Obs: Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.
Notas da Autora:
Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Deboha Simons A Esposa Virgem Título Original: Maiden Bride (1996) que dá titulo a fanfic de mesmo nome.
Capítulo Dezoito
“As Intenções de Laurent”
Eu não acredito
Você é um em um milhão
Todo esse
tempo eu estava procurando o amor
Tentando fazer
as coisas funcionar, que não estavam bom o suficiente
Até eu achar
que tinha passado, disse 'estou conformada'
Então caí nos
braços do único
Com a presença de Laurent
em Cullen, Isabella não conseguia relaxar. Freqüentemente, apanhava-se
desejando que o irmão fosse embora. Temia pela paz relativa experimentada antes
da chegada dele. Ao sentir-se egoísta, pensava também na segurança de Laurent,
pois o marido parecia prestes a explodir.
Edward não estava
satisfeito com a presença do hóspede. Era civil, mas seco. Intimamente, fervia
de raiva, Isabella podia perceber. Os olhos cinzentos faiscavam de ódio ao
fitar Laurent. Este tinha ressuscitado, em Edward, a vontade de se vingar do inimigo.
Apesar de o marido, não ter feito nada para prejudicar seu irmão, Isabella
sentia-se nervosa e amedrontada.
Contra a vontade, via-se
entre os dois. Edward não a tinha proibido de encontrar-se a sós com Laurent,
mas constituía uma presença sombria sempre que os dois estavam juntos. Com certeza,
o marido não confiava nela. E por que o faria? Ela também não se fiava muito
nele, especialmente em relação ao destino do irmão.
Isabella abafou um
suspiro. Embora a união de ambos fosse marcada por suspeitas e discórdias, eles
tinham conseguido uma estabilidade razoável. Esse contratempo, entretanto,
provocava uma grande frustração. À noite, amavam-se com emoção irrestrita, mas
durante o dia, a tensão tornava-se palpável. Especialmente quando, como nesse
dia, viam-se trancados em casa por causa do mau tempo.
O silêncio constrangedor
começava a irritar Isabella. Laurent era atencioso, mas reservado. Meio
hesitante, havia contado como fora investido cavaleiro pelo barão de Uiley, mas
pouco tinha falado sobre a vida anterior. Quando Isabella mencionara os pais, o
irmão não tinha escondido o desgosto. Então, ela resolvera não tocar mais no
assunto.
Como Edward raramente
falava, cabia a ela quebrar o silêncio. Contudo, depois de uma semana e de já
ter contado tudo sobre Cullen e sobre sua vida no convento, não encontrava mais
o que dizer.
Assim sendo, apenas se
ouvia o crepitar do fogo na lareira até Laurent falar, surpreendendo Isabella.
— A chuva parou — disse
ele, parado diante da janela.
— É mesmo? — Isabella
exclamou, tentando mostrar-se interessada.
— Não quer ir dar um
passeio a cavalo, mana? A terra não deve estar muito barrenta.
Ela animou-se com a
perspectiva de escapar do ambiente pesado do castelo. Mas antes de responder, Edward
o fez.
— Está muito frio e úmido
para Isabella sair — disse ele com um olhar feroz para o hóspede.
Laurent ignorou não só
isso como também o tom ríspido.
— E quanto a você, Edward,
não quer me acompanhar?
— Você já viu o suficiente
de minha propriedade.
— Nesse caso, vamos mais
além dela. Gostaria de ver a de meu tio — confessou Laurent.
Apreensiva, Isabella olhou
para o marido. Alerta, ele perguntou:
— Por quê?
— Por que não? O certo
seria a propriedade vir para minhas mãos — afirmou Laurent em tom calmo.
— Não. Ela é minha —
resmungou Edward.
— Compreendo por que ela
passou para Isabella e, através do casamento, para você. Afinal não havia um
herdeiro homem. Mas agora que eu voltei...
O irmão não terminou e a
aflição de Isabella cresceu.
— Aquelas terras são
minhas — declarou Edward com expressão sombria.
Isabella reconheceu o
homem frio e cruel que a tinha' ido buscar no convento. Tentou advertir Laurent
com um olhar, mas ele tinha voltado para a janela e mantinha-se de costas.
— Não entendo por que você
se interpõe em meu caminho se adquiriu Cullen da mesma maneira — argumentou o
hóspede.
— Isso foi diferente — Isabella
apressou-se em dizer. — Emmett não reivindicou esta propriedade, mas devolveu-a
aos Cullen. A de nosso tio já estava em disputa antes da morte dele, que atacou
Cullen e foi derrotado.
Embora ela tentasse
demonstrar a tolice e o perigo dessa insistência, Laurent manteve-se
impassível.
— Não vejo como isso me
afeta — disse ele. Isabella imaginou se o irmão era débil mental ou se tentava
angariar a simpatia de Edward. Um único olhar para o marido mostrou-lhe a
inutilidade do esforço. Ele parecia pronto a atirar-se, com prazer, sobre Laurent.
Horrorizada, viu-o pular em pé.
— É por isso que está
aqui, sobrinho de Swan? Você não veio para ver Isabella e sim para farejar a
propriedade de seu tio. Passou todos esses anos longe, sem se importar com o
bem estar de sua irmã, mas ao ouvir falar numa possível herança, apareceu
depressa.
— Edward — começou Isabella,
mas ele a interrompeu.
— Só um desgraçado
insensível deixaria a irmã se casar com um tipo como eu!
— Não diga! Trata-se de
uma acusação estranha vinda de você, não concorda? Eu tinha uma boa razão para
ficar longe. Você pode dizer o mesmo? O que o manteve afastado de Cullen enquanto
sua irmã era atirada para o Cavaleiro Vermelho, homem de reputação terrível?
Soltando uma exclamação de
susto, Isabella levantou-se como se pudesse apagar as palavras do irmão. Tarde
demais. Como um carvalho atingido bem no cerne, Edward vacilou e empalideceu.
Por um momento, era o homem que ela conhecia na cama, humano e vulnerável. Mas
recuperou-se depressa. Levando a mão à adaga na cintura, aproximou-se de Laurent.
— Chega! A única herança
que o aguarda aqui é minha vingança. O certo seria você morrer pelos crimes de
seu tio, mas eu poupei sua vida em consideração a Isabella. Não provoque minha
paciência. Aro me deu aquelas terras e elas permanecerão minhas. Se você as
reivindicar, estará se declarando meu inimigo. Como será? — indagou,
aproximando-se mais deLaurent.
Antes de o irmão poder
responder, Isabella deu uns passos para a frente a fim de interpor-se entre ele
e o marido. Mas a respiração tornou-se difícil e ela cambaleou. Ouvindo o ruído
de seu esforço para inalar o ar, Edward virou-se depressa. No instante
seguinte, estava a seu lado e a fazia sentar-se. A expressão de fúria
desapareceu do rosto dele.
— Respire, Isabella! Faça
um esforço.
O marido tinha um ar tão
angustiado que seu coração confrangeu-se. Sob os cuidados dele, começou a
relaxar. Edward a massageou nas faces, ao longo dos braços e dos dedos.
— Acalme-se. Está tudo
bem. Não há nada errado — murmurou ele.
Naturalmente, mentia,
porém a voz suave do marido a ajudou a vencer o pânico e a respirar melhor.
Mais tranqüila, recostou-se na cadeira.
— Muito bem, relaxe.
— O que aconteceu? Ela
costuma ter essas crises? — perguntou Laurent.
Isabella abafou uma
exclamação, pois tinha esquecido a presença do irmão. Todavia, viu Edward
semicerrar os olhos e virar-se para ele.
— Como, sendo seu irmão,
desconhece o mal que a aflige? — indagou numa voz enganadoramente suave.
Como sempre, Laurent não
se ofendeu.
— Talvez você tenha vindo
a sofrer disso mais tarde na vida, não é Isabella?
Ela não podia se lembrar.
— Talvez — respondeu,
grata pela paz frágil que reinava no ambiente.
Pela primeira vez,
alegrava-se com uma crise de falta de ar, pois, quem sabe, ela havia salvado a
vida do irmão.
Laurent mostrava-se
preocupado, mas com ela e não com a própria existência ameaçada. Como podia
sertão calmo, tão indiferente ao perigo representado por Edward?
— Está bem agora? Vou chamar
Esme. Ela saberá o que fazer — disse ele com ar solícito.
Embora o marido fosse à
única pessoa capaz de ajudá-la, Isabella não protestou. Sem o irmão, o ambiente
ficaria menos tenso.
Quando Esme entrou,
apressada, Edward dirigiu-se à porta.
— Você vai atrás dele? —
indagou Isabella.
— Não. Mas ele tem de se
decidir. Quero a resposta logo. Isabella sacudiu a cabeça. Naturalmente, depois
do ocorrido há pouco, Laurent se daria conta da tolice de querer se apossar das
terras do tio. Se pudesse conversar com ele a sós, talvez o convencesse. Mas
como e onde fazer isso? De repente, sentiu-se tão acabrunhada e exausta que,
quando Edward saiu e Esme aconselhou-a a ir para o quarto e repousar, ela não
protestou.
Para Isabella, ela havia fechado
os olhos apenas por uns momentos, porém ao abri-los, viu o sol da tarde
filtrando-se pelas janelas. Sentada ao lado da cama, Esme sorriu-lhe e disse:
— Parabéns, minha senhora.
Apesar de acostumada às
excentricidades da criada, Isabella não entendeu.
— Por quê?
— A senhora dormiu durante
o dia.
— De fato. Mas que
importância tem isso?
Esme continuou a sorrir e
inclinou-se para a frente a fim de falar de perto e mais baixo.
— E a senhora não ficou
menstruada.
Diante da franqueza da
criada, Isabella enrubesceu. Como Esme sabia que sua menstruação estava
atrasada?
— Você anda prestando
atenção nisso? — indagou.
— Claro! A senhora não?
Isabella não respondeu
logo. Deveria se manter mais atenta, pois desejava muito ter um filho, mas
nunca pensara em contar os dias. Além do mais, com a chegada do irmão, sua
atenção andava dividida. Levantou a cabeça e disse:
— Na verdade, nem dei por
falta da menstruação. Você acha mesmo possível eu estar grávida?
— Sem dúvida, minha
senhora.
Maravilhada, Isabella
observou o próprio corpo. Estaria, de fato, carregando o herdeiro de Edward?
Sentiu os olhos úmidos ao pensar no quanto essa criança poderia vir a
significar. Ela representava não só o futuro de Cullen como também suas esperanças
de ser mãe.
Em silêncio e com fervor,
desejou que a pequenina vida, alimentada pelos sangues dos de Cullen e dos Swan,
trouxesse o fim à contenda deles.
Edward entregou as rédeas
da montaria a um cavalariço e rumou para o salão. Mantendo uma certa distância,
ele tinha seguido o irmão de Isabella até a divisa da antiga propriedade de Swan
Então, havia galopado a rédeas soltas, de volta para o castelo. Tivera medo de
chegar perto do desgraçado e cortar-lhe a garganta, com ou sem a aprovação de Isabella.
Traição. Trapaça. Os Swan
as praticavam como provava a atitude de Laurent. O maldito aproveitava-se de
sua hospitalidade enquanto planejava roubar-lhe as terras. Que a alma dele
fosse condenada às chamas eternas do inferno!, praguejou ao atravessar o salão
e subir a escada à procura de Isabella. Tencionava informá-la haver tomado uma
decisão.
O irmão tinha de ir embora
e logo, pois ele não estava disposto a abrigar uma víbora no castelo. E devia
se dar. Por feliz de partir com vida. Que Deus o protegesse se fosse apanhado
nas terras de Cullen outra vez. Crispando as mãos, Edward entrou no quarto e
parou, vendo a mulher se aproximar para cumprimentá-lo.
— Edward — ela murmurou.
Isabella estava diferente,
mais meiga e menos tensa, notou ele. Sorria e havia um novo brilho em seus
olhos verdes.
Intrigado com a mudança
ocorrida na ausência dele, Edward fechou a porta e deu uns passos para a
frente.
— Alguma novidade?
Aconteceu algo? — perguntou ele. Ela pôs a mão na barriga num gesto novo e
gracioso.
— Edsme acha... que eu
possa estar... Não sei com certeza... As palavras gaguejadas o apanharam de
surpresa. Já estaria ela grávida? Edward sentiu-se meio atordoado com o fato de
o terem conseguido finalmente e de o problema estar fora das mãos dele.
— Um filho, Edward — Isabellla
murmurou.
Como se temesse a reação
dele, observou-o com uma ponta de desconfiança, mas Edward afastou as dúvidas.
Como muitas das emoções, ele não valorizava a felicidade, porém, ao vê-la estampada
nos olhos da esposa, teve a sensação de que o sentimento o inundava também.
E por que não? Isabella
tinha lhe enchido a alma vazia com vida e calor. Talvez seu sonho de ter uma
família não fosse tolice. De boa vontade, ele a satisfaria, esperançoso de não
lhe causar dano algum.
— Você está bem? —
perguntou, meio apreensivo. Isabella riu, produzindo um som baixo e sensual que
o lembrou de seus ruídos ao fazerem amor. O corpo reagiu e ele mexeu-se, constrangido.
— Estou ótima! Esqueça
seus medos por mim. Na verdade, quero comemorar o acontecimento.
Antes de Edward se dar
conta, ela saiu rodopiando pelo quarto com os braços estendidos. Ele tentou
impedi-la, mas Isabella escapou, batendo de encontro a uma pilha de almofadas, esparramando-as
no tapete.
— Cuidado! — advertiu ele,
mas a mulher não lhe deu ouvidos.
Em vez disso, abaixou-se e
tocou a pele macia.
— Nunca vi nada tão lindo
no chão — comentou ela.
— Os tapetes de pele são
muito comuns no leste. Isabella lhe dirigiu um olhar sedutor, agitando-lhe o
sangue.
— Ah, o leste. Por que
você não me ensina algumas das artes eróticas que aprendeu lá?
Edward riu. Não conhecia
nenhuma. Até se casar com Isabella, sexo para ele não passava de um ato rápido
com o intuito de satisfazê-lo e não para dar prazer à mulher.
— Em minha opinião, você
se refere a algo semelhante no mundo inteiro.
Isabella não escondeu o
desapontamento.
— Deve existir alguma
coisa exótica e divertida que possamos fazer — disse ela com um brilho
malicioso no olhar.
Nunca Isabella se parecera
menos com uma moradora de um convento. Edward achou graça e sorriu, mas ao
olhar para a mulher vibrante, viu-a com ar sério. Ele jamais tinha perdido tempo
em se distrair durante o dia e a luz, filtrada pelas janelas, o lembrava de
negócios por terminar, especialmente o problema de Laurent Swan. Contudo, um
único olhar para Isabella, deitada no tapete, o convenceu de que tudo o mais
não tinha importância. Ele a queria ali e nesse instante.
Precisava possuí-la,
enterrar-se nela, gozar seu calor até nada mais existir exceto Isabella.
Excitado, deu um passo à frente, mas parou. Ela queria algo exótico.
Edward procurou na memória
alguma lembrança das práticas do leste.

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