É Com Muito Orgulho Que este Blogger Traz Para Vocês Mais Uma Das Fanfics Maravilhosas De Nossa Querida Paurla Halle
Autor(a):
PaulaHalle
Beta: Leh Cullen
Shipper: Edward & Bella
Gênero: Romance/ Hentai
Classificação: +18
Sinopse: Bella
adorava a rotina, a rotina era boa, fazer as mesmas coisas todos os dias, era
seguro, e tudo que Bella queria agora era segurança. Mas sua vida mudara para
sempre quando um homem misterioso entrar na sua vida e bagunçar não só sua
rotina, mas sua vida toda.
Notas
da Historia:
Obs. Twilight não me
pertence, mas se pertencesse, há as possibilidades hehe.
Obs. Fic 100% Beward.
Capítulo Único
O sino soou alto, mas o
ignorei, uma rápida olhada no relógio mostrou que tinha acabado de dar oito,
então com certeza era Srta. Hale, fugindo dos professores e coordenadores
chatos que testavam sua paciência, palavras dela não minha, isso que dava ser
diretora da Forks High School, com certeza sentaria e olharia o menu, enquanto
esperava eu levar sua xícara habitual de café, ou o treinador McCarty aparecer
para sua paquera habitual, o que viesse era bom, de novo, palavras dela não
minhas.
Sorrindo me voltei para
o chefe Swan.
- Mais café chefe?
- Sim querida. – enchi
sua xícara, ele agradeceu com um sorriso seu bigode espesso contraindo de forma
engraçada, mas eu não ousaria rir do bom chefe de policia da cidade, que embora
já na base dos quarenta ainda era um homem cheio de vitalidade e sempre fora
extremamente bom para mim.
- O que vai ser hoje
chefe? – seus olhos castanhos brilharam.
- O de sempre. – pesquei
meu bloquinho em meu avental, rabiscando rapidamente seu pedido, depois de um
ano a gente tende, a saber, de cor o pedido das pessoas.
- Não esqueça de mim
boneca. – ri para o bom doutor Cullen, assim como Charlie um frequentador
assíduo da lanchonete Newton.
- Nunca doutor, o mesmo
de sempre? – ele assentiu dando seu bonito sorriso, ao contrario do chefe,
Carlisle Cullen não tinha bigode, embora estivessem na mesma faixa de idade o
bom doutor estava envelhecendo bastante bem, seu cabelo loiro pálido e olhos
azuis eram sua marca, e pelo que se diziam todas as enfermeiras tinham uma quedinha
por ele, era fácil ver por que.
- E bacon
extra.
- Esme sabe disso? – ele
me olhou desolado.
- Não contará a ela, não
é boneca? – me curvei sobre o balcão dando um sorriso secreto.
- Se concertar meu
chuveiro será nosso segredo. – ele esticou a mão imediatamente.
- Feito. – ri apertando
sua mão, o chefe riu da nossa brincadeira, já que fazíamos isso todos os dias,
como se ele já não fosse fazer isso, já que eu morava em uma pequena cabana na
propriedade dos Cullen desde que me mudara para a úmida Forks. E como meu
senhorio, Carlisle vivia fazendo esses pequenos concertos para mim.
Anotei seu pedido com o
do chefe, deixei os dois conversando e passei para Mike através da sua pequena
janela por onde ele me entregava os pedidos, ele sorriu brilhantemente e forcei
um sorriso, nada contra o rapaz mega entusiasmado, o filho do Sr. Newton é até
bonito, mas um relacionamento com o filho do meu chefe é a ultima coisa que
queria, e loiro de olhos claros e cheiro de fritura não faz meu estilo
mesmo.
Sem esperar que Mike
fizesse conversa me apressei em ir levar o café da Srta. Hale, minha conversa
com o doutor e o chefe havia demorado e com certeza ela estava
impaciente.
Com uma xícara na mão e
a garrafa de café me apressei em direção à mesa habitual dela, mas parei
abruptamente ao ver um homem no lugar.
Agora preste atenção, eu
estou a Forks há um ano, um ano em que me acostumei às mesmas pessoas, as
mesmas conversas a fazer a mesma coisa todo dia, e embora muitas pessoas odeiem
a rotina diária, eu gosto dela, eu a amo na verdade.
Eu gosto de acordar,
vestir meu uniforme rosa horroroso, ir para a lanchonete, fugir das cantadas
bregas de Mike, falar com o chefe, o doutor e todos os outros bons habitantes
de Forks, eu gosto até dos meus dias de folga em que eu coloco os pés pra cima
e gasto o dia todo lendo livros que já li ou vendo filmes bobos na TV velha que
tenho na minha pequena casinha. Mas sempre que alguém novo aparece e ferra com
a minha rotina, o pânico vem. Eu sei por que vem, e mesmo odiando me sentir
assim não posso evitar.
Esse moço pode ser
alguém que está só de passagem pela cidade, ou um morador novo, mas o medo de
que ele está aqui por mim, por causa dele, sempre me apavora.
E mesmo tremendo de
medo, eu me forço a voltar a andar, eu sou diferente agora, meu cabelo é
diferente, olhos diferentes, eu sou uma pessoa diferente, se esse cara veio a
mando dele, ele não vai me reconhecer, eu acho, eu espero, eu...
- Algo errado? – ele
pergunta e percebo que estou parada na sua frente o olhando com cara de
boba.
- Ahhh... – olho para
minhas mãos bobamente e de volta para ele. – Café? – ele sorri, um sorriso
branco e bonito, e relaxo visivelmente.
- Claro, café parece
bom.
O sirvo rapidamente mais
calma por que ele parece ser um viajante comum e não um investigador ou
policial, ele toma um gole do café dando mais um sorriso e dessa vez reparo
nele. Ele é um homem bonito, com queixo quadrado forte e maçãs do rosto altas,
assim como um perfeito nariz, seus cabelos em um estranho penteado meio bagunçado,
mas que se encaixam perfeitamente a ele, assim como a cor é de um tom acastanho
avermelhado, cobre talvez, seus olhos de um verde escuro bonito, como as
arvores que estão por toda parte em Forks, ele parece ser bem alto, mesmo
estando sentado, não posso avaliar seu físico, pois ele usa um grande casaco de
viagem preto.
- Muito bom. Posso ter
mais? – ele pede estendendo a xícara e notei que o fiquei avaliando enquanto
ele bebia.
Merda!
Corando miseravelmente
lhe sirvo mais café, coloco a garrafa sobre a mesa pegando meu bloquinho e o
lápis.
- O senhor já decidiu o
que vai querer? – ele torce o nariz bonito. Realmente ele é muito bonito, chega
a ser desconcertante.
- Edward.
- Como? – ele ri.
- Meu nome é Edward. E o
seu? – corando novamente, aponto meu lápis para meu nome no
uniforme.
- Bella. - ele murmura e
o som do meu nome dito por seus lábios faz meu corpo se arrepiar. – É
bonito.
- Hmmm, obrigada, então
já escolheu?
- Ah claro, quer dizer
não, eu estou indeciso, o que você sugere, Bella? – pisquei, ele parecia
confuso.
- Hmmm, panquecas?
- São boas?
- São minhas favoritas,
mas claro há torta também, e rabanada, bacon e ovos, e...
- As panquecas então,
para começar.
- Ok, trarei em alguns
minutos. – ele sorriu novamente e agarrando a garrafa corri para longe dele,
entreguei o pedido a Mike, ao mesmo tempo que ele me entregava os pedidos
prontos do chefe e o doutor.
Agradeci brevemente e
entreguei os pedidos a eles, ambos me agradeceram e cavaram suas comidas com
urgência. Sorri inclinada sobre o balcão, enquanto esperava o pedido de Edward
ficar pronto.
- Inferno ele é bonito.
– me virei para Jessica que trabalha no turno da manhã comigo, ela encarava
Edward que parecia entretido com o que estivesse lá fora, pois ele olhava pela
janela com grande concentração.
- Sim ele é.
- Posso servi-lo? – a
olhei arqueando uma sobrancelha.
- E Mike? – ela
bufou.
- Enquanto ele não
percebe o que está perdendo, eu posso me divertir. – ri.
- Ok então.
- Pedido pronto. – Mike
chamou, Jessica se apressou em pegar o pedido, não sem antes erguer os peitos e
fazer seu caminho para Edward.
Ri novamente e quando o
sino tocou sorri ao ver Srta. Hale
acompanhada do treinador, eles estavam cheios de sorrisos hoje, imagino
por que ela chegou tarde.
Pegando minha garrafa de
café e duas xícaras fui servi-los.
[...]
- Eu acho que ele vai
explodir. – Jessica sussurrou.
- Ele deve ter viajado
vários dias acampando e só comendo comida enlatada, agora quer comida caseira.
– defendi o pobre rapaz.
Já estava perto da hora
do almoço, e ele estava na mesma mesa e comendo, ele havia começado com as
panquecas, e passara para torradas, ovos e bacon, torta, e continuara, o pobre
homem havia consumido quase tudo que havia no menu.
Quando ele estava na
metade, Mike cismou que ele não tinha dinheiro, por isso pedia tanta comida e
fugiria pela janela do banheiro, e me envergonho de dizer que Mike foi
confrontar o pobre rapaz, que sorridente lhe mostrou um bolo de notas de 100
dólares.
Edward tinha acabado de
comer sua rabanada, quando acenou para mim, Jessica depois de perceber que ele
não estava interessado em seus peitos, desistiu e me mandou voltar a
servi-lo.
- Mais alguma coisa
Edward? – perguntei ao chegar a sua mesa, ele sorriu.
- Não, eu acho que
finalmente estou cheio. – não pude evitar sorrir.
- Isso é bom, acho que
já comeu tudo que tinha no menu. – ele deu de ombros.
- Eu lhe disse que não
tinha certeza do que queria, então quis experimentar de tudo para decidir o que
gostava mais.
- E o que é? – não
resisti e perguntei.
- As panquecas. –
corei.
- Certo, posso pegar a
conta, ou vai querer algo mais?
- Pode trazer a conta. –
assenti indo fazer a conta.
Quando voltei ele me
pagou e ainda me deu uma das notas de 100 dólares como gorjeta. Claro que não
quis aceitar, mas ele insistira dizendo que eu merecia por tê-lo servido tão
bem.
O cara definitivamente
era estranho.
Com um aceno e agarrando
uma mochila surrada que manteve no banco ao seu lado, jogada nas costas agora
partiu.
Pelo jeito ele era só um
visitante ocasional.
O resto do dia passou
rapidamente, eu sai as três, trocando de turno com Alice, ela era uma moça
divertida, uma pouco elétrica demais para mim, mas uma boa amiga para as horas
que eu precisava de uma, gostaria de dizer que eu sou uma boa amiga para ela
também, mas duvidava disso.
Sai do restaurante indo
até os fundos e agarrando minha bicicleta, antes que eu montasse, Mike surgiu
com o rosto vermelho.
- Bella, achei que já
tinha ido.
- Hey Mike, tudo
bem?
- Sim, sim, eu corri, queria
falar com você.
- Certo, algo
errado?
- Não, tudo certo, eu
só... eu pensei... bem... – ele gaguejou nervosamente agarrei o guidão da
bicicleta com um pouco de força, algo me dizia que não ia gostar dessa
conversa.
- O que Mike? –
perguntei firmemente, ele respirou fundo antes de falar.
- Você quer sair
comigo?
- Sair? Como um
encontro?
- Sim, podemos ir a
Port. Angeles, tem uns restaurantes legais por lá, quem sabe pegar um cinema,
ou podemos... – agora ele não parava de falar.
- Eu agradeço Mike,
muito doce de você me convidar, mas eu não posso.
- Oh... eu...
- Eu sinto muito. –
murmurei apressadamente montando na bicicleta e pedalando para longe.
Assim que estava
distante do restaurante pedalei mais devagar, eu sabia que esse dia chegaria,
eu havia conseguido fugir das investidas e flertes de Mike por quase um ano,
não só das dele, mas de todos os homens que ousassem olhar para mim. A última
coisa que queria era um homem na minha vida, e quanto mais afastada deles pudesse
ficar melhor.
Afinal eu estava nessa
situação por causa de um homem.
Pedalei por quase uma
hora, mas finalmente cheguei, a pequena cabana escondida na floresta era
perfeita, na verdade ela ficava nos fundos da casa dos Cullen, eu até podia ver
a parede de trás da casa pela janela da cozinha, mas o doutor e sua esposa
percebiam que eu gostava da minha privacidade e não se intrometiam na minha
vida. Eles eram bons, e estavam sempre dispostos a ajudar, mas não forçavam,
era o que mais gostava neles.
Esme acabou se tornando
uma boa amiga, sempre que possível eu passava algumas horas com ela, a ajudando
no seu bonito jardim, ou só conversando, felizmente ela é uma faladora, e não
se incomoda com meu silêncio ou respostas escassas sobre minha vida antes de
Forks.
Encostei a bicicleta na
parede, destranquei a casa entrando e me acomodei no sofá colocando os pés para
cima, liguei a TV sorrindo para o desenho animado que passava e relaxei
retirando minhas sapatilhas a boa e velha rotina, não havia nada melhor que
isso.
[...]
- Olha quem voltou. –
sussurrou Jessica quando o sino soou, já era hora do almoço e sorri ao ver
Edward, não sei por que sorri, mas foi bom revê-lo, eu jurava que nunca mais
veria o cara.
Ele foi para a mesma
mesa do dia anterior, peguei minha garrafa de café e uma xícara.
- Bella. – falou
alegremente a me ver.
- Olá Edward,
café?
- Você lembrou-se do meu
nome. – falou sorridente e ri.
- Claro, é um bonito
nome. E você lembrou do meu. – ele deu de ombros.
- O seu está escrito,
então não é muito difícil. – apontou para meu crachá e ri.
- Verdade, então
café?
- Sim, por favor. Qual é
o especial de hoje? – murmurei o que tinha para o almoço e ele pediu um pouco
de tudo, sai para mostrar o pedido para Mike.
Ele evitou meus olhos e
pegou o pedido rapidamente, suspirei, ele havia agido assim a manhã toda. Servi
café para outros fregueses e anotei os pedidos, quando o de Edward estava
pronto levei.
- Aqui está.
- Obrigada, hmmm, pode
se sentar um minuto? – olhei de relance para o balcão que eu servia, mas
Jessica já os tinha servido e a lanchonete não estava muito cheia.
- Claro. – sentei a sua
frente sorrindo. – Algum motivo especial para me pedir para sentar, ou só
queria companhia?
- Companhia na verdade,
eu não gosto de comer sozinho.
- Quem gosta. – murmurei
levemente, ele assentiu.
- Sim, mas às vezes não
temos escolhas.
- Verdade, mas ser
sozinho não é tão ruim, às vezes somos melhores companhias para nós mesmos. –
ele riu.
- Eu acho, mas ter um
amigo ou alguém para conversar é bom.
- Isso é. Você não tem
amigos Edward?
- Muitos, mas aqui em
Forks nenhum. E você?
- Conhecidos na verdade,
gosto de um punhado de pessoas, mas amigos, amigos verdadeiros acho que
não.
- Por quê?
- Como?
- Bem, você mora aqui,
por que não tem amigos, ou um namorado?
- Quem disse que eu não
tenho um namorado?
- Você tem? O rapaz que cozinha?
- Mike? Não, por que
pensou nele? – ele deu de ombros enquanto brincava com seu hambúrguer.
- Ele olhava muito para
você ontem, parecia gostar de você.
- Ah, hmmm bem, ele é
legal, mas não o vejo romanticamente.
- Então outro?
- Outro?
- Namorado. – ri.
- Na verdade não namoro.
– falei com um sorriso o que o fez franzir o nariz, de um modo adorável.
- Mas você é uma jovem
saudável e bonita, devia namorar, noivar, casar e ter filhos. – meu sorriso
morreu.
- Eu não quero essas
coisas. – resmunguei.
- Não quer... mas...
mas...
- Eu preciso ir. – falei
já levantando e sumindo antes que ele continuasse.
Edward parecia ser um
grande defensor de namoros, famílias e filhos, mas todas essas coisas eram
impossíveis para mim. Passei sua mesa para Jessica e me encarreguei dos outros
fregueses, foi grosseria o afastar, mas eu estava cansada daquela
conversa.
Quando deu minha hora de
ir, Edward já havia ido, o que dei graças a Deus, me despedi de Jessica, Mike
me ignorou, e cansada demais pra isso, simplesmente sai indo pegar minha
bicicleta, mas ao chegar aos fundos parei abruptamente ao ver Edward encostado
na parede ao lado dela.
- Edward... hmmm o que
faz aqui?
- Bella, eu queria pedir
desculpas. – ele se apressou para mim parando na minha frente.
- Veio pedir
desculpas?
- Sim, eu fui um pouco
grosseiro lá dentro, nem todo mundo quer casar e ter família, é só que você é
linda, e merece uma família... eu... – sorri.
- Isso foi muito gentil
Edward, obrigada. E está desculpado.
- Realmente?
- Sim, tudo foi
esquecido.
- Obrigado, de verdade.
Eu posso acompanhá-la?
- Acompanhar para
onde?
- Para onde quer que
você vá.
- Vou para casa. –
murmurei debilmente e ele sorriu.
- Eu a acompanharei se
me permitir.
- Ok. – sussurrei e em
vez de subir da bicicleta a empurrei caminhando, Edward me seguiu com um
sorriso ficando ao meu lado, e dessa vez notei que ele estava sem o casaco de
viagem, usava calças jeans e uma camiseta preta colada ao seu peito, e sim ele
é bem construído, mas não musculoso, ele é perfeito.
Corei com meus pensamentos.
O que há de errado comigo?
- Eu posso? – ele pediu
apontando para a bicicleta e a entreguei, ele começou a empurrá-la ainda ao meu
lado.
Andamos por mais da
metade do caminho em silêncio, e devo confessar que gostei, estar ao redor dele
era tão... calmante, como se uma paz a muito perdida finalmente fosse
encontrada, essa sensação parecia exalar dele, me sentia gravitando em sua
direção, querendo estar mais e mais perto dele, mas me contive, antes que
fizesse papel de boba.
- Então há quanto tempo
está em Forks? – ele finalmente perguntou, me assustei um pouco depois de
ficarmos tanto tempo em silêncio.
- Forks? Cerca de um
ano.
- Você gosta
daqui?
- É bom e seguro, tudo o
que poderia querer. – ele sorri.
- Sim é, cidades
pequenas são sempre boas.
- Você é de onde? –
perguntei começando a ficar curiosa sobre ele. Edward havia chegado tão de
repente na cidade, vindo só Deus sabe de onde.
- De longe, mas estou
exatamente onde devo estar.
- Eu me sinto assim também,
como se meu lugar fosse aqui.
- Sim, é exatamente como
me sinto. – ele murmurou.
Depois disso a conversa
fluiu facilmente entre nós, Edward perguntou sobre mim, o que gostava de ler,
comer, beber, perguntas bobas, mas que gostei de responder e gostei de
perguntá-las a ele.
E fomos falando até
chegar a minha casa, eu pensei em convidá-lo para entrar, mas eu mal conhecia
esse cara, mesmo eu ainda tendo a sensação de paz em volta dele, eu não o
conhecia, e já não é bom que ele saiba onde eu moro, mas mesmo desconfiada eu
ainda não encontrava forças em mim para ter medo dele, desconfiança sim, mas
medo, nunca dele.
[...]
Depois daquele dia,
Edward passou a ir a lanchonete sempre perto da hora de eu ir pra casa, ele
chegava por volta das duas comia e me esperava sair, me acompanhava até em casa
e conversávamos o caminho todo, sobre nós, sobre a cidade, as pessoas, a
vida.
Ele acabou se tornando
um amigo, um amigo que eu queria beijar e muito, mas ao mesmo tempo em que ele
parecia perto, ele estava longe, às vezes eu jurava que havia algo em seus
olhos, algo que me dava coragem para tocá-lo, mas no momento seguinte isso
sumia, e ele me perguntava se algum cara não me interessava.
Cheguei a pensar que ele
é gay, mas já o peguei encarando meus peitos e bunda muitas vezes para
acreditar nisso, então o que o mantinha longe? O que o fazia ser tão
distante.
Já fazia duas semanas
que ele estava na cidade, embora conversamos muito, eu não sabia onde Edward
morava, eu supus que em uma pensão, já que Forks não tem hotel, então havia
coisas sobre ele que eu não sabia, ele trabalha? Onde ele mora? O que ele faz
em Forks?
Eu queria fazer essas
perguntas, mas não sabia como, não sabia como deixá-lo entrar na minha vida,
talvez ele percebesse que eu também me mantinha afastada, por isso ele não se
aproximava, por isso ele fica longe, ele tem segredos, mas eu também os tenho,
e não estava pronta para revelar os meus, e parecia que nem ele para revelar os
seus.
Naquela tarde enquanto
caminhávamos para minha casa, Edward estava particularmente animado, eu não
sabia o porquê, mas ao encarar seu bonito sorriso, eu sempre acabava sorrindo
também.
- Você realmente não vai
me contar?
- Não há nada para
contar. – riu.
- Sim há você não para
de sorrir. – bufei e ele riu mais.
- Eu só estou feliz, eu
pensei que teria que ir, mas posso ficar mais.
- Você tinha que
ir?
- Sim, mas não tenho
mais. – riu novamente e acabei rindo também, saber que ele quase partiu me
deixou ansiosa e nem sabia por que.
Mas era bom saber que
ele não tem mais que ir, seja lá para onde ele tinha que ir.
Chegamos a minha casa,
Edward encostou a bicicleta na parede como sempre, olhei para minha porta e de
volta para ele e de volta para a porta, era hoje, há alguns dias eu já havia
decidido que queria mais com Edward, e iria começar com o convidando a entrar
na minha casa, era um grande gesto de confiança, eu estava me abrindo para ele,
só um pouco, mas é um começo, não é?
- Você... – comecei me
virando para ele, mas me calei, ele estava muito próximo, me encarava com tanta
intensidade que meu coração disparou assim como minha respiração falhou.
- Bella... – murmurou
erguendo a mão, ela pairou sobre meu rosto, mas sem tocar, podia sentir o calor
da sua pele, e ansiei por seu toque, me inclinei para ele querendo sentir sua
pele contra a minha, mas ele deixou cair a mão.
- Edward?
- Eu devo ir. – falou
ofegante, torci o nariz.
Mas ele ia... ele ia...
não ia?
- Mas...
- Eu não devia, sinto
muito Bella. – murmurou se afastando, mas não deixei, agarrei um punhado da sua
camiseta com meu punho, ele me encarou e não esperei sua reação, fiquei nas
pontas dos pés e esmaguei meus lábios nos dele.
Edward ofegou e congelou
por um momento, esperei ele me empurrar, me xingar e dizer que eu era louca, ou
pior dizer que era gay, mas ele não fez nada disso, ele me agarrou me
empurrando contra a parede.
Gemi quando seu corpo se
esmagou contra o meu, assim como seus lábios apertaram contra os meus, larguei
sua camisa abraçando seus ombros, ele grunhiu pressionando mais contra mim,
tanto seu corpo quanto sua boca.
Ele parecia um pouco
desajeitado beijando, mas ignorei isso, empurrei minha língua em sua boca
e a movi a enroscando com a sua, ele pareceu ter entendido, pois me imitou me
beijando ferozmente.
Desci suas mãos por suas
costas, assim como as dele agarravam minha cintura, seu beijo era urgente,
tentando dominar minha boca e cada parte de mim, continuei descendo minhas mãos
e quando elas chegaram a sua bunda e a apertei, ele tem uma bunda muito boa, e
inclinei meu corpo me esfregando nele e sentindo sua ereção, Edward
congelou.
Afastei a boca da dele
ofegante, ele me encarou com olhos arregalados.
- Deus o que eu fiz? –
murmurou desesperadamente.
- Edward... – tentei
tocá-lo, mas ele se afastou de mim como se eu tivesse as pragas do Egito. – O
que há?
- Perdoe-me Bella, mas
não posso, eu... eu não posso. – sua voz parecia quebrada e desesperada, e
antes que eu falasse algo ele correu para longe.
- Que merda! – gemi
ainda não me refazendo da surpresa.
Estávamos quase e ai
nada?
Um pouco confusa entrei
em casa, fui tomar um banho frio, pois Edward me deixou em chamas, e como ele
fugiu sem apagar o incêndio, ia ser banho frio mesmo.
Tirei as roupas as
jogando no cesto de roupa suja, tomei meu banho frio, lavando rapidamente o
corpo, deixei o cabelo prezo em um coque bagunçado, ao acabar fui para o quarto
e peguei uma camiseta velha, vesti calcinha e meias e fui para o sofá, liguei a
TV e relaxei tentando prestar a atenção no que estava passando, mas não fui bem
sucedida, só conseguia pensar em Edward e no que acontecera.
- Isabella, Isabella. –
ofeguei ao som da sua voz.
- Jacob?
- Querida por que fugiu
de mim, sabe como isso me chateia. – olhei em volta freneticamente, onde ele
está?
- Jake, por favor...
- Tsci, tsci, tsci,
tsci, você terá que ser castigada amor, perder aquele bastardo não foi o
suficiente. – toquei minha barriga protetoramente, e solucei ao vê-la vazia,
vazia por culpa dele.
E vai estar vazia para
sempre por culpa dele.
- Não, você já me
castigou demais, me tirou tudo.
- Isabella, Isabella, eu
nem comecei o seu castigo amor.
- Jake me deixe em paz.
- Nunca Isabella, você
pertence a mim. – seu rosto finalmente apareceu, os olhos negros pareciam em
chamas e seu rosto outrora bonito agora era demoníaco, parecia em busca de
sangue, o meu.
Gritando e me debatendo
acordei olhando freneticamente em volta.
- Jake?
Fui recebida com o
silêncio e respirei fundo.
Foi um pesadelo, nada
mais que um pesadelo.
Saltei quando ouvi um
barulho do lado de fora. Tentei prestar atenção para ver se ouvia novamente,
parecia algum animal?
Era como se fosse um
ofegar e passos.
Engolindo em seco fui
até a porta e verifiquei se estava trancada, estava, graças a Deus, olhei pela
janela, mas era difícil ver no escuro, de repente todos os filmes de terror que
já vi na vida vieram à mente, eu vou ser morta por um psicopata, isso que da
querer morar no meio do mato.
Forcei a vista para
tentar ver melhor, talvez fosse um lobo, ou um urso, ou um... minha mente ficou
em branco ao ver a besta andando entre as arvores. Parecia um tipo de lobo, mas
era enorme, peludo, e tinha chifres, as presas enormes brilhavam na luz do
luar, e entrei em pânico quando vi a besta correndo em direção a casa e batendo
contra a porta.
Berrei me encolhendo
quando ela bateu de novo e a casa toda pareceu tremer.
- Ai meu Deus. –
guinchei começando a rezar em silêncio, que essas paredes sejam fortes e
mantenham a criatura longe.
Ela bateu novamente e
tremi, de repente ela parou e rosnou, um rosnado alto que fez minha espinha
gelar, tentei olhar o que atraiu a atenção da besta e ofeguei.
Edward?
Forcei as vistas e o
reconheci, ele caminhava decidido em direção ao monstro, ele moveu algo na mão
que pareceu brilhar na noite. Que merda era aquela? Uma espada?
Ele a ergueu e com
certeza agora dava para ver bem, é uma espada.
- Venha cão do inferno.
– gritou correndo em direção a besta que rosnou e correu em direção a
Edward.
- AI MEU DEUS! – gritei
tampando o rosto, pobrezinho do Edward, ouvi um uivo alto e mais rosnados,
tirei a mão dos olhos e Edward estava em pé com a espada tocando o chão e
molhada com algo negro.
A besta rosnava baixo
mostrando as presas. Edward voltou a erguer a espada e gritando correu em
direção à fera que pulou contra ele, arfei esperando ver o bicho pular em
Edward, mas ele saltou e a coisa mais inesperada aconteceu, enormes asas
brancas saíram das costas de Edward rasgando sua camiseta, ele levitou sobre o
animal que rosnou.
Ainda em choque vi o
bicho usar as arvores para saltar e tentar pular em Edward, ele chegou a
arranhar Edward, mas ele voou, sim voou, para o alto e erguendo a espada desceu
com rapidez a espada em punho e saltou sobre a besta.
Os dois caíram no chão,
ouvi o bicho rosnar, uivar e em seguida cair, Edward ficou de pé, e empurrando
a besta vi seu corpo rolar e notei a espada fincada em seu pelo.
Desesperadamente sai
para fora, bem a tempo de ver o corpo do bicho queimar e sumir diante dos meus
olhos, Edward caiu de joelhos no chão, as gigantes asas brancas ainda se
projetando das suas costas, parei quando cheguei perto.
- Edward? – ele ergueu o
rosto me encarando, parecia com dor. – Você... você está bem?
Ele olhou para mim por
um momento e em seguida para baixo, notei que segurava o lado do seu corpo,
havia sido onde o bicho o arranhara, me apressando ajoelhei ao seu lado o
tocando.
- Edward você precisa de
um médico?
- Não, curará em um
segundo.
- Tem certeza?
- Sim, eu estou bem, é
melhor você entrar.
- Não, você precisa de
mim, você... você é um anjo? – falei bobamente, por que tipo é meio obvio né,
ele engoliu em seco.
- Eu sou.
- Porra!
- Bella...
- O que era aquela
coisa? – perguntei antes que ele falasse, eu estava meio em choque com a
situação toda.
- Um cão do
inferno.
- Um cão do inferno?
Tipo do diabo? Tipo o dono dele é o diabo? Tipo do diabo do inferno?
Eu preciso parar de
falar tipo.
- Sim.
- Porra! O que ele está
fazendo fora do inferno? Ele não devia viver no inferno, já que ele é do diabo
do inferno?
- Ele foi mandado para
cá Bella.
- Por quê? O que ele
quer?
- Você. – minha mente
ficou em branco por um momento.
Sabe dava até pra ouvir
os grilos, cri, cri, cri...
- EU? – berrei quando
voltei a pensar, por que eu? O que eu fiz pro diabo?
- Bella... – ele esticou
a mão pra mim e fiquei de pé pulando para longe dele.
- O que eu fiz? – berrei
o olhando em desespero.
Ele olhou para os lados
como se esperasse algo aparecer, a minha curiosidade foi substituída pelo medo,
teria mais cães do inferno a espreita? Eles ainda me queriam?
- Edward... –
choraminguei, ele ficou de pé de um salto vindo até mim e me puxou para seus
braços, fiquei em choque por um momento, mas em seguida o estava abraçando, meu
rosto enterrado em seu peito.
Foi meio estranho por
causa das assas sabe, tipo eu posso tocá-las? Vou machucá-lo?
Um pouco hesitante
deixei minha mão esbarrar nelas, mas como ele não protestou, não devia
machucar, então devia estar tudo bem. Edward se moveu de repente me erguendo
nos braços, arfei agarrando seu pescoço enquanto fui sustentada por ele,
encarei seu rosto bonito, os olhos verdes estavam escuros e intensos.
Ele me levou para dentro
da casa, parando para confirmar se a porta estava bem trancada, em seguida
caminhou para o sofá me sentando confortavelmente e vindo para meu lado.
- Não precisa ter medo
Bella, eu a protegerei.
- Você?
- Por isso estou aqui. –
pisquei algumas vezes.
- Você é meu anjo da
guarda?
- Não exatamente, é mais
como um freelance. – ri um pouquinho.
- O que isso quer dizer
exatamente?
- Que no momento sou
todo seu. – meus olhos se arregalaram.
Todo meu? Ele sabe que
dizer essas coisas a uma mulher necessitada não é uma boa ideia? Ainda mais uma
que tem uma quedinha por ele.
- Hein? – grunhi, ele
sorriu erguendo a mão, passando os dedos por minha bochecha.
- Nunca mais deixarei
ninguém te machucar.
- Ninguém... – falei
bobamente e ele assentiu.
- Ele não chegará perto
de você Bella.
- O diabo?
- Ele também.
- De quem você está
falando?
- Jacob. – resmungou
como se o nome fosse repulsivo, o que era.
- Como sabe dele?
- Eu sei tudo sobre você
Bella, eu queria ter estado com você quando precisou, mas não pude, ele me
disse que você devia lutar suas próprias batalhas.
- Ele?
- Deus.
- Você conhece
Deus?
- Anjo. – apontou para
as assas e ri.
Aé, anjo.
Deus, está noite estava
interminável. Merda eu disse o nome de Deus em vão, será que ele vai ficar
chateado? Espera ele não pode ler minha mente, ou pode?
- O que se passa nessa
sua cabecinha?
Ele não pode, obrigada
Deus.
- Muitas coisas. Jacob,
anjo, diabo, eu nem sei por onde começar.
- Imagino que tenha
perguntas, eu as responderei para você.
- Realmente?
- É claro, anjos não
podem mentir.
- Hmmm, certo, eu... –
por onde começar.
Jacob? Mas o que havia
para falar dele, meu maior erro, a velha historia da menina órfã que não tem
ninguém ai aparece aquele cara perfeito “tudo fingimento”, te faz cair aos pés
dele, e quando ta casada com ele, descobre o monstro que ele é, mas ai já é
tarde, você está grávida e é espancada até perder o bebê.
Toquei meu estomago vazio
por reflexo, a mão de Edward cobriu a minha.
- Você terá outros. –
neguei.
- O medico disse que
não, ele me machucou muito. – houve algo nos olhos de Edward.
- Mas...
- O que?
- Nada, você não tinha
perguntas.
- O que está me
escondendo?
- Eu não sei como dizer
Bella.
- Disse que não mentiria
para mim.
- E não vou, mas falar
sem explicar desde o começo, é difícil.
- Então me conte do
começo. – ele respirou fundo.
- Está bem, mas não se
assuste como o que vou dizer ok?
- Ok. – falei lentamente,
o que ele poderia dizer que me assustasse? Respirando fundo ele começou.
- Existe uma guerra
entre o céu e o inferno, sabe a velha luta do bem contra o mal, mas
recentemente há um boato de que a um meio do céu vencer de vez a luta, pois uma
mulher dará a luz a uma criança, e essa criança se escolher o lado certo
conseguirá por um fim a tudo.
- Ow, e quem é essa
mulher?
- Você Bella. – olhei
para ele bobamente por alguns segundos, em seguida comecei a rir.
- Edward não seja
absurdo.
- Não sou, é você.
- Não pode ser, eu... eu
não posso ter filhos.
- Eu não entendo essa
parte Bella, mas Deus acredita que essa mulher é você.
- Então ele se
enganou.
- Ele nunca se
engana.
- Mas... mas... eu nem
tenho namorado. Ou ele vai fazer como a virgem Maria e me colocar um
filho?
- Não, você terá o filho
pelos meios normais. – murmurou parecendo um pouco desgostoso.
- Meios normais?
- Sim, sabe fazendo
sexo. – ri novamente.
- Com quem?
- Bem, não sei, embora
sabemos que você é a mãe, ninguém sabe quem é o pai.
- Mas eu nem estou
namorando.
- Sim, eu sei. –
esfregou o rosto em frustração. – Por quê?
- Por que o que?
- Por que não está
namorando, você é linda e maravilhosa, por que está sozinha Bella.
- Oras, por que sim, eu
não posso me colocar lá de novo Edward, o que ele fez comigo... é difícil
confiar em homens.
- Mas você confiou em
mim.
- Bem, você é
diferente.
- Por que sou
anjo?
- Não, eu nem sabia que
você era um anjo até a poucos minutos.
- Então sou diferente
como? – ele torceu o nariz adoravelmente
Anjos não mentem, e são
lerdos também.
- Você é, eu só sei que
sinto... sinto algo por você. – Edward se levantou de um pulo se afastando de
mim.
- Não, não
podemos.
- Por quê?
- Você precisa encontrar
alguém como você e ter a criança... – murmurou debilmente.
- Eu não quero ficar com
alguém como eu, quero você.
- Bella, não... – me
levantei, indo até ele.
- Você não me quer? –
seus olhos se arregalaram, ele deu alguns passos para trás, notei que suas
assas estavam fechadas meio escondidas nas costas.
- Hmmm, eu? – aé ele não
pode mentir.
- Sim, você Edward, você
não quer me beijar?
- Beijar. – murmurou
roucamente, talvez pensando no nosso beijo de mais cedo, me aproximei mais o
encurralando contra a parede.
- Beijar, como me beijou
mais cedo.
- Foi errado.
- Mas foi bom.
- Foi. – sussurrou, suas
costas bateram na parede e me colei a ele colocando as mãos em seu peito
nu.
- Foi tão bom, que quero
novamente.
- Bella... – começou,
mas não o deixei terminar, esmaguei meus lábios nos dele.
Esperava que ele fosse
me empurrar, e começar com a ladainha de o porquê é errado, mas em frações de
segundos era eu que estava contra a parede e o corpo de Edward esmagado contra
o meu, assim como seus lábios tocavam os meus freneticamente.
Gemi agarrando seus
cabelos, empurrando minha língua em sua boca, ele gemeu de volta abraçando meu
corpo com força, querendo sentir mais dele pulei nele o abraçando com as
pernas, e acabei de lembrar que eu estava só de camiseta e calcinha, e percebi
isso, por que pude sentir seu membro pulsando diretamente entre minhas
pernas.
- Você tem pau. – grunhi
afastando a boca da dele, seus olhos se arregalaram, enquanto me encarava
ofegante.
- O que?
- Eu pensei que anjos
não tivessem sexo.
- Nós temos. – murmurou
e sorri.
- Graças a Deus. – ele
arregalou os olhos, mas nem esperei ele falar nada, tomei sua boca em outro
beijo urgente, Edward gemeu apertando seu corpo mais contra o meu.
Suas mãos entraram por
minha camiseta, me fazendo arfar conforme seus dedos deslizavam por minha pele,
pararam ao chegar aos meus seios, afastei a boca da dele, olhando para seu
rosto, ele parecia em conflito por um momento.
Peguei seu rosto entre
minhas mãos, quando ele me encarou, afaguei sua bochecha e me inclinei beijando
seus olhos e seus lábios.
- Por favor. – pedi
roucamente.
Ele gemeu e pareceu
decido, pois suas mãos chegaram aos meus seios e ele os apertou, ofeguei
agarrando seus ombros. Isso é bom, Edward parecia um pouco tímido no começo,
tocando e amassando meus seios em suas mãos grandes, e porra isso é bom, mas
não demorou muito para ele estar brincando com meus mamilos, me deixando
louca.
- Edward... – arfei, ele
parou de me tocar me encarando.
- O que?
- Tira a minha
camiseta.
- Bella...
- Quero ver você me
tocando.
- Ok. – ele me ajudou a
desgrudar dele, e com gentileza tirou minha camiseta, eu já aproveitei e tirei
minha calcinha como um foguete, quando ele jogou a camiseta longe e me notou
completamente nua, exceto pelas meias, arregalou os olhos.
- Bella?
- Sua vez. – ele demorou
um segundo para entender o que disse, mas sua confusão passou quando me
ajoelhei na sua frente já tirando suas calças, ambos engasgamos quando seu
pênis saltou fora das calças, duro e pulsando.
Toquei seu pau, apreciando
o calor da pele macia, seu bonito pau tremeu contra minha mão, longo e grosso
com a cabeça de cogumelo, havia uma pequena gota de pré-gozo na ponta, me
inclinando a lambi provando seu sabor e dando uma chupadinha na cabecinha.
Edward grunhiu, e com a cabeça do seu pau ainda entre os lábios olhei para
cima, ele me encarava com a boca aberta.
Sorrindo para mim mesma,
o levei mais na boca provando seu gosto, ele estava tão quente e vibrava em
meus lábios, tão bom, o tirei da boca passando a língua pelo cumprimento até
chegar às bolas e as chupei, Edward engasgou se afastando.
- O que?
- É muito. – gaguejou,
sorrindo fiquei de pé e peguei sua mão, ele se livrou das calças amontoadas aos
seus pés.
- É para ser. – comecei
a levá-lo para meu quarto.
- Tem certeza? – ao
chegarmos, subi na cama o puxando para cima de mim, suas assas estava um pouco
abertas agora e caralho é uma visão bonita ele completamente nu com as assas
sobre mim.
- Sim... – de repente
algo me ocorreu. – Você já fez isso antes? – ele negou apressadamente e
sorri.
- Está tudo bem.
- Está? – sorrindo o
puxei para que ele se deitasse sobre mim, seu pau ficando entre minhas
coxas.
- Sim, eu lhe mostrarei.
– ele assentiu ansiosamente, o puxei para um beijo urgente, sua boca se moldou
a minha, sugando meus lábios, assim como eu chupava os dele.
Peguei sua mão que
estava ao lado do meu quadril, e pegando seu dedo o coloquei entre minhas
pernas, diretamente em minha boceta, Edward afastou os lábios dos meus com os
olhos arregalados.
- Para entrar em mim,
você precisa confirmar que eu estou molhada. – disse empurrando seu dedo em
minha umidade, ele ficou ao meu lado na cama para ver.
Ele arfou.
- Você está.
- Sim, chupar seu pau me
deixou molhada.
- Porra. – ri.
- Anjos praguejam?
- As vezes. – sussurrou
fechando os olhos, conforme empurrava seu dedo mais fundo, minha boceta se
contraiu em volta do seu dedo.
Porra isso é muito
bom.
- Você... você também
deve tocar meu clitóris. – tirei seu dedo molhado de mim e o levei ao meu
pontinho feliz, ele o tocou e o ensinei a esfregar e rodear, meu corpo sacudiu
com o prazer.
- Está duro. – murmurou
e assenti.
- Por que estou
excitada.
Ele assentiu esfregando
meu clitóris algumas vezes e depois voltando a empurrar os dedos em mim, eu já
estava quase gozando com seus toques, ergui minhas mãos aos meus seios e
belisquei os mamilos.
Porra tão perto.
- Posso colocar mais de
um dedo em sua boceta? – ele pediu com a voz rouca e gemi.
- Sim... – olhei seu
rosto e sorri ao ver seu sorriso enquanto empurrava dois dedos em mim, meu
corpo se arqueou na cama. – Edward... – gemi quase vindo.
- Você se sente tão bem
nos meus dedos. – murmurou e assenti.
- Sim, vai ver quando
estiver com seu pau, vai ser melhor. – arfei quase gozando quando ele curvou
seu dedo dentro de mim.
- Posso colocar
agora?
- Deus sim. – arfei, ele
gemeu.
- Bella, não diga o nome
de Deus em vão.
- Ok, vou tentar. Mas me
foda Edward, por favor... – ele assentiu tirando os dedos e ficando sobre mim,
o ajudei a levar seu pau a minha entrada.
Ambos gritamos quando
ele começou a entrar em mim, seu pau ia preenchendo, alargando minha boceta de
forma tão, Jesus, tão boa, nunca havia me sentido tão cheia.
Seu membro esfregava
minhas paredes acordando cada terminação nervosa possível, belisquei meus seios
com força quando ele se alojou em mim.
- Bella... – ele
engasgou, o olhei e seus olhos estavam fechados com força.
- Edward me olhe. – ele
obedeceu e peguei seu rosto entre as mãos. – Se mova, me faça gozar.
- Eu não sei
como.
- Me beijo, me toque, me
foda. – ele engoliu em seco, mas obedeceu, saiu de mim voltando em seguida,
arfei agarrando seus ombros.
- Assim?
- Sim... – grunhi
pegando seu rosto novamente e o beijando, ele gemeu em minha boca me beijando
de volta, suas investidas eram lentas e tortuosas, tão boas.
Muito, muito boas,
coloquei minhas pernas em volta do seu quadril o puxando mais para mim, Edward
afastou a boca da minha gemendo alto ao se enterrar tão profundamente em
mim.
- Bella. – chamou
abaixando seus lábios para meu pescoço, sua língua traçou minha pele, dando
lambidas que pareciam como fogo.
- Isso... – pedi
agarrando sua cabeça e a guiando para meu peito, ele ficou parado por um
momento, ia pedir para ele me lamber, mas nem foi preciso, sua língua saiu pra
fora cutucando meu mamilo.
Minha boceta se contraiu
com força com a visão.
- Posso chupá-los? –
pediu e assenti freneticamente, ele sorriu timidamente fechando os lábios em
torno de um mamilo, arfei quando ele chupou forte, o prazer indo direto para
meu clitóris, me fez ter meu primeiro orgasmo.
Edward grunhiu com
certeza ao sentir o aperto de morte da minha boceta em seu pau. Ele fechou os
olhos por um momento deitando a cabeça em meu peito, meu corpo tremia de
prazer, mas eu queria mais, ele respirou fundo antes de passar para o outro
seio chupando o mamilo e voltando a entrar em mim.
Seus lábios começaram a
ficar urgente em meus seios, assim como seu pau, eu agora entrava rápido e
forte em mim, podia senti-lo ficando mais duro e grosso dentro de mim,
queimando cada vez que saia e me fazendo explodir quando entrava
novamente.
- Bella, Bella... – ele
gemeu mordiscando um mamilo, minha boceta já se contraia próximo de um novo
orgasmo, mas dessa vez podia sentir que ele viria comigo.
- Sim Edward... não
pare... – gemi alto agarrando seus ombros, ele empurrava seu pau em mim
freneticamente, me fodendo com força.
Seus lábios largaram
meus seios e o olhei, gemi com a visão do seu prazer, suas assas abertas, os
olhos fechados e os lábios entreabertos, o primeiro jato do seu sêmen entrou em
mim, me fazendo vir com ele. Meu corpo tremeu sob o dele e fechei meus olhos
perdida no prazer.
Minha boceta
convulsionou e apertou, ordenhando seu pau, engolindo seus jatos de porra, ele
gritou ainda entrando e saindo de mim sem parar, meu corpo levantou da cama e
parecia que ia explodir, todo meu corpo vibrava.
Quando a ultima gota
dele me preencheu, seu corpo caiu molemente sobre o meu, sua cabeça descansando
entre meus seios, sentindo meu próprio orgasmo terminando abracei sua cabeça,
dando beijos ocasionais em seu cabelo.
Ele me apertou com força
em seus braços, sussurrando algo baixinho, queria perguntar o que era, mas não
quis estragar o momento, aqui com ele, pela primeira vez eu sentia algo que
nunca senti antes com nenhum homem.
Eu pensei uma vez que
amava Jacob, mas eu sabia agora que eu nunca o amei, eu gostei dele, ele fingiu
ser um amigo quando eu precisava de um, tudo mentira claro, mas os sentimentos
que tinha por Jacob era tudo que eu conhecia.
Mas agora com Edward, eu
podia ver que o que eu sentia por Jacob era nada comparado pelo que eu sentia
por esse anjo. Esse homem bonito que estava aqui para me proteger, e eu
esperava que para me amar.
Por que contra todas as
convenções eu o amava.
Era recente, eu mal o
conhecia, mas eu sei que é amor. Eu só sei.
Beijei seus cabelos mais
uma vez, fazendo uma prece a Deus, pedindo, por favor, que ele deixasse Edward
me amar assim como eu o amava.
Com esses pensamentos eu
adormeci, embalada pelo meu anjo.
[...]
Abri os olhos de repente
com o barulho ofensivo, o que é isso? Telefone?
Tentei me sentar, mas
algo me segurava, olhei para cima e sorri, Edward estava grudado em mim como se
eu fosse desaparecer, o telefone parou de tocar e suspirei, bem seja quem for
vai ligar novamente se for importante.
Me concentrei em Edward
que ronronava ao meu lado, toquei seu cabelo bonito o tirando do seu rosto, ele
fica tão bonito dormindo, tão em paz, realmente parece um anjo... franzi as
sobrancelhas, suas costas estavam nuas agora, as toquei como se as assas
estivesse invisíveis, mas elas não estavam aqui na verdade.
Será que sonhei tudo
aquilo? Não minha imaginação não é tão boa. Talvez as assas saem, sabe como se
fosse um casaco, olhei pelo chão como se esperasse que elas estivesse jogadas
ao lado da cama, ou sobre uma cadeira, onde poderiam estar.
- O que está
procurando?
- Suas assas. – Edward
riu e notei que falei sem nem perceber, meu rosto ficou vermelho o que o fez
sorrir mais ainda erguendo a mão até meu rosto, seus dedos tocando minha
bochecha, subindo para minhas sobrancelhas.
- As assas somem se eu
quiser.
- Atah, eu achei que
elas saíssem, ou que tinha imaginado tudo.
- Não, foi tudo bem
real. – assenti.
- Foi. O que faremos
agora? – ele se sentou me encarando com o cenho franzido.
- Agora?
- É, tipo você vai ter
que dizer para, hmmm Deus, que eu não sou a mulher que vai ter o bebê, e ai
você vai ter que ir?
- Mas você é ela.
- Não sou Edward, eu não
posso ter um bebê. – ele sorriu colocando a mão sobre minha barriga nua.
- Mas você já tem.
- Hmmm o que? – seu
sorriso ficou maior.
- Meu bebê. – meus olhos
deviam estar saltando do meu rosto, me sentei tocando meu estomago.
- Realmente?
- Sim, ontem nós nos
amamos Bella, e Deus nos concedeu um bebê. – senti lagrimas deslizando por
minha bochecha, ele franziu o cenho se aproximando e as secando com os
polegares.
- Não quer ter um filho
meu?
Merda! Ele acha...
- Claro que quero, eu
só... eu pensei... eu não podia... e agora... – balbuciei incoerentemente,
Edward sorriu me puxando para seu colo e o abracei apertado.
- Eu sei amor, mas agora
você pode, e teremos muitos outros.
- Mas você é um anjo. –
ele se afastou me olhando divertido.
- E?
- E anjos tem
famílias?
- Esse tem. – ri
bobamente o abraçando.
- Oh Edward, eu nunca
pensei que pudesse ser tão feliz, eu queria tanto um bebê, eu chorei tanto pela
perda do outro, e agora vamos ter um, e vamos ficar juntos não é? Por que não
posso fazer isso sozinha, eu preciso de você comigo, mas você vai ficar comigo
já que é meu anjo da guarda e pai do meu filho né, e vai ser meu marido, por
que ter um bebê sem se casar não pode ser bom, anjos casam? Tem que pedir uma
permissão especial, acha que Deus vai dar? Acha... – estava balbuciando
incoerentemente e acho que Edward não entendeu nem metade do que disse, pois
riu me afastando para me olhar.
- Bella calma, calma,
uma coisa de cada vez.
- Certo, certo, eu
esqueci tudo que eu falei. – eu estava meio em êxtase, ele riu mais pegando
minhas mãos e as beijou.
- Tudo vai se encaixar
Bella.
- Tudo?
- Tudo, quando for à
hora. Mas agora nos temos que tomar cuidado. – toquei minha barriga
protetoramente.
- Cuidado?
- Bem, aquele cão foi só
uma amostra do que está por vir, antes não tínhamos certeza se você era a mãe,
mas agora... – ele colocou sua mão por cima da minha.
- Agora temos, Edward. –
o olhei em pânico e ele me encarou seriamente, havia tanta determinação em seus
olhos que ofeguei.
- Eu a protegerei com a
minha vida Bella. – assenti ainda assustada, ele pegou meu rosto me fazendo
encará-lo. – Eu a amo Bella, e protegerei você e nosso bebê.
- Ama? – engasguei, ele
ainda tinha o olhar determinado, mas havia um brilho ali, assim como um sorriso
em seus lábios.
- Amo, a amo desde o
momento em que a vi, e ontem, ontem quando estivemos unidos eu percebi que
nunca mais posso deixá-la. – funguei sentindo uma lagrima deslizar pela minha
bochecha e a sequei rapidamente.
- Isso é bom, por que te
amo também. – ele sorriu mais encostando a testa na minha.
- Minha Bella. –
sussurrou docemente e me derreti nele.
- Meu Edward. – ele
sorriu abrindo os olhos, meu coração disparou parecendo que ia sair do peito de
tanta alegria.
Ele me ama, e nunca vai
me deixar, nem a mim e a nosso filho.
Um filho, um filho que
pelo jeito teria uma grande missão, missão essa que eu e Edward nos
asseguraríamos que ele cumpriria, e estaremos ao lado dele quando fosse à
hora.
Mas por agora, eu só
quero amar meu Edward.
Meu anjo.
Fim
Post: RobcecadasHistFic

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