
Das regras que regem os thrillers uma se põe acima das demais, a noção de que um movimento interrompido é sinônimo de morte. Perseguições até um beco sem saída, uma queda livre, um tiro de revólver que encontra um alvo - o cessar de um momento, de uma ação, o fim de um suspense, enfim, têm nesse tipo de filme um efeito de conclusão. Bom Comportamento (Good Time), o novo longa dos irmãos Benny e Josh Safdie, reza sob essa regra dourada.
Essa aproximação com o cinema de gênero mais popular - no caso, o suspense de perseguição - não deixa de ser uma evolução natural para os Safdie, porque os trabalhos anteriores dos roteiristas/diretores já seguiam essa regra. Herdeiros de um tipo de drama naturalista urbano que se popularizou no cinema independente americano com John Cassavetes nos anos 1970, os Safdie pegaram de Cassavetes a ideia da ação constante como o oxigênio que move as pessoas (não um movimento ordenado e sim um impulso caótico) desde seus primeiros longas, The Pleasure of Being Robbed e Traga-me Alecrim.
Essa aproximação com o cinema de gênero mais popular - no caso, o suspense de perseguição - não deixa de ser uma evolução natural para os Safdie, porque os trabalhos anteriores dos roteiristas/diretores já seguiam essa regra. Herdeiros de um tipo de drama naturalista urbano que se popularizou no cinema independente americano com John Cassavetes nos anos 1970, os Safdie pegaram de Cassavetes a ideia da ação constante como o oxigênio que move as pessoas (não um movimento ordenado e sim um impulso caótico) desde seus primeiros longas, The Pleasure of Being Robbed e Traga-me Alecrim.







