“Te ver e não te querer é
improvável, é impossível. Te ter e ter que esquecer é insuportável, é dor
incrível. É como mergulhar num rio e não se molhar. É como não morrer de frio
no gelo polar. É ter o estômago vazio e não almoçar. É ver o céu se abrir no
estio e não se animar. É como esperar o prato e não salivar. Sentir apertar o
sapato e não descalçar. É ver alguém feliz de fato sem alguém pra amar. É como
procurar no mato estrela do mar. É como não sentir calor em Cuiabá, ou como no
Arpoador não ver o mar. É como não morrer de raiva com a política. Ignorar que
a tarde vai vadia e mítica. É como ver televisão e não dormir, ver um bichano
pelo chão e não sorrir. É como não provar o néctar de um lindo amor depois que
o coração detecta a mais fina flor.”

Nenhum comentário:
Postar um comentário