16.4.14

Adaptação: Uma Dança Com O Sheik -Capítulo DOZE

Uma Dança com o Sheik
Obs: Aviso legal
       Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.
Notas da Autora:

Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Tessa Radley, Uma dança com o Sheik , Tituli Original: One Dance with the Sheikh que dá titulo a fanfic de mesmo nome.
Capítulo Doze
Confissões 

O mar sugava os dedos dos pés dela.

Isabella observava enquanto o redemoinho de água desaparecia no instante em que a maré recuava outra vez. A garrafa com a lista balançava na superfície a cerca de vinte metros da praia.

Ela sabia que estava adiando as coisas. Desde que desligara o telefone mais cedo, vinha sentindo um frio na barriga, encontrando desculpas para não ligar para Edward novamente. Covarde!

Desta vez, ela deixaria uma mensagem para que ele retomasse a ligação. E, se ele não retomasse, ela não deixaria por isso ligaria de novo.

E outra vez.

Até que ele soubesse.

Distraída por seus pensamentos, ela não viu a marola seguinte antes que lhe atingisse os pés. Gritou. A maré estava subindo, e ela não queria molhar o jeans que usava. Outra onda chegou.

Ela recuou às pressas... de encontro a um corpo rígido.

Com um pedido de desculpas pronto nos lábios, Isabella se virou.

E ficou paralisada ao ver quem estava ali.

Edward.

—      Liguei para você faz pouco mais de uma hora — disse ela, a incredulidade a preenchendo. Ela o conjurara como se fosse um gênio?

— Eu vi que tinha uma ligação perdida sua. Deve ter chegado pouco depois de eu aterrissar. Mas achei melhor aparecer aqui, em vez de ligar de volta.

—      O que faz aqui?

O  rosto dele ficou sombrio.

—      Você ainda consegue me perguntar isso? Depois de ter organizado a separação?

Provavelmente ele pegara um avião de Diyafa no instante em que os documentos foram entregues. O coração dela flutuou aquilo só podia ser bom. Então desabou. Edward não a amava. Não havia por que ter esperanças. Provavelmente, ele queria assinar a documentação o quanto antes.

—      Não consigo ver nenhum sentido em...

—      Como pode encerrar nosso casamento?

A expressão dele estava assustadoramente remota. Um calafrio a percorreu. Ele parecia mais distante do que nunca. O que seria necessário para alcançá-lo? Na certa, não a notícia da gravidez dela.

—      Edward...

—      Nada mudou. Você sabia as regras básicas.

—      Era temporário... isso não mudou. — Mas a esperança se avivou dentro dela.

Uma sobrancelha escura se ergueu.

—      Em algum momento, eu concordei em encerrar nosso casamento? Você se deu ao trabalho de perguntar antes de ir embora enquanto eu dormia?

Edward estava irritado porque ela não perguntara? A faísca de esperança se apagou.

Ela o amava e não podia continuar fingindo que aquilo não era nada além de um acordo conveniente.

Queria mais.

Muito mais.

—      Você não precisa mais de mim. Já conseguiu o que queria com o nosso casamento a sua herança. Conseguiu até cedo demais.

Edward olhou o rosto pálido da mulher diante dele.

Um facho de sol da tarde caía enviesado sobre a pele dela, dando um brilho dourado à bela textura macia. Contudo, os olhos de Isabella estavam sombrios e preocupados. Uma brisa vinda do mar espalhou mechas do cabelo ruivo-escuro pelo rosto dela. Edward esticou a mão para afastá-las, mas ela se esquivou do toque dele.

Ele baixou a mão.

—      Você fugiu. — Ele não esperara o entorpecente vazio que se seguira à partida de Isabella. Repentinamente, as ameaças de seu avô já não pareciam tão importantes.

—      Não fugi. Apenas fui embora.

—      Você disse à minha avó que havia uma emergência na família.

—      Uma mentira... não queria dizer a verdade a ela que eu não podia mais ficar. Também não queria que você perdesse o seu futuro por eu contar a verdade.

Um gélido punho apertou o coração dele. Ele não estava conseguindo tocá-la emocionalmente. Iria perdê-la...

Onde estava sua terna, amorosa e sexy esposa? O terror o preencheu. Fora assim que sua mãe se sentira com relação ao pai dele? Fora aquele medo da vida sem ele que a levara a permanecer com um marido que não a amava?

O  amor não correspondido era o que Edward considerava o inferno. Jurara nunca repetir os erros de sua mãe.

Mas viver sem Isabella seria infinitamente pior...

Ele tentou um suborno de negócios:

—      Você vai precisar voltar a Diyafa. Ben Al-Sahr tem um irmão que tem outra proposta para você.

Isabella balançou a cabeça.

—      Não, não vou. Seth pode cuidar disso. Ficarei aqui.

O  terror dobrou. Ela nunca recusara uma oportunidade de beneficiar o Grupo Swan. Isabella não voltaria a Diyafa. Nunca mais.

O  vazio do futuro o encarava.

Era hora de arriscar tudo... Negociar novamente com o que fosse necessário para tê-la de volta.

Inspirando fundo, ele jogou seu trunfo:

—      Podemos tentar ter um bebê, se for o que você quer.

O  choque nos olhos dela foi verdadeiro.

Um bebê? Dentre todas as coisas do mundo, por que sugerir isso agora?

O  recuo ainda maior dela causou confusão em Edward, até pânico. Ele tivera tanta certeza de que ela queria um filho. Balançando a cabeça para deixar seus pensamentos claros, ele disse:

— E o que você quer, não é?

Isabella  não respondeu.

O  pânico e a confusão de Edward cresceram. Ela fora embora por que ele lhe dissera que nunca planejara ter filhos, não é? Ele ficara profundamente abalado quando descobrira que ela se fora. Arrasado. Mas jamais diria isso a ela. Expor seu coração dessa maneira era um risco que nunca assumiria.

Mesmo assim, ele murmurou, rouco:

— Quero ser o pai do seu filho.

Em vez de abrir os braços para ele, Isabella os enroscou no próprio peito e o olhou com olhos acusadores.

— É um casamento temporário, fundamentado em sexo e negócios. Foi o que você disse. Lembra?

— Eu disse muitas coisas idiotas. — Ele estendeu a mão e acariciou o braço dela, a pele de cetim suave sob o seu toque. Como desejava tocar os outros lugares, ainda mais macios, que ele descobrira! — Homens fazem isso quando estão com medo.

— Você estava com medo do quê?

Edward baixou a mão.

Santo Alá... O que ela queria? Sangue? O sangue dele?

— Não precisa me contar se não quiser. — Ela desviou o olhar.

Rakin percebeu o reflexo da luz do sol em prateadas lágrimas nos olhos dela.

— Por favor, não chore, — Estendendo as mãos atabalhoadamente para ela, ele hesitou, e as enfiou nos bolsos do jeans.

— Não estou chorando. — Mas, refutando suas palavras, lágrimas se derramaram por sua face quando ela se virou para ele. — Ao menos não de verdade. Não lágrimas de tristeza. Se é que você me entende.

Não, ele não entendia mais nada. Edward se perguntou se a entenderia algum dia.

—      Então por que está chorando?

—      Estou aliviada... agradecida. Achei que você não quisesse filhos.

Ele nunca combinara muito com crianças, e era verdade que nunca quisera tê-las.

—      Não vai perguntar por que telefonei para você?

Edward queria abraçá-la, não se preocupar com perguntas para as quais não sabia as respostas. Mas Laurel estava esperando a sua réplica. Ele sentia que sua reação era importante para ela.

—      Você estava me ligando para dizer o quê?

—      Que estou grávida.

—      Grávida?! — Edward sentiu o sangue ser drenado de seu rosto.

Ela assentiu, seus olhos arregalados, na expectativa. O que esperava que ele dissesse? Que estava empolgado?

Claro  que sim. Ele não acabara de dizer que gostaria de dar um filho a ela? Ela não acabara de falar que temia que ele não quisesse filhos? Edward fechou os olhos e inclinou a cabeça para trás. Preso. Num nó dado por ele mesmo. Engoliu em seco e descobriu que sua garganta estava embargada. Era a hora da verdade.

—      Edward, você está bem?

—      Desculpe. — Ele abriu os olhos. — Foi um susto.

A expressão dela mudou, tomou-se defensiva.

—      Você não está feliz. Não estava falando sério a respeito de ter um bebê, estava?

Isabella deu as costas para ele, os ombros desabando enquanto ela se afastava com os passos cansados de uma idosa.

A dor daquilo o fez chamar:

—      Isabella, espere.

Ela parou, os ombros tensos.

Chegando rapidamente por trás dela, Edward a envolveu com os braços, unindo as mãos abaixo dos seios dela, acima da barriga na qual estava o filho dele. Levemente, muito levemente, ele fez com que ela se voltasse para ele.

—      Isabella... — As palavras secaram.

Edward a olhou fixo.

Frustrada. Magoada. Exposta.

Os ombros dela caíram novamente.

Como ele poderia dizer o que ela queria ouvir quando aquilo não era nada além de mentiras? Ele não estava feliz pelo bebê. Não naquele momento. Não antes de eles resolverem o próprio relacionamento. Edward não queria que Isabella escolhesse continuar casada com ele por causa do bebê.

Queria que ela fizesse isso porque...

Porque ele a amava.

Era como um terrível eco do passado. Sua mãe venerara seu pai, mas tudo o que o pai dele quisera fora um herdeiro. A história estava se repetindo. Só que, desta vez, com os papéis invertidos, era ele quem amava, e era Isabella quem queria um filho. Ele a Minava. Aquilo era indesejado. Doía loucamente. Ele não precisava disso.

Tudo em que Edward conseguia pensar era que, assim como sua mãe, ele não era amado.

A dor apertou seu peito.

Ele desviou o olhar do rosto dela. Nem sequer percebeu a onda que molhou seus pés, ensopando seus caros tênis enquanto ele fitava o mar sem nada ver. Amor não correspondido. Seu pior pesadelo se tomara realidade.

Claro, em uma das grandes ironias da vida, seus avós ficariam felicíssimos.

Isabella estava grávida. Ele teria um herdeiro. Garantiria um sucessor para o império empresarial que estava criando.

Contudo, não havia alegria. Nenhuma felicidade avassaladora. Apenas o terror sem fim.

Ele ficaria casado com uma mulher que não o amava. Preso para sempre a Isabella pelas fortes e macias amarras de um filho. Inescapáveis.

Mas também não podia deixá-la ir embora.

No entanto, ele sabia que jamais teria a felicidade que vislumbrara rapidamente em Dahab, os dias e as noites de pura alegria. Haveria o dever e o desejo não satisfeito... e isso teria de ser suficiente.

Ele estava preso.    

In'shallah. Aquele seria seu destino.

Isabella não sabia o que havia de errado.

Sabia apenas que Edward recuara. Ele estava soturno desde que entraram em casa, voltando da praia, meia hora antes. Dera uma rápida olhada no interior da casa de praia antes de ir para a confortável poltrona de couro que o pai dela sempre ocupara diante das portas de vidro que davam para a praia.

A princípio, ela lhe dera tempo para absorver a revelação da gravidez. De onde estava, no sofá, fingindo folhear revistas, ela não parava de olhá-lo de esguelha, mas o humor dele não se abrandara.

Ele estava pensando demais. Isso não podia ser bom.

Ela soubera que Edward não ficaria feliz com o bebê, dados os sentimentos que ele expressara em Diyafa. Mas, depois de ele ter se oferecido para dar um filho a ela, a esperança de Isabella aumentara.

No entanto, aquela reação a confundira.

Ele estaria magoado?

Isabella já estava farta. Também se sentia magoada.

—      Você pretende não falar nunca mais comigo?

—      O quê? — Ele a olhou apaticamente.

—      Reparou que essa foi a primeira coisa que você falou para mim desde que entramos na casa?

—      Não. — Ele piscou os olhos rapidamente. — Peço desculpas, fui mal-educado.

— Isso não tem nada a ver com boas maneiras. — Ela já tivera o suficiente de expectativas sociais para uma vida inteira. Estava entranhado nos genes de sua família. — Tem a ver com o fato de eu me sentir magoada quando você se tranca atrás dessa máscara de autocontrole.

Ele a olhou fixo.

Aquilo não estava funcionando. Isabella suspirou. Talvez devesse chocá-lo o suficiente para fazer cair aquela máscara educada e civilizada.

— Vou precisar de algemas.
— Algemas?
— Sim. Algemas! — A frustração acumulada dela estava transparecendo. — O sexo parece ser o único jeito de eu conseguir fazer você perder a frieza.

Um rubor escureceu as bochechas de Edward.

— Não precisa de algemas para isso.

O murmúrio dele fez a pulsação de Isabella disparar.

— Como assim?

Não é o sexo. É você que me faz perder o controle.

— O                coração dela começou a martelar. A honestidade dele era mais do que esperava. Isabella foi se sentar ao lado dele, no braço da grande poltrona.

— Mostre — convidou ela.

Mas o beijo não foi puramente paixão. Em vez disso, ele roçou de leve os lábios nos dela. O que aquilo significava?

Enfim, ele levantou a cabeça e a encarou.

— Estou aterrorizado — admitiu em voz baixa, era verdade. Havia medo nas profundezas dos olhos de ônix dele.

— Por quê? — Então a ficha caiu. Era o bebê. — Está preocupado com o bebê? Sei que sou uma mãe mais velha, mas muitas mulheres esperam até os 30 anos para ter famílias atualmente. Vou ter os melhores cuidados médicos que o dinheiro puder comprar. Vai ficar tudo bem.

— Não. Não é isso... Meus medos são muito mais egoístas.

— Quais são?

Agora ele a estava assustando.

— Diga — insistiu ela quando ficou farta de silêncios vazios e educados.

— Apesar do que fiz você acreditar, o casamento dos meus pais estava longe de ser perfeito. Não era o romance de uma vida.

—      É só isso? — O alívio a inundou, e ela foi para mais perto dele.

—      Bem, na verdade, o casamento dos meus pais também não deve ter sido nada perfeito. Mas não somos nossos pais, Edward. Não precisamos repetir os erros deles.

Os olhos dele se fixaram nos dela.

—      Meu pai nunca amou minha mãe — disse ele sem expressão.

A dor a atravessou. Ele estava lhe dizendo que jamais poderia amá-la. Ele dissera que estava tudo acabado entre eles. Isabella já aceitara isso. Então por que ela estava deixando a ferida se abrir novamente? Isabella empertigou os ombros.

—      Apesar de a minha mãe afirmar que meu pai amava tanto ela quanto Sarah, venho achando muito difícil conciliar o comportamento do meu pai, tendo uma segunda família, com qualquer tipo de amor significativo pela minha mãe certamente, não é o tipo de amor que eu quero.

—      Mas se ele fazia sua mãe feliz...

—      Exatamente! E era um ótimo pai. Para todos nós. E nunca posso me esquecer disso. — Tirando aquele peso do peito, Isabella se sentiu muito mais tranqüila. Agora precisava se entender com Edward.

—      Depois do divórcio, podemos pensar no nosso relacionamento e garantir que o bebê se ajuste bem. Sem dúvida, não precisamos ficar tristes numa casca vazia de casamento. E nós dois vamos amar o bebê.

O  olhar de Edward a perfurou. Então ele falou:

—      Minha mãe não era a única que meu pai não amava. Ele tinha grandes expectativas para mim. Tinha orgulho de mim. Mas nunca me amou.

O  coração dela se derreteu.

— Ah, Edward...

—      E se eu nunca conseguir amar essa criança?

O  terror estava de volta aos olhos dele. O coração dela doeu. Era daquilo que ele tinha medo?

—      Já vi a sua paciência com Eric...

— É diferente.

Isabella persistiu:

— Vi como você colocou aquele menino sobre Pasha, a maneira como deu a ele o que ele mais sonhava.

— Quem não faria isso?

— Uma pessoa que não gostasse de crianças. — Isabella queria envolvê-lo com os braços, abraçar o menininho que havia dentro dele. — Acredite, se esse é o seu medo, garanto que não tem fundamento nenhum.

Edward lançou um olhar velado para Isabella.

— Não é o meu único medo.

— Então o que mais você teme? Ele balançou a cabeça.

— Edward! — Isabella soltou um pouco de sua irritação. — Como isso ajudá-lo se você nem me diz o que está pensando? Você precisa se soltar!

— Isso é a coisa mais difícil que você pode me pedir. — Ele inspirou fundo. — Durante toda a minha vida, fui criado para ser orgulhoso e contido. Para me comportar como um membro da família real. Para honrar o nome Abdellah.

Isabella não conseguiu evitar fazer a conexão.

— Alguns homens não deviam ser pais. Talvez o seu pai tenha sido um desses. — A incerteza nos olhos de Edward fez o coração dela apertar. — O jeito como você tratou Eric no casamento, como tratou o menino que você pôs no seu cavalo, é diferente de como seu pai teria reagido. Você não é o seu pai.

Edward balançou a cabeça. Isabella observou quando ele se levantou e atravessou o cômodo para olhar pelas janelas com vista para o mar. Sentiu que ele estava enfrentando o desafio mais importante de sua vida.

E que estava aterrorizado.

— Eu amo você.

O som das palavras foi tão leve quanto o sussurro da asa de uma gaivota ao vento. Entretanto, rugiu como um tomado através da mente de Edward. Ele deu meia-volta, incrédulo.

—      O quê?!

Apesar do brilho do sol de verão que entrava pelas janelas, ela estava com os braços cruzados de maneira protetora em tomo de si mesma, claramente se preparando para a rejeição dele.

Então repetiu:           ,

—      Eu.  Amo. Você. — Mais devagar, para garantir, mas as mesmas palavras que mudavam o mundo.

Ele não entendera errado.

Edward avançou um passo. E parou.

Ela estava falando sério?

Ou seria a obrigação falando mais alto... pelo bem do filho deles? Ele se detestou pelo momento de dúvida assim que viu o brilho da emoção nos olhos dela. O alívio deixou seus joelhos moles então a força e a confiança fluíram novamente por ele.

Ela falava sério.

Isabella o amava.

E aquela linda mulher era tão mais corajosa que ele. Arriscara tudo, expondo seu coração, arriscando a rejeição.

Ele engoliu em seco. Então exigiu:

—      Diga outra vez.

Os olhos verdes que Edward venerava reluziram para ele.

—      Eu amo você.

Edward não esperou que um silêncio se seguisse. Reuniu a força que as palavras dela tinham lhe dado e, tomando fôlego rapidamente, fechou os olhos e obrigou um sussurrou a sair:

—      Eu também amo você.

Então, precisando ver a reação dela, abriu os olhos. As lágrimas cintilavam para ele.

—      Não vou chorar — disse ela, determinada.

—      Não, você está feliz demais para chorar.

Aquilo arrancou uma risada dela.

—      Quero me casar de novo — disse ele.

A alegria fulgurou no rosto dela.

—      Sim.

Por um momento, Edward não conseguiu assimilar aquilo.

—      Você concorda?

Ela se atirou nos braços dele.

—      É claro que concordo. Então, onde vamos nos casar? — perguntou Isabella, um pouco preocupada, a cabeça apoiada no ombro dele. — Eu adoraria me casar aqui, com a minha família presente. Mas seria um pouco estranho, porque já estamos casados. E os seus avós não esperariam que nos casássemos em Diyafa?

—      Não me importo com o lugar, nem com quem vai estar presente. A única pessoa que quero que esteja lá é você. —Edward beijou o alto da cabeça dela.

—      Como quando nos casamos em Las Vegas.

Inclinando-se para trás para poder ver o rosto dela, ele disse:

—      Só que vai ser diferente desta vez. Agora, quando fizermos nossos votos, vou saber que você me ama. Você vai saber que eu a amo. Casamento é isso, comemorar nosso amor um pelo outro.

Então a ruga na festa de Laurel desapareceu.
—      Não precisamos de mais ninguém presente. Para o mundo inteiro, já somos casados. Desta vez, é só para nós dois.

Edward assentiu.

—      Eu me sinto livre. Não preciso me preocupar com o que as pessoas pensam. — A boca de Isabella se curvou para cima. — Adorei o romantismo do nosso casamento em Vegas.

—      Então vamos nos casar no Grande Canal.

—      Vamos voltar a Las Vegas?

Edward abriu um sorriso arrogante.

—      Pensei que, desta vez, você fosse gostar mais do verdadeiro, um casamento em Veneza.

Ela se lançou nos braços dele novamente.

— Ah, Edward! — Então fungou e riu. — Vamos voltar aqui todo verão.

— Como você quiser. — Edward sorriu, pronto para concordar com qualquer coisa.

—      Estou falando sério.

—      Também estou. —O sorriso dele se alargou.

—      Você não parece muito sério.

—      Estou feliz.

Aquilo rendeu a ele outro beijo, mais apaixonado. E, durante alguns momentos, houve silêncio. Quando ele terminou, ela disse:

—      Quero nosso filho, nossos filhos...

Os olhos de Edward faiscaram.

—      Ótimo. Fico feliz por concordarmos. Não quero só um filho.

—      Sim! — Isabella soube o que o incomodava ele era filho único.

—      Quero que nosso filho tenha irmãos. E, todo verão, vamos voltar aqui, para a casa de praia. Meus irmãos, minhas irmãs, as esposas, os maridos e filhos deles também serão bem-vindos.

Como o pai dela soubera que seriam quando deixara Captain’s Watch para Isabella.

—      Isso vai manter você próxima da sua família. Mas você não vai se afastar deles para sempre. Podemos pegar um avião e vir visitá-los toda vez que você quiser. E você ainda tem o seu trabalho como relações-públicas.

Com aquilo, ela lançou os braços em tomo do pescoço dele. Esperara que Edward exigisse que ela largasse seu emprego. Isabella foi preenchida pelo alívio de não ter de travar aquela batalha.

—      Eu amo o que faço.
—      Sei disso. E, como minha esposa, você vai ter ainda mais oportunidades de conseguir contatos. Talvez, daqui a um tempo, seja bom você conversar com os seus irmãos sobre terceirizar as Relações Públicas. Assim, você poderia criar sua própria consultoria e ainda trabalhar para o Grupo Swean, mas também poderia ter outros clientes.

—      Não é uma má ideia.

—      Eu sei — disse ele, satisfeito consigo mesmo. — Sou simplesmente cheio de boas ideias.

Isabella enrugou o nariz para ele e riu.

—      Adoro quando você ri. Você não se contém. E fica mais linda do que nunca.

—      Como posso evitar? Você me deixa feliz.

O alívio o dominou. Ele não era como seu pai. Sua esposa não se tornaria uma triste sombra do que fora no passado. Ela o amava... ele  a amava.

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