-se para o sírio, cujas sobrancelhas erguidas o desafiavam a
contradizê-lo. Talvez Darius tivesse razão. Era impossível imaginar uma pessoa,
amada por Isabella, dedicar-se à vingança e à violência como ele fizera.
—
O sangue é mais grosso do que a água — murmurou Isabella.
—
Não importa o que existe entre você e Emmett. Se precisar dele, seu cunhado o
ajudará, tenho certeza. Isso é família.
Com
a menção do Cavaleiro Vermelho, Edward abandonou as reflexões.
—
Jamais precisarei daquele idiota!
—
Ele o ajudará, eu sei! — insistiu Isabella com mais veemência.
—
Chega! Se ouvir mais uma palavra sobre filhos e família, eu a trancarei na
masmorra onde ninguém poderá engravidá-la.
Isabella
soltou uma exclamação e encarou-o com olhar fuzilante. Por um instante, Edward
temeu que ela lhe jogasse restos de comida do prato. Ela estendeu a mão, mas
como se pensasse melhor, puxou-a.
—
Quanto a você, Edward Cullen, vá dormir com os animais, onde ninguém o
pressionará pela retribuição de serviços.
Levantou-se
e, com os ombros erguidos, retirou-se enquanto Darius soltava uma gargalhada.
Dessa vez, Edward o acompanhou. Em seguida, afastou a cadeira e seguiu a
esposa, disposto a terminar a batalha na cama.
Com
esforço, Isabella manteve-se séria e falou com voz firme.
—
Carlisle agiu muito mal, Esme.
—
Mas é a pura verdade, lady Isabella. Carlisle não inventou nada. Tudo que
explicou a lorde Edward é prática aceitável.
Embora
apreciasse os esforços de Esme, Isabella não considerava ajuizada a intromissão
dela. Sua campanha prosseguia bem e ela não queria interferência alguma.
De
repente e como se ouvisse algo, a criada levantou a cabeça e correu para a
janela.
—
Visitas! — exclamou, animada.
—
E mesmo? — disse Isabella ao juntar-se a ela. Nessa época do ano, visitantes
eram raros. Da janela, Isabella podia ver que o grupo não exibia as cores dos
mensageiros do rei. Também não era grande o suficiente para se tratar de Rosalie
e Emmett.
—
Talvez sejam peregrinos — opinou Esme.
—
De qualquer forma, será muito bom ouvir novidades. As duas desceram correndo
para o salão. Lá, encontraram um bom número de habitantes e criados do castelo.
Todos estavam ansiosos para receber as visitas. Indo à cozinha, a fim de mandar
que preparassem pão e cerveja para ser servidos, Isabella quase bateu de
encontro ao marido. Ele acabava de vir de fora e tirava a capa.
—
Quem está chegando? — perguntou ela.
—
Não faço idéia. É um péssimo dia para andar pelas estradas — Edward respondeu
enquanto esfregava as mãos.
Depois,
encostou-as no rosto da esposa.
—
Ai, você está gelado — protestou ela. Ao vê-lo sorrir, Isabella refletiu como o
marido tinha mudado para melhor. Feliz, acompanhou-o ao salão. Não tiveram de
esperar muito antes de um único homem ser trazido à presença deles. Era de tamanho
médio, magro e tinha cabelos e olhos pretos. Sorrindo, cumprimentou-os.
—
Saudações, meu senhor e minha senhora. Alargando o sorriso, virou-se para Isabella.
Sem dúvida, isso provocaria o ciúme do marido, pensou ela, amedrontada.
—
Quem é você e para que veio a Cullen? — indagou Edward.
Em
vez de responder, o homem dirigiu-se a ela:
—
Isabella, você não está me reconhecendo? Surpresa, ela olhou de soslaio para o
marido antes de responder.
—
Não, não estou.
—
Ah, isso me deixa magoado. Sei que faz muitos anos, mas eu esperava...
—
Quem é você? — repetiu Edward, mas dessa vez em tom furioso que fez todo mundo
estremecer, exceto o recém chegado.
—
Isabella, como não me reconhece? Sou Laurent, seu irmão — disse o homem,
abrindo os braços num gesto exagerado.
Fez-se
silêncio, que foi logo interrompido pelo barulho crescente de vozes. Alarmada, Isabella
ouvia comentários sobre o fato de seu irmão ser herdeiro de Swan.
Assustada,
olhou para o marido. Embora Edward se mantivesse impassível, ela podia ver o
brilho de raiva nos olhos cinzentos. Sabia, sem sombra de dúvida, que ele
queria matar o homem.
Isabella
o viu controlar-se e virar-se para ela. Mas antes que Edward falasse, ela
sacudiu a cabeça e disse:
—
Não, isso não é verdade. Não tenho um irmão.
—
Isabella, você não pode ter me esquecido — o homem protestou com voz suave.
Isabella
temeu pela paz precária de seu casamento.
—
Como ousa perturbar a harmonia de meu lar? Ele lhe dirigiu um olhar magoado e
murmurou:
—
Ai, Isabella.
Isabella
sentiu-se como se o chão a seus pés se abrisse. Lembrou-se vagamente de
caracóis pretos e de uma voz infantil. Ai, Isabella, pare de correr atrás de
mim e fique com mamãe.
Ela
cambaleou e deixou-se cair numa cadeira. Estava completamente atordoada com a
descoberta.
—
Laurent — balbuciou.
Um
silêncio profundo dominou o ambiente, mas logo foi quebrado por uma voz
enérgica.
—
Você conhece este homem? É seu irmão? — questionou Edward.
Apertando
os dedos nas têmporas, Isabella procurou imagens de um passado distante e havia
tanto tempo enterrado. Todavia, elas não lhe ocorreram.
—
Meu senhor, eu tenho... — começou o homem, mas Edward o interrompeu com um
grito.
—
Silêncio! Quero a confirmação de minha esposa. E então? — acrescentou,
virando-se para ela.
—
Eu tinha um irmão, porém, ele morreu há muito tempo atrás — respondeu ela com
um olhar triste para o estranho.
—
Não, mana, eu não morri. Nosso pai me mandou para a propriedade onde, mais
tarde, eu receberia treinamento militar.
Com
o olhar, Isabella tentou avisá-lo para tomar cuidado, pois ele estava brincando
com fogo. Parente ou não, seria melhor ele ir embora antes de Edward o atacar.
Como
se lesse seus pensamentos, o marido dirigiu-lhe um olhar penetrante.
—
Quando ele morreu?
—
Não me lembro. Eu era muito pequena.
—
Do que ele morreu? Você viu seu corpo? Isabella pôs as mãos nos ouvidos.
—
Pare com isso! Não posso me lembrar. Só sei que ele, minha irmãzinha, meu pai e
minha mãe morreram.
Ela
tremia num misto de tristeza e raiva. Como podia o homem, a quem amava,
tratá-la dessa forma?
Ignorando
a expressão severa de Edward, o estranho ajoelhou-se diante de Isabella e
tomou-lhe as mãos nas dele.
—
Isabella, não foi minha intenção perturbá-la, juro. Quando saí de casa, eu era
muito novo ainda e nunca mais tive noticias de nossa família. Mais tarde, o
homem, a quem eu servia como soldado, caiu nas mãos do inimigo. Então, iniciei
minha longa busca e, finalmente, à encontrei.
Dessa
vez, o silêncio não pareceu normal, pois até Nicholas se manteve calado. Isabella sabia que todos esperavam sua reação,
mas não ignorava ser melhor não demonstrar nenhuma. Mesmo assim, não conseguiu
impedir as lágrimas.
Em
silêncio, olhou para o irmão, a quem imaginava morto, e levantou-se para
abraçá-lo.
Poat: RobcecadasHistFic

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