11.1.14

Adaptação: Uma Dança Com O Sheik - Capítulo Um


Uma Dança com o Sheik
Obs: Aviso legal
       Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.
Notas da Autora:

Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Tessa Radley, Uma dança com o Sheik , Tituli Original: One Dance with the Sheikh que dá titulo a fanfic de mesmo nome.
Capítulo Um
Flertando com um desconhecido!

Quem será ela?

O cabelo cor de mogno nas suas costas, e, quando ela se mexia, as cores se alteravam como labaredas. Seu corpo alto e esbelto estava envolto em um reluzente vestido cinza-prateado que se ajustava a ela como o luar numa noite escura.

Edward Anthony Masen Cullen chegara ao gigante gazebo branco no jardim da casa no qual os convidados estavam reunidos a tempo de ver a noiva e o noivo darem-se as mãos diante do sacerdote. Surpreendera-o o fato de que Jasper, geralmente responsável, só tivesse precisado de poucas semanas para deixar de lado a cautela de uma vida inteira e se apaixonar loucamente por sua noiva. Mas o que mais deixava Edward perplexo era o fato de Jasper estar se casando com uma Swan, já que, menos de um mês antes, a própria irmã de Alice abandonara Jasper. Contudo, quando o olhar dele se assentou no grupo, foi a madrinha com sua atraente beleza que capturou a atenção de Edward.

Só podia ser Isabella Swan, a mulher que dispensara Jasper, o melhor amigo de Edward, um mês antes do casamento deles.

A mulher que Jasper sugerira que poderia ser a solução para todos os problemas de Edward.

Uma criança de não mais de 3 ou 4 anos se apresentou levando uma gorda almofada. Edward conseguiu ver suas alianças nela.

A madrinha observava os convidados.

Seus olhos eram Castanhos. O castanho mais brilhante que Rakin já vira. Inesperadamente, o olhar pousou nele. O tempo parou. Os murmúrios em torno dele, o som de Alice fazendo seu juramento; tudo desapareceu da consciência de Edward. Havia apenas... Ela.

Então ela desviou o olhar.                                                           

E a tensão que o dominara se abrandou lentamente.

Jasper lhe avisara que sua ex-noiva era linda, mas Edward não se preparara para a reação de seu corpo a ela com o encontro de olhares. Desejo. Envolver-se romanticamente com ela não era uma opção. Para início de conversa, ela era uma Swan de Charleston, não uma ninfeta que pensava em prazer. E, se ele seguisse o conselho de Jasper, a proposta que pretendia fazer a Isabella tinha tudo a ver com negócios, e nada a ver com prazer.

Apesar de deslumbrante, Isabella tinha “não toque” estampado por todo o corpo.

Ainda assim, Edward mal conseguia esperar peto fim da cerimônia, pelo momento no qual ele daria parabéns aos recém-casados e Jasper o apresentaria à madrinha. Então ele decidiria se ela se encaixaria em seus planos.

O casamento de sua irmã estava sendo realizado na casa da família Swan, uma mansão em estilo federal de dois andares e meio, na qual Isabella fora criada com seus irmãos.

Mas, no momento, ela estava mais preocupada com a identida­de daquele desconhecido alto, moreno e lindo. Laurel sabia quem eram todos os convidados do casamento de sua irmã; afinal, Alice pedira a aprovação dela para a lista de convidados, já que, original­mente, aquele deveria ter sido o casamento de Isabella.

E o belo desconhecido não estava nela.

Isabella desviou o olhar e viu Jasper pegar as mãos de Alice, o ouro de suas novas alianças reluzindo ao sol do fim de tarde. Inesperada­mente, sua garganta se apertou.

Ah, não. Ela não choraria!

Nunca fora do tipo que se debulhava em lágrimas em casamen­tos... Sempre sorria e dizia a coisa certa na hora certa. Então por que estava se sentindo assim? Era uma ocasião alegre, não um momento para lágrimas.

E só Deus sabia como as pessoas interpretariam se ela começas­se a chorar. Boatos correriam a cidade, dizendo que ela estava de coração partido por Alice se casar com Jasper, depois de ela própria ter rompido o noivado com ele.

Isabella estava totalmente feliz pelos dois. Aliviada por não se casar com Jasper.

Os olhos dela repousaram em sua mãe.

Ela, sim, era motivo para chorar. Renée Swan era uma len­dária sulista. Todos diziam que ela teria sido coroada Miss Carolina do Sul se tivesse concorrido, mas a eternamente elegante Renée, de fala suave, tinha classe demais para entrar em concursos de be­leza. Quando sua família começara a passar por momentos difíceis, ela se casara com Charlie Swan e se tornara uma das anfitriãs mais bem-sucedidas de Charleston, dando valor ao nome Swan, uma família de novos-ricos.

Ela sorria enquanto via Alice e Jasper serem unidos.

Entretanto, a mãe da noiva quase não conseguira ir ao casamen­to. Fora presa pela morte do marido. A polícia acreditara ter provas suficientes para acusá-la. Nos meses anteriores, os momentos mais sombrios, Isabella se preocupara com a possibilidade de sua mãe acabar sendo condenada pelo assassinato de seu pai.

Mas Renée fora liberada.

Agora, a suspeita pela morte do pai recaía sobre o soturno meio-irmão, cuja existência Isabella e seus irmãos descobriram no funeral do pai deles. Isabella jamais esqueceria aquele dia, e o cho­que de que seu pai vinha levando uma vida dupla secreta fazia décadas.

Jacob Black estava sentado ao lado da mãe dele, Sarah Black. Os Black tinham sido convidados porque Renée Swan acre­ditava em fazer sempre a coisa certa. O contraste entre os meios-irmãos era absoluto. Mike não tinha nada do humor sombrio de Jacob. Loiro e leve, ele era como o sol irrompendo através da nuvem carre­gada de seu meio-irmão.

— Pode beijar a noiva — disse o sacerdote.

Jasper se inclinou à frente, e Isabella se flagrou desviando o olhar para dar um momento de privacidade ao casal. Claro, acabou olhan­do direto para um par de olhos dourados.

Num dos grandes quartos da mansão, transformado em vestiário da noiva, Alice estava radiante.
     
  — Obrigada, muito obrigada por ter dispensado Jasper!

Isabella olhou nos olhos dela, quase do mesmo tom de verde que os seus.

— Acredite, se eu tivesse me casado com seu noivo, teria sido o maior erro das nossas vidas.

Quando à hora de planejar o casamento chegara, Isabella fica­ra angustiada ao descobrir que seu coração não estava investido naquilo.

Em vez de sonhar com a alegria matrimonial, ela se flagrara pensando em como sua vida se tomara estática.

Entediante.

Fora quando Isabella criara sua “Lista de Como Ter Uma Vida”.

Dispensar Jasper. O item número um da lista parecera tão cruel que ela não soubera se seria capaz de romper o noivado com ele.

Ela magoaria os sentimentos dele. A família dela ficaria arrasa­da. Mas Isabella soubera que não havia escolha.

Ela e Jasper simplesmente não tinham sido feitos um para o outro.

Mas o avassalador alívio nos olhos de Jasper quando ela fizera aqui­lo mostrara a Isabella que ela não era a única que queria acabar com o noivado.

Quase um mês havia se passado desde que ela dispensara Jasper. E seu ex-noivo estava comemorando a felicidade que encontrara... com a irmã dela. Jasper conseguira ter uma vida.

Contudo, antes de realizar o item número dois — usar batom vermelho —, naquela manhã, durante os preparativos finais, ela não fizera mais nada com relação ao resto da lista. Quebrar a ri­gidez de uma vida inteira estava se mostrando algo intimidador, apesar de ela levar a lista na bolsa como um constante empurrão para que agisse.

Aquilo precisava mudar; ela precisava começar a viver de verdade.

Como aquele momento elétrico durante a cerimônia, quando ela encontrara um par de olhos escuros e fora atingida por uma rajada de energia. Aquilo era viver.

— Eli e eu sempre fomos tão bons amigos, e acho que nós dois esperávamos que isso fosse suficiente. Mas não foi. Não tínhamos a ligação especial que vocês têm.

— É amor. Amor verdadeiro. Ele é minha alma gêmea. Tenho uma sorte incrível. — Alice estava com olhos sonhadores. Então o olhar dela se aguçou. — É engraçado ter sido com você que Jasper pas­sou a maior parte do tempo quando éramos mais novos...

— Porque tínhamos a mesma idade, estávamos no mesmo ano no colégio, éramos convidados para os mesmos eventos — ressaltou Isabella.

— Mas você nunca conheceu o outro amigo íntimo dele.

— Edward Cullen? — Isabella ouvira falar muito no neto de um prín­cipe do Oriente Médio com quem Jasper construíra uma íntima amizade em Harvard. — Uma pena ele não ter podido vir ao casamento.

— Ele está aqui! Jasper nos apresentou quando ele veio nos dar para­béns depois da cerimônia.

Isabella hesitou. Seria possível...?

— Onde eu estava?

— Deve ter sido quando Eric bateu nas damas de honra com a almofada das alianças e você foi atrás dele antes que ele causasse um caos maior.

— Típico! Nunca encontro com o homem. Toda vez que Jasper o encontrava quando Edward estava aqui a negócios, eu tinha outra coisa para fazer. Talvez nosso destino seja nunca nos encontrar-nos. — Mas ela não parava de imaginar se o homem alto e esbelto responsável por aquele choque poderia ser o melhor amigo de Jasper.

— Como ele estava vestido? — perguntou urgentemente a Alice.

— Quem?

— Edward!

—  Não sei... Só estou concentrada nas roupas de Jasper hoje. Isabella, você está de batom vermelho!

Isabella lançou um olhar indulgente para sua irmã mais nova.

— Se você só percebeu isso agora, não deve ser nada de mais.

—Você resolveu seguir em frente com o seu plano de arriscar mais! Sei que tinha me dito que ia abrir as asas e tentar ser mais desinibida, mas eu não tinha visto mais nenhum sinal disso desde lhe que avisei para tomar cuidado e não fazer loucuras demais.

— Você consegue me imaginar fazendo loucuras? — perguntou Isabella com uma leve risada.

—  Certo, eu não devia ter dito para você tomar cuidado. Você devia se divertir. O que acha de pedir para Jasper apresentá-la a Edward?

— Não ouse! — Para impedir que sua irmã, exageradamente observadora, interferisse, Isabella falou: — Você percebeu como Phil está protetor com mamãe hoje?

—         Acho que todos perceberam. Ele não saiu do lado dela.

—         Acho que Phil vai ser bom para ela. Parece amá-la de verdade. E arriscou causar um escândalo se apresentando à polícia para dizer que mamãe tinha passado a noite do assassinato de papai com ele. Foi o que permitiu que ela fosse liberada sob fiança.

— Eu me ofereci para planejar um pequeno casamento para mamãe, elegante e discreto. Mas ela foi totalmente contra. Acha que eles não podem se casar até que um tempo decente de luto por papai tenha se passado...

— Isso é ridículo. — Só a ideia de sua mãe estar deixando sua vida ser pautada pelo que os outros pensavam já fazia Isabella ficar com a visão turva. — Mamãe tem de fazer o que a deixar feliz.

— Concordo que ela merece um pouco de felicidade depois de descobrir os detalhes sórdidos da vida secreta de papai. E, caso se casar com Phil der isso a ela, vou virar a maior fã dele. — Alice olhou para Isabella. — E eu não percebi a cor dos seus lábios porque estava ocupada demais me casando. — Claramente, ela não daria paz a Isabella. — Mas, agora que percebi, estou interessada. Quero saber o que planeja fazer na seqüência.

Isabella conseguia se sentir corando. Nem ela mesma sabia o que faria em seguida. Confessar a existência da lista e, pior, o fato de que se imaginava vivendo algumas impressionantes fantasias era demais.

— Nada que vá mudar o mundo — disse ela, pensando em seu frívolo desejo de tomar sorvete na cama.

Mas ainda restava mais...

Item número cinco: apostar a noite inteira.

Item número seis: viajar para terras exóticas.

Inclinando a cabeça para o lado, Alice disse:

— Hum, você nunca usou batom vermelho, sempre disse que era óbvio demais. Então isso já é uma mudança bem grande.

Lábios vermelhos conflitavam com o cabelo ruivo dela. Era vulgar. E ser vulgar era um pecado. Evitando o olhar de sua irmã, Isabella fingiu inspecionar seus lábios no espelho da penteadeira. Não havia borrões, e não haveria, a menos que ela encontrasse alguém para beijar.

O que a levava de volta a “Como Ter Uma Vida”.

O item número três da lista era “Flertar com um desconhecido”. As bochechas dela ficaram quentes. Ao contrário da maioria das mulheres sulistas, Isabella era uma novata na arte do flerte. Desde a adolescência, só precisara olhar para alguém do sexo masculino para que ele atravessasse o recinto na direção dela. Ás vezes, ela detestava o tipo de atenção que suas feições lhe traziam. Para lidar com isso, cultivara modos educados sem o menor toque de flerte. A fachada lhe servira muito bem também em seu cargo de diretora de Relações Públicas do Grupo Swan. Então por que tinha um item como “flertar com um desconhecido?”

Talvez devesse ser “beijar um desconhecido”. O pensamento renegado a assustou.

— Você está corando. É um homem? É esse o motivo dos lábios vermelhos? — A voz de Alice interrompeu os devaneios de Isabella. — É por isso que você não quer que eu peça para Jasper apresentar você a Edward?

— Nada de homem. O batom vermelho é só para mim.

Ela olhou novamente seus lábios no espelho.

Como seria beijar aquele lindo homem de cabelo escuro? O chocante visual de lábios vermelhos sendo esmagados lançou uma onda de calor por ela.

Isabella voltou a si. E se ele fosse o amigo de Jasper? Isso não seria vulgar? Ela sempre fora a bondosa irmã mais velha...  A que fazia conforme ordenado. A que estudava muito para tirar excelentes notas. A que obedecia o toque de recolher. Sempre fora um exemplo para suas irmãs seguirem. Nada de minissaias. Nada de piercings na orelha ou jeans rasgados. Nada de comportamentos desavergonhados com meninos. Nada de paixões loucas.

Nada de maquiagem vulgar...

Ela deu as costas ao espelho, pretendendo dizer algo leve e engraçado à irmã.

E encontrou Alice ainda a observando.

— Preciso admitir que vermelho combina com você, Isabella. Faz você parecer uma estrela de cinema. Glamorosa. Sexy. Você sem¬pre usa bege e creme. Retiro todos os meus pedidos de cuidado. Você devia se soltar com mais frequência.

O coração de Laurel se alegrou enquanto ela seguia a irmã até a porta.

— Cuidado! Posso entender isso como permissão para fazer algo inconsequente.

Alice parou na porta, olhou por cima do ombro e sorriu.
— Por que não? Comece hoje.

Mas já? Naquela noite? As mãos de Isabella ficaram frias e úmidas quando Alice desapareceu de vista.

Uma coisa era conversar sobre se soltar um pouco. Outra completamente diferente seria fazer isso de fato. A sensação de ser posta na beira de um precipício dominou Isabella.

Devia dar o primeiro passo rumo ao que lhe era desconhecido? Ou ficar em seu mundo seguro e arriscar nunca se sentir satisfeita?

A resposta veio tão rapidamente que a surpreendeu. Estava farta de perder as coisas. Queria sentir mais daquela energia pulsante que experimentara mais cedo. Aquela onda de rebeldia trouxera um surto de prazer ilícito.

Isabella inspirou fundo, e a determinação se espalhou por ela. Sua irmã tinha razão; devia começar imediatamente. Ela foi para a porta.


Naquela noite, flertaria com um desconhecido.



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