Obs: Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.
Notas da Autora:
Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Tessa Radley, Uma dança com o Sheik , Tituli Original: One Dance with the Sheikh que dá titulo a fanfic de mesmo nome.
Capítulo Cinco
Um dia de Noiva
Era
o dia do casamento dela.
Isabella
se libertou do lençol que se enroscara nos seus membros enquanto ela dormia.
Com um ágil movimento, jogou as pernas para fora da cama e se sentou.
No
criado-mudo, a rosa que Edward pedira que fosse entregue junto ao cheque do
prêmio dela repousava num copo com água.
O
olhar de Isabella pousou sobre os dois documentos que ela colocara ao lado da
rosa na noite anterior, os que dominavam sua vida: a carta de seu pai e sua “Lista de Como Ter Uma Vida”.
Pegou
a lista primeiro.
Número
um: dispensar Jasper.
Isabella
fechou os olhos. Não precisava se sentir culpada. Jasper estava muito mais
feliz casado com Alice.
Número
dois: usar batom vermelho. Feito.
Número
três: flertar com um desconhecido. Feito. Ela fizera aquilo com tudo... E veja
onde terminara. Agora ela se casaria com ele. Apesar de nem tê-lo beijado
ainda...
Isabella
sorria quando leu o item seguinte.
Número
quatro: tomar sorvete na cama. Um tabu absoluto na residência dos Swan. E, na
noite anterior, quando Edward pedira sorvete de sobremesa, ela pensara
imediatamente na lista... E as visões que lampejaram por sua mente foram
perigosamente pornográficas.
Número
cinco: apostar a noite inteira.
Na
véspera, ela provara que não tinha necessidade de apostar a noite inteira.
Aquilo lhe deu uma curiosa sensação de paz. Era uma vencedora por seus próprios
méritos.
Número
seis: viajar para terras exóticas.
Feito.
Iria com Edward para Diyafa. Haveria mais jornadas depois daquela.
Isabella
sorriu ao olhar para os itens restantes.
Estava
no caminho certo... Apesar de as tarefas ficarem mais difíceis rumo ao fim.
Isabella
pôs a lista de volta no criado-mudo. Em contraste, a folha bastante dobrada na
qual a carta de seu pai estava escrita tinha a textura de um lenço de papel
entre seus dedos. Isabella a desdobrou, seus olhos atraídos imediatamente para
a saudação e a primeira linha.
Minha
querida Isabella,
Se
estiver lendo isto, não estou mais com vocês.
Apesar
de ela saber o conteúdo de cor, as palavras ainda tinham o poder de lhe
embargar a garganta com emoção.
Seu
pai se fora fazia quase cinco meses já, mas ainda era difícil aceitar que ela
jamais o veria novamente. Leu a carta até o fim e a baixou com um profundo
desejo de que jamais tivessem descoberto que seu pai não era tão perfeito
quanto imaginavam. Descobrir a vida secreta de seu pai com Sarah enquanto ele
ainda era casado com a mãe dela virara de ponta-cabeça a crença de Isabella de
que eles tinham um casamento feliz. Tudo em que ela, acreditara a respeito do
amor entre seus pais fora simplesmente uma mentira?
Edward
podia não estar lhe oferecendo amor... Mas ao menos lhe oferecia honestidade.
Os
benefícios seriam muito reais.
Casando-se
com ele, ela estaria realizando mais do que sonhos seus. Ao mesmo tempo, também
seria capaz de conseguir novos negócios para encaminhar ao irmão, Sath. Dessa
forma, também estaria trabalhando ativamente no número nove da lista. Ajudar a
salvar o Grupo Swan. Edward também conseguiria algo que queria, algo do qual
precisava, com aquele acordo.
Ela
não tinha nada a perder.
No
escritório de licenças de casamento, Isabella se flagrou assinando o formulário
no espaço ao lado da ousada assinatura de Edward. Ela olhou para a palavra
impressa em negrito abaixo da assinatura: NOIVA.
Noiva?
Por um louco segundo, o pânico a atravessou. Um mês atrás, encontrava-se em um
noivado com seu melhor amigo. Alguém que ela conhecia. De quem gostava. Alguém
que ela compreendia. Sem dúvida, jamais tivera a intenção de se casar com um
homem que acabara de conhecer... E, além de tudo, um sheik.
Então
seus nervos se acalmaram.
Ela
gostava de Edward. Confiava nele. Ele precisava de uma noiva; o Grupo Swan, de
mais negócios. E ele a ajudaria a se tomar a mulher que sempre quisera,
secretamente, ser.
No
balcão, a atendente entregou uma cópia do formulário a Edward.
Eles
saíram pelas portas de vidro fumê.
E
algo ocorreu a Isabella. O que sua família pensaria do casamento impulsivo? Se
seu pai estivesse vivo, teria um infarto com a ideia de uma de suas filhas se
casar com um homem que a família não inspecionara, sem um acordo pré-nupcial,
expondo o Grupo Swan a todo tipo de risco.
A
falta de um acordo pré-nupcial era um pecado pior do que o sexo sem proteção,
uma calamidade, na opinião do pai dela.
—
Devíamos ter assinado um acordo pré-nupcial. Minha família vai me matar quando
descobrir... — A voz dela desapareceu quando Edward pegou seu cotovelo. — Aonde
estamos indo?
—
Ver se consigo encontrar um advogado. Não quero que você se sinta culpada, nem
que tenha reservas a respeito disso.
—
Devo parecer a maior estraga-prazeres do mundo.
—
Nunca. — Ele estava sorrindo para ela. — Como eu pensaria isso? Admiro você por
ser tão objetiva, por pensar em proteger a sua família e o sustento dela.
Em
um canto infantil e oculto de seu coração, Isabella desejou que ele dispensasse
a cautela que ela mencionara e a tomasse nos braços, levando-a para uma capela
para que fizessem seus votos temporários.
Entrando
na suíte do hotel pouco tempo depois de encontrarem um advogado e assinarem o
acordo pré-nupcial, Isabella tirou os sapatos e afundou no acolhedor conforto
de um macio sofá em formato de “L” com uma risada sussurrada.
—
Bem, estou feliz por isso estar resolvido.
—
Você logo será a sra. Cullen.
Edward
tirou uma garrafa de champanhe das profundezas de um frigobar.
—
Vou beber um refrigerante daqui a pouco — disse Isabella rapidamente. — Do
contrário, você pode me convencer a aceitar mais propostas.
Ele
abriu um irônico sorriso para ela.
—
Você nunca vai esquecer isso.
—
Nunca é um tempo muito longo. — Preguiçosamente, ela esticou os braços acima da
cabeça. — Eu devia tomar um banho.
—
Relaxe por alguns momentos. Ainda tem muito tempo para se arrumar.
Arrumar?
Isabella engoliu em seco quando seus pensamentos convergiram para uma
preocupação avassaladoramente feminina. Um vestido. Um vestido de casamento.
Ela não tinha um vestido. O que usaria?
—
Não tenho nada nem remotamente adequado para um casamento — confessou ela.
—
Não há o que temer. — Ele abriu um sorriso arrogante para ela.
—
Já está tudo resolvido.
—
Tudo resolvido?
Com
o olhar de satisfação dele, Isabella compreendeu... Edward já comprara um
vestido de casamento para ela.
Pelo
visto, ele pensara em tudo; Alice teria ficado impressionada.
As
dúvidas voltaram. E se o vestido não coubesse? Ou, pior, se ela detestasse o
modelo que ele escolhera? Como iria dizer isso a Edward quando ele tinha
claramente feito aquilo pensando nela?
Se
ao menos Alice estivesse ali para ajudar...
Uma
imagem do vestido que Alice escolhera para o casamento que nunca acontecera
lampejou na mente de Isabella. O vestido perfeito. Um elegante e justo corpete
com renda branca e uma saia longa.
Mas
Alice não estava ali.
Além
do mais, o último vestido que Alice escolhera fora adequado para a velha Isabella.
A que fazia exatamente o que todos esperavam. Não a mulher com uma insaciável
sede por aventura que ela se tomara.
Edward
a chamara de rebelde.
Repentinamente,
ela se flagrou ansiosa por ver o que Edward escolhera. Seus lábios se curvaram
num sorriso quando ele se sentou ao lado dela no sofá.
—
Você comprou um vestido de casamento para mim, não comprou?
—
Não exatamente.
Antes
que Isabella pudesse questionar o que ele queria dizer, o celular de Edward
vibrou. Depois de uma rápida conversa, ele desligou.
—
Macy e a assistente dela chegaram.
—
Macy?
—
E uma consultora de moda altamente recomendada, e escolheu alguns vestidos dos
quais você possa gostar. Mas você vai ter de tomar a decisão final.
Isabella
suprimiu o ridículo prazer que aquilo lhe dava. Ele deixara a decisão final
para ela. Durante anos demais, permitira que os outros tomassem decisões por
ela.
Uma
campainha indicando a chegada do elevador particular soou, e, segundos depois,
a porta se abriu. Macy era uma morena alta e angulosa, com olhos aguçados, e
vinha seguida por uma mulher mais baixa. Um funcionário do hotel vinha atrás,
empurrando um carrinho com caixas estampadas com nomes de grifes.
—
O casamento é hoje, certo? — Macy irradiava eficiência.
—
Hã... talvez — disse Isabella. — Mas não sei se pode ser tudo feito em um tempo
tão curto.
—
Nada de talvez — corrigiu Edward. — Nosso casamento vai acontecer hoje, sem
dúvida. Vou me certificar disso. — O malicioso sorriso dele fez o coração de Isabella
se contrair inesperadamente.
—
Então não temos tempo a perder — disse Macy. — Katie, vamos tirar os vestidos
das caixas.
A
assistente se pôs em ação, e um mundo de tecido emergiu numa chuva de pétalas.
Laurel
ficou sem fôlego.
—
Ah, meu Deus!
—
Preciso resolver algumas coisas. — Edward atravessou o recinto para dar a gorjeta
ao funcionário do hotel e se voltou para Isabella.
— Com licença.
Quando
ele se aproximou, Isabella descobriu que sua pulsação começara a acelerar.
Havia um brilho nos olhos escuros de Edward. O coração dela martelou no peito.
Ele
a beijaria.
Mas,
quando o beijo veio, os lábios dele roçaram o rosto dela, em vez da boca.
Então
ele foi embora.
Isabella
suspirou lentamente.
—
Quando ele voltar, você vai parecer a mulher dos sonhos dele — afirmou Macy
atrás dela.
A
mulher dos sonhos dele.
Ser
a mulher dos sonhos dele não era o objetivo daquele casamento.
O
entusiasmo da assessora de compras era contagiante. Laurel vislumbrou lingerie
rendada, luvas, meias-calças... e sapatos com saltos altos e delicados.
Mas
seu olhar não parava de voltar para o primeiro vestido que Macy tirara da
caixa.
O
tecido parecia ter sido criado a partir de pétalas de rosas brancas. O design
era enganosamente simples. Utilizava-se da beleza do tecido e da simplicidade
do corte.
—
Gostaria de experimentá-lo? — Macy a analisava com o ar de uma especialista. —
Seu noivo tem uma boa ideia de tamanho... deve caber perfeitamente.
Isabella
deixou a cautela de lado.
—
Eu adoraria.
O
vestido deslizou por cima da cabeça dela em um sussurro de finos panos. Quando Isabella
abriu os olhos, arfou... e piscou.
Não
era nenhuma dama sulista conservadora que a olhava no espelho. Ela estava sexy.
Muito sexy. Contudo, ainda de bom gosto.
—
Vamos deixar seu cabelo solto nas costas, mas essas partes podem ser presas. —
Macy estava ali, pondo em prática o que falava.
—
E talvez um pequeno salpico de flores aqui. Katie é mágica com maquiagem. Mas
você não precisa de muita. Um toque de sombra e um pouco de rimei nesses cílios
incríveis. Não vai demorar.
Depois
que o cabelo dela estava arrumado, é a maquiagem, aplicada em tons leves, Isabella
se sentiu uma sereia. E, quando finalmente ouviu a voz de Edward do lado de
fora da porta do quarto, seu coração saltou para a garganta. Ela deu
meia-volta... e arfou.
Seu
noivo estava ali, emoldurado pela porta.
Usava
um smoking que o fazia parecer formidável. E, em um acentuado contraste com a
masculinidade dele, uma rosa branca estava presa em sua lapela.
E
ele a inspecionava com igual interesse.
Isabella
nem sequer percebeu Macy e Katie passarem por ele. Só estava ciente do toque do
olhar de Edward. No “V” de pele entre os seios dela. Em sua boca. Antes de o
olhar dele subir para encontrar o dela, houve calor... e algo mais.
De
repente, doía respirar.
Era
loucura!
Ela
não devia estar se sentindo assim. Tremendo. Como uma adolescente em seu
primeiro encontro.
Devia
ser um acordo de negócios que beneficiaria a ambos. Certamente, não tinha nada
a ver com aquela... aquela sensação trêmula à qual ela não conseguia nem dar
nome.
Isabella
abriu para ele seu mais encantador sorriso.
Edward
o retribuiu. Eia não pôde deixar de perceber que ele tinha uma linda boca. O
lábio superior fora formado pela mão de um mestre; o inferior era farto, uma
promessa de paixão...
Recomponha-se.
Isabella
buscou algo adequado para dizer.
—
Você já se trocou — disse ela por fim.
Ele
também tomara banho. A lisa linha de seu maxilar dizia que se barbeara.
—
Você está maravilhosa. — A voz dele era profunda.
—
Obrigada. — Isabella sentiu uma rajada
de prazer. Passara a vida inteira ouvindo que era linda, mas nunca tivera tanto
prazer ao ouvir as palavras. Sob o calor de seu olhar, Edward fazia com que ela
se sentisse mais mulher do que nunca.
Ele
estava tirando algo do bolso.
—
Trouxe um presente.
—
Um presente?
—
Uma lembrança do nosso casamento.
Ele
abriu uma fina caixa de veludo preto para revelar o cordão de ouro. Quando ele
enganchou o dedo indicador debaixo do cordão para tirá-lo da caixa, um fogo
azul faiscou na luz. Um pingente de diamante balançava na ponta do cordão, mas Isabella
o perdeu de vista quando Edward foi para trás dela. Um momento depois, ela
sentiu o pingente cair no vale entre seus seios e os dedos de Isabella roçarem
sua nuca enquanto ele fechava a presilha. Uma sensação de delicioso deleite a
percorreu.
Ele
a virou para o espelho.
—
Gostou dele?
“Ele”
era um único e impecável diamante suspenso em uma simples instalação de ouro
para exibir a gloriosa pedra aninhada na pele dela.
—
Não posso aceitar!
—
Por que não?
—
E muito... É demais.
—
Você não gostou.
—
Não! — exclamou ela. — Quero dizer... Claro que gostei... É lindo.
—
Então pare de fazer beicinho e diga um lindo “obrigada”.
—Não
faço beicinho. — Sentindo-se constrangida e nada graciosa, ela recuperou a
compostura. — Obrigada, é lindo de verdade.
Um
desconfortável pensamento atingiu Isabella.
—
Não comprei nada para você.
—
Eu não estava esperando nenhum presente.
No
espelho, o reflexo mostrava uma mulher sofisticada, de vestido branco salpicado
de pétalas, com um homem moreno e sorridente atrás dela. Havia algo tão
carnalmente sensual no contraste entre macho e fêmea, yin e yang.
O
olhar dela se levantou para o dele. No espelho, os olhos se encontraram.
— Devíamos ir agora — disse ele.
— Sim, claro. — Isabella ficou agradecida
por poder correr para a porta apesar de seu tamanho, a suíte se tomara
inesperadamente opressora.
Quando
voltassem ao hotel, estariam casados.
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