17.5.14

Adaptação: A Esposa Virgem - Capítulo Dezoito


A Esposa Virgem

Obs: Aviso legal
       Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora:

Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Deboha Simons A Esposa Virgem Título Original: Maiden Bride (1996) que dá titulo a fanfic de mesmo nome.
Capítulo Dezoito
“As Intenções de Laurent”


Eu não acredito
Você é um em um milhão


Todo esse tempo eu estava procurando o amor
Tentando fazer as coisas funcionar, que não estavam bom o suficiente
Até eu achar que tinha passado, disse 'estou conformada'
Então caí nos braços do único


Com a presença de Laurent em Cullen, Isabella não conseguia relaxar. Freqüentemente, apanhava-se desejando que o irmão fosse embora. Temia pela paz relativa experimentada antes da chegada dele. Ao sentir-se egoísta, pensava também na segurança de Laurent, pois o marido parecia prestes a explodir.

Edward não estava satisfeito com a presença do hóspede. Era civil, mas seco. Intimamente, fervia de raiva, Isabella podia perceber. Os olhos cinzentos faiscavam de ódio ao fitar Laurent. Este tinha ressuscitado, em Edward, a vontade de se vingar do inimigo. Apesar de o marido, não ter feito nada para prejudicar seu irmão, Isabella sentia-se nervosa e amedrontada.

Contra a vontade, via-se entre os dois. Edward não a tinha proibido de encontrar-se a sós com Laurent, mas constituía uma presença sombria sempre que os dois estavam juntos. Com certeza, o marido não confiava nela. E por que o faria? Ela também não se fiava muito nele, especialmente em relação ao destino do irmão.

Isabella abafou um suspiro. Embora a união de ambos fosse marcada por suspeitas e discórdias, eles tinham conseguido uma estabilidade razoável. Esse contratempo, entretanto, provocava uma grande frustração. À noite, amavam-se com emoção irrestrita, mas durante o dia, a tensão tornava-se palpável. Especialmente quando, como nesse dia, viam-se trancados em casa por causa do mau tempo.

O silêncio constrangedor começava a irritar Isabella. Laurent era atencioso, mas reservado. Meio hesitante, havia contado como fora investido cavaleiro pelo barão de Uiley, mas pouco tinha falado sobre a vida anterior. Quando Isabella mencionara os pais, o irmão não tinha escondido o desgosto. Então, ela resolvera não tocar mais no assunto.

Como Edward raramente falava, cabia a ela quebrar o silêncio. Contudo, depois de uma semana e de já ter contado tudo sobre Cullen e sobre sua vida no convento, não encontrava mais o que dizer.

Assim sendo, apenas se ouvia o crepitar do fogo na lareira até Laurent falar, surpreendendo Isabella.

— A chuva parou — disse ele, parado diante da janela.

— É mesmo? — Isabella exclamou, tentando mostrar-se interessada.

— Não quer ir dar um passeio a cavalo, mana? A terra não deve estar muito barrenta.

Ela animou-se com a perspectiva de escapar do ambiente pesado do castelo. Mas antes de responder, Edward o fez.

— Está muito frio e úmido para Isabella sair — disse ele com um olhar feroz para o hóspede.

Laurent ignorou não só isso como também o tom ríspido.

— E quanto a você, Edward, não quer me acompanhar?

— Você já viu o suficiente de minha propriedade.

— Nesse caso, vamos mais além dela. Gostaria de ver a de meu tio — confessou Laurent.

Apreensiva, Isabella olhou para o marido. Alerta, ele perguntou:

— Por quê?

— Por que não? O certo seria a propriedade vir para minhas mãos — afirmou Laurent em tom calmo.

— Não. Ela é minha — resmungou Edward.

— Compreendo por que ela passou para Isabella e, através do casamento, para você. Afinal não havia um herdeiro homem. Mas agora que eu voltei...

O irmão não terminou e a aflição de Isabella cresceu.

— Aquelas terras são minhas — declarou Edward com expressão sombria.

Isabella reconheceu o homem frio e cruel que a tinha' ido buscar no convento. Tentou advertir Laurent com um olhar, mas ele tinha voltado para a janela e mantinha-se de costas.

— Não entendo por que você se interpõe em meu caminho se adquiriu Cullen da mesma maneira — argumentou o hóspede.

— Isso foi diferente — Isabella apressou-se em dizer. — Emmett não reivindicou esta propriedade, mas devolveu-a aos Cullen. A de nosso tio já estava em disputa antes da morte dele, que atacou Cullen e foi derrotado.

Embora ela tentasse demonstrar a tolice e o perigo dessa insistência, Laurent manteve-se impassível.

— Não vejo como isso me afeta — disse ele. Isabella imaginou se o irmão era débil mental ou se tentava angariar a simpatia de Edward. Um único olhar para o marido mostrou-lhe a inutilidade do esforço. Ele parecia pronto a atirar-se, com prazer, sobre Laurent. Horrorizada, viu-o pular em pé.

— É por isso que está aqui, sobrinho de Swan? Você não veio para ver Isabella e sim para farejar a propriedade de seu tio. Passou todos esses anos longe, sem se importar com o bem estar de sua irmã, mas ao ouvir falar numa possível herança, apareceu depressa.

— Edward — começou Isabella, mas ele a interrompeu.

— Só um desgraçado insensível deixaria a irmã se casar com um tipo como eu!

— Não diga! Trata-se de uma acusação estranha vinda de você, não concorda? Eu tinha uma boa razão para ficar longe. Você pode dizer o mesmo? O que o manteve afastado de Cullen enquanto sua irmã era atirada para o Cavaleiro Vermelho, homem de reputação terrível?

Soltando uma exclamação de susto, Isabella levantou-se como se pudesse apagar as palavras do irmão. Tarde demais. Como um carvalho atingido bem no cerne, Edward vacilou e empalideceu. Por um momento, era o homem que ela conhecia na cama, humano e vulnerável. Mas recuperou-se depressa. Levando a mão à adaga na cintura, aproximou-se de Laurent.

— Chega! A única herança que o aguarda aqui é minha vingança. O certo seria você morrer pelos crimes de seu tio, mas eu poupei sua vida em consideração a Isabella. Não provoque minha paciência. Aro me deu aquelas terras e elas permanecerão minhas. Se você as reivindicar, estará se declarando meu inimigo. Como será? — indagou, aproximando-se mais deLaurent.

Antes de o irmão poder responder, Isabella deu uns passos para a frente a fim de interpor-se entre ele e o marido. Mas a respiração tornou-se difícil e ela cambaleou. Ouvindo o ruído de seu esforço para inalar o ar, Edward virou-se depressa. No instante seguinte, estava a seu lado e a fazia sentar-se. A expressão de fúria desapareceu do rosto dele.

— Respire, Isabella! Faça um esforço.

O marido tinha um ar tão angustiado que seu coração confrangeu-se. Sob os cuidados dele, começou a relaxar. Edward a massageou nas faces, ao longo dos braços e dos dedos.

— Acalme-se. Está tudo bem. Não há nada errado — murmurou ele.

Naturalmente, mentia, porém a voz suave do marido a ajudou a vencer o pânico e a respirar melhor. Mais tranqüila, recostou-se na cadeira.

— Muito bem, relaxe.

— O que aconteceu? Ela costuma ter essas crises? — perguntou Laurent.


Isabella abafou uma exclamação, pois tinha esquecido a presença do irmão. Todavia, viu Edward semicerrar os olhos e virar-se para ele.


— Como, sendo seu irmão, desconhece o mal que a aflige? — indagou numa voz enganadoramente suave.


Como sempre, Laurent não se ofendeu.


— Talvez você tenha vindo a sofrer disso mais tarde na vida, não é Isabella?


Ela não podia se lembrar.


— Talvez — respondeu, grata pela paz frágil que reinava no ambiente.


Pela primeira vez, alegrava-se com uma crise de falta de ar, pois, quem sabe, ela havia salvado a vida do irmão.

Laurent mostrava-se preocupado, mas com ela e não com a própria existência ameaçada. Como podia sertão calmo, tão indiferente ao perigo representado por Edward?

— Está bem agora? Vou chamar Esme. Ela saberá o que fazer — disse ele com ar solícito.

Embora o marido fosse à única pessoa capaz de ajudá-la, Isabella não protestou. Sem o irmão, o ambiente ficaria menos tenso.

Quando Esme entrou, apressada, Edward dirigiu-se à porta.

— Você vai atrás dele? — indagou Isabella.

— Não. Mas ele tem de se decidir. Quero a resposta logo. Isabella sacudiu a cabeça. Naturalmente, depois do ocorrido há pouco, Laurent se daria conta da tolice de querer se apossar das terras do tio. Se pudesse conversar com ele a sós, talvez o convencesse. Mas como e onde fazer isso? De repente, sentiu-se tão acabrunhada e exausta que, quando Edward saiu e Esme aconselhou-a a ir para o quarto e repousar, ela não protestou.

Para Isabella, ela havia fechado os olhos apenas por uns momentos, porém ao abri-los, viu o sol da tarde filtrando-se pelas janelas. Sentada ao lado da cama, Esme sorriu-lhe e disse:

— Parabéns, minha senhora.

Apesar de acostumada às excentricidades da criada, Isabella não entendeu.

— Por quê?

— A senhora dormiu durante o dia.

— De fato. Mas que importância tem isso?

Esme continuou a sorrir e inclinou-se para a frente a fim de falar de perto e mais baixo.

— E a senhora não ficou menstruada.

Diante da franqueza da criada, Isabella enrubesceu. Como Esme sabia que sua menstruação estava atrasada?

— Você anda prestando atenção nisso? — indagou.

— Claro! A senhora não?

Isabella não respondeu logo. Deveria se manter mais atenta, pois desejava muito ter um filho, mas nunca pensara em contar os dias. Além do mais, com a chegada do irmão, sua atenção andava dividida. Levantou a cabeça e disse:
— Na verdade, nem dei por falta da menstruação. Você acha mesmo possível eu estar grávida?

— Sem dúvida, minha senhora.

Maravilhada, Isabella observou o próprio corpo. Estaria, de fato, carregando o herdeiro de Edward? Sentiu os olhos úmidos ao pensar no quanto essa criança poderia vir a significar. Ela representava não só o futuro de Cullen como também suas esperanças de ser mãe.

Em silêncio e com fervor, desejou que a pequenina vida, alimentada pelos sangues dos de Cullen e dos Swan, trouxesse o fim à contenda deles.

Edward entregou as rédeas da montaria a um cavalariço e rumou para o salão. Mantendo uma certa distância, ele tinha seguido o irmão de Isabella até a divisa da antiga propriedade de Swan Então, havia galopado a rédeas soltas, de volta para o castelo. Tivera medo de chegar perto do desgraçado e cortar-lhe a garganta, com ou sem a aprovação de Isabella.

Traição. Trapaça. Os Swan as praticavam como provava a atitude de Laurent. O maldito aproveitava-se de sua hospitalidade enquanto planejava roubar-lhe as terras. Que a alma dele fosse condenada às chamas eternas do inferno!, praguejou ao atravessar o salão e subir a escada à procura de Isabella. Tencionava informá-la haver tomado uma decisão.

O irmão tinha de ir embora e logo, pois ele não estava disposto a abrigar uma víbora no castelo. E devia se dar. Por feliz de partir com vida. Que Deus o protegesse se fosse apanhado nas terras de Cullen outra vez. Crispando as mãos, Edward entrou no quarto e parou, vendo a mulher se aproximar para cumprimentá-lo.

— Edward — ela murmurou.

Isabella estava diferente, mais meiga e menos tensa, notou ele. Sorria e havia um novo brilho em seus olhos verdes.

Intrigado com a mudança ocorrida na ausência dele, Edward fechou a porta e deu uns passos para a frente.

— Alguma novidade? Aconteceu algo? — perguntou ele. Ela pôs a mão na barriga num gesto novo e gracioso.

— Edsme acha... que eu possa estar... Não sei com certeza... As palavras gaguejadas o apanharam de surpresa. Já estaria ela grávida? Edward sentiu-se meio atordoado com o fato de o terem conseguido finalmente e de o problema estar fora das mãos dele.

— Um filho, Edward — Isabellla murmurou.

Como se temesse a reação dele, observou-o com uma ponta de desconfiança, mas Edward afastou as dúvidas. Como muitas das emoções, ele não valorizava a felicidade, porém, ao vê-la estampada nos olhos da esposa, teve a sensação de que o sentimento o inundava também.

E por que não? Isabella tinha lhe enchido a alma vazia com vida e calor. Talvez seu sonho de ter uma família não fosse tolice. De boa vontade, ele a satisfaria, esperançoso de não lhe causar dano algum.

— Você está bem? — perguntou, meio apreensivo. Isabella riu, produzindo um som baixo e sensual que o lembrou de seus ruídos ao fazerem amor. O corpo reagiu e ele mexeu-se, constrangido.

— Estou ótima! Esqueça seus medos por mim. Na verdade, quero comemorar o acontecimento.

Antes de Edward se dar conta, ela saiu rodopiando pelo quarto com os braços estendidos. Ele tentou impedi-la, mas Isabella escapou, batendo de encontro a uma pilha de almofadas, esparramando-as no tapete.

— Cuidado! — advertiu ele, mas a mulher não lhe deu ouvidos.

Em vez disso, abaixou-se e tocou a pele macia.

— Nunca vi nada tão lindo no chão — comentou ela.

— Os tapetes de pele são muito comuns no leste. Isabella lhe dirigiu um olhar sedutor, agitando-lhe o sangue.

— Ah, o leste. Por que você não me ensina algumas das artes eróticas que aprendeu lá?

Edward riu. Não conhecia nenhuma. Até se casar com Isabella, sexo para ele não passava de um ato rápido com o intuito de satisfazê-lo e não para dar prazer à mulher.

— Em minha opinião, você se refere a algo semelhante no mundo inteiro.

Isabella não escondeu o desapontamento.

— Deve existir alguma coisa exótica e divertida que possamos fazer — disse ela com um brilho malicioso no olhar.

Nunca Isabella se parecera menos com uma moradora de um convento. Edward achou graça e sorriu, mas ao olhar para a mulher vibrante, viu-a com ar sério. Ele jamais tinha perdido tempo em se distrair durante o dia e a luz, filtrada pelas janelas, o lembrava de negócios por terminar, especialmente o problema de Laurent Swan. Contudo, um único olhar para Isabella, deitada no tapete, o convenceu de que tudo o mais não tinha importância. Ele a queria ali e nesse instante.

Precisava possuí-la, enterrar-se nela, gozar seu calor até nada mais existir exceto Isabella. Excitado, deu um passo à frente, mas parou. Ela queria algo exótico.

Edward procurou na memória alguma lembrança das práticas do leste.
   




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