1.6.14

Adaptação: A Esposa Virgem - Capítulo Dezenove


A Esposa Virgem

Obs: Aviso legal
       Alguns dos personagens encontrados nesta história e ou universo em que se passa, não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual, sendo vedada a utilização por outros autores sem minha prévia autorização. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora:

Essa fanfic é junção de duas História os personagens da Saga Twilight e a história de Deboha Simons A Esposa Virgem Título Original: Maiden Bride (1996) que dá titulo a fanfic de mesmo nome.
“Capítulo Dezenove
O grande confronto”


Todas as noites eu corro para minha cama
Com esperança de que talvez eu tenha a chance de te ver
Quando fecho meus olhos
Estou fora de mim
Perdida num conto de fadas
Você pode segurar minhas mãos e ser meu guia?


Não me acordem por favor, estou sonhando acordada.


Nuvens cheias de estrelas cobrem seu céu
E eu espero que chova
Você é a canção de ninar perfeita
Em que tipo de sonho eu estou?



Mal contendo a impaciência, Edward entrou no salão e olhou ao redor à procura da mulher. Por que ela nunca estava ali para recebê-lo? Isso aumentava-lhe a irritação. Tinha percorrido a propriedade para verificar os estragos causados pela tempestade da véspera. Ela havia derrubado árvores e até a choupana de um aldeão. Apesar de a chuva já ter passado, o riacho, atrás do castelo, continuava subindo. Edward mandara homens percorrer as margens a fim de, avaliar os perigos.

Cansado, com fome e com frio, ele já ia gritar chamando pela esposa quando Shet se aproximou.

— Onde está ela? — perguntou.

— Meu senhor, lady Isabella saiu a cavalo em companhia do irmão.

— Com este tempo?!

Frustrado, Edward crispou as mãos. Não gostava da idéia de Isabella cavalgar em seu estado e, especialmente, num dia como aquele. Maldito Laurent Swan! Deveria tê-lo expulsado de Cullen depois de o vilão mostrar-se interessado pelas terras do tio.

Mas Isabella o tinha acalmado e Laurent, recuado nas exigências. Sentindo-se magnânimo por causa da gravidez da esposa, Edward permitira a permanência do hóspede no castelo. Arrependia-se amargamente. Não só estava muito frio para Isabella ficar fora como também à terra encharcada oferecia perigos sem fim. Precisava ir procurá-los. Já ia fazê-lo quando o criado, apontando para a lareira, avisou:

— Lorde Edward, há uma visita para o senhor. Virando-se depressa, ele viu a silhueta alta e grande de um homem esquentando as mãos estendidas para o fogo. Com todos os diabos! A mulher grávida cavalgava pelos campos gelados e um estranho perambulava em seu salão. O que aconteceria a seguir?

Deu uns passos para a frente, mas parou ao ver o sujeito virar se para ele. Ao reconhecê-lo, ficou tenso e perplexo ao mesmo tempo. O que Emmett MacCarty estava fazendo ali?

Pensou logo na irmã e na sobrinha. Elas teriam vindo também, ou o cunhado trazia más notícias?

— Minha irmã? — indagou sem preâmbulos.

— Ela está bem e me mandou vir até aqui — respondeu Emmett.

Fez-se um silêncio tenso, percebeu Edward. Eles não tinham se separado em bons termos depois da briga. O que trazia o Cavaleiro Vermelho a Cullen?

Como se lesse seus pensamentos, Emmett o encarou.

— Depois de receber sua carta, Rosalie ficou preocupada com você e com sua mulher.

Edward tinha se esquecido da carta. Embaraçado, baixou o olhar antes de responder

— Está tudo bem agora. A doença passou.

— Ótimo. E sua mulher?

— Recuperou-se bem — disse Edward.

— Foi o que imaginei ao vê-la sair do pátio a cavalo. Não falei com ela porque queria conversar primeiro com você.

Levando-se em consideração as condições em que ele deixara os de Cullen, a precaução de Emmett era compreensível, admitiu Edward.

— Isabella me pareceu satisfeita e saudável — comentou Emmett.

— Ela está grávida.

O cunhado não escondeu a surpresa, mas ofereceu um largo sorriso.

— Parabéns, Edward!

— É uma boa notícia, desde que ela passe bem. Não quero que corra nenhum risco.

Mais uma vez, a expressão de surpresa precedeu o sorriso de Emmett.

— Tudo sairá bem. Mas se você está preocupado, é melhor ir buscá-la. As estradas estão péssimas e alagadas.

Edward praguejou.

— Eu não teria consentido nesse passeio, porém, ele a convenceu em minha ausência.

— Ele? O homem que a acompanhava? Eu já o vi antes, mas não me recordo onde — disse Emmett com ar pensativo.

Edward, que já se dirigia à porta, parou.

— O que você quer dizer?

— Ah, eu me lembro! Foi nos pântanos. Ele era escudeiro de um cavaleiro, mas foi despedido com desonra. O que está fazendo aqui?

Edward, que jamais hesitara diante de uma batalha, foi tomado por um medo imenso.

— Você tem certeza? Ele alega ser outra pessoa.

O alarme nos olhos do Cavaleiro Vermelho fez Edward lutar contra o pânico.

— Bem, vi o rosto à distância, mas podia jurar tratar-se do mesmo homem. Cabelos e olhos pretos, estatura média. Caius era o nome dele, eu acho. Lembro muito bem quando foi despedido por causa da própria negligência. Ele mandou seu senhor para a batalha com a cilha da montaria solta. Isso custou à vida do cavaleiro.

As feições de Edward estampavam seus sentimentos. Assustado, o cunhado segurou-lhe o braço e perguntou:

— O que é?

Edward não conseguiu responder. Todas as suspeitas sobre Laurent Swan passavam a fazer sentido. Por que o homem levara tanto tempo para procurar Isabella? Porque não era seu irmão. Sem dúvida, tratava-se do homem de cabelos e olhos pretos que, com tanta diligência, perguntara sobre ela em várias localidades. Para tanto, ele tinha uma boa razão. Precisava do maior número possível de informações para poder passar por parente seu.

Mas do que adiantava ser irmão de Isabellan? A resposta era clara e dolorosa. A antiga e rica propriedade de Swan seria suficiente para satisfazer qualquer cavaleiro, quanto mais um escudeiro desonrado. As únicas pessoas que se interpunham entre ele e as terras eram Edward e Isabella.

A esposa, a quem jurara proteger, estava correndo um perigo maior do que ele tinha imaginado.

Isabella instigou a montaria a seguir a de Laurent, mas a subida da colina era difícil. Edward não a aprovaria, pensou ela com uma ponta de culpa. Havia aceitado o convite do irmão para cavalgar na esperança de falar com ele a sós. Precisava convencê-lo a desistir da propriedade do tio.

Todavia, seus esforços continuavam infrutíferos. Como mal conseguisse conversar com Laurent, não tinha ainda abordado o assunto. Ele parecia determinado a cavalgar depressa apesar do terreno lamacento e escorregadio.

— Laurent, vá mais devagar — gritouIsabella.

O vento devia ter lhe abafado as palavras, pois o irmão não se virou para trás.

Ela o observou. Sem dúvida, Laurent dirigia-se ao pequeno penhasco no topo da colina. De lá, poderia ver o rio, mas pó que a tinha trazido, ela não fazia idéia.

Isso lhe provocou uma certa tristeza. Mesmo depois de várias semanas na companhia do irmão, ainda desconhecia muita coisa a respeito dele. Por mais que tentasse, não conseguia sentir um afeto familiar por ele. Laurent não merecia isso. Bondoso, gentil e de temperamento brando, ele possuía todas as qualidades que faltavam no marido.

Todavia, ela amava Edward. Naturalmente, esse sentimento era diferente. Porém, ela não podia se livrar da impressão de que, apesar do temperamento explosivo, Edward s merecia ser amado mais do que o gentil e amigável Laurent.

Isabella achou-se perversa. Talvez o próprio caráter fosse falho, mas continuava preferindo a companhia do marido severo. Ele podia estar de mau humor ou briguento, mas nunca a entediava. A vida fluía entre ambos. Com raiva, ou excitação, ou paixão, eles alimentavam-se mutuamente.

No esforço para alcançar o topo da colina, Isabella esqueceu as reflexões. A sela escorregou um pouco e ela se assustou. Prensando os calcanhares, conseguiu levar o palafrém pelos últimos metros de subida. Olhou para trás e, vendo a inclinação barrenta, calculou como uma queda teria sido perigosa.

Respirou fundo e arrependeu-se da decisão insensata de ter acompanhado o irmão. Tal cavalgada só podia ser feita por homens em seus corcéis e ela não podia mais pensar apenas em si mesma. Tinha também de se preocupar com o filho.

— Laurent? — chamou.

— Venha até aqui! — ele gritou.

O irmão olhava pelo penhasco como havia imaginado, ela, porém, não tinha vontade de chegar perto da beirada, onde a terra desbarrancava para a correnteza do rio.

Isabella hesitou e, então, surpreendeu-se ao ver um cavaleiro surgir de entre as árvores, à esquerda, e cavalgar colina acima.

Tinha de ser Edward num acesso de raiva e de ciúme, pensou ela. Quando ele alcançou o topo, parou a montaria a seu lado. Em seguida, olhou em volta com olhar desconfiado.

Isabella o observou e não encontrou a expressão enraivecida. Ele estava lívido e com olhar sombrio. Estaria doente, ou tratava-se de uma nova faceta do temperamento volúvel dele?

— Isabella, fique aqui perto de mim.

O tom veemente a surpreendeu. Desconfiada do ciúme do marido, ela sentiu-se tentada a desobedecer, mas a rigidez das feições dele a fez refletir. Se não o conhecesse bem, juraria que Edward estava com medo. Mas ele não temia nada.

— Isabella, venha cá — gritou Laurent.

— Fique longe dele, Isabella, e não se afaste de mim — disse Edward.

Aturdida, Isabella olhou para Laurent e o viu instigar a montaria em sua direção. Observou-lhe o semblante afável e comparou-o com a expressão sombria do marido. Mesmo assim, deu-se conta de precisar atender a ordem de Edward.

Achou estranho. Apesar de amá-lo há bem tempo, jamais pensara em confiar cegamente nele. Talvez isso fosse possível pelo fato de o relacionamento entre ambos ter se tornado mais forte e poderoso do que o ódio e a vingança. Decidida, permaneceu onde estava.

Um barulho a fez virar a cabeça para trás. Viu Laurent esporeando o cavalo e assustando o seu. Ela tentou controlá-lo, mas a sela voltou a escorregar para o lado. Isabella teria caído se Edward não a salvasse a tempo, carregando-a nos braços.

Aconchegada no colo dele, Isabella ficou horrorizada quando o cavalo de Laurent quase atropelou seu pequeno palafrém. O animal escorregou e, a muito custo, não caiu. Ela soltou um suspiro de alívio por não estar mais na sela que, agora, pendia do lado da montaria.

O incidente tinha ocorrido tão depressa que Isabella não sabia como acontecera. O animai de Laurent teria se assustado? Mas por que correra exatamente em direção ao seu?

Percebeu a tensão do marido. Ele a apertava com força ao encontro do peito, impedindo-a de mexer-se. Edward pôs uma certa distância entre eles e Laurent, mas não deixou de encará-lo com firmeza. Quando falou, a voz dele provocou um arrepio de medo em Isabella.

— Pensa que teria uma oportunidade melhor de se apossar das terras de Swan, caso matasse minha mulher e a criança da qual ela está grávida?

Isabella não conteve uma exclamação, mas Laurent apenas sorriu.

— Sua chegada abrupta assustou meu cavalo. Você não podia esperar que os outros animais não reagissem.

Isabella sentiu-se gelada, e não por causa do vento frio. Por que Laurentnão lhe pedia desculpa, ou expressava preocupação?

— Isso não explica a sela solta do palafrém. Você cortou a cilha, ou apenas não a prendeu bem? Minha mulher deveria escorregar da sela para o penhasco ou você pretendia empurrá-la?

A falta de ar ameaçou Isabella, porém, ela lutou contra o pânico, seu causador. Pensando no filho e em si mesma, respirou fundo várias vezes e bem devagar. Só quando se controlou, olhou para o irmão. Como sempre, ele se mostrava relaxado.

Nada o afetava? Por que não protestava contra as acusações?

— Não sei o que você quer dizer — respondeu ele com um sorriso.

— Você pensava mesmo que eu não vingaria a morte de Isabella?

— Pare de imaginar coisas advertiu Laurent.

— Não. Você é quem tem imaginação fértil se pensou em matar minha mulher e meu filho a fim de se apossar de minhas terras. A brincadeira acabou, Caius, pois sei quem você é.

Pela primeira vez, Isabella viu uma reação fugaz nos olhos de

Laurent, mas ele falou em voz calma.

— Você não pode provar nada.

— Há um homem em Cullen que o conhece. Ele pode jurar que você não é irmão de minha mulher e sim um escudeiro covarde, demitido por não cuidar de seu senhor. Você o matou como tentou fazer com Sophie?

— O homem deve estar enganado.

Em seguida e para o horror de Isabella, Laurent tirou uma das luvas e a jogou no chão, diante do corcel de Edward.

— Eu me sinto insultado e nego suas palavras. E mais, eu o desafio a lutar comigo pelas terras de Swan. Aliás, minhas por direito de herança.

Apavorada, Isabella não conseguiu desviar os olhos da luva. Sabia o significado de tal desafio. Julgamento por combate, era chamado. A luta só terminaria com a morte de um dos oponentes.

Fechando bem a capa forrada de pele, Isabella dirigiu-se para a porta do salão.

— Minha senhora, desista de ir — implorou Esme. A resposta de Isabella foi um olhar firme. A criada recuou, resmungando algo sobre sua teimosia ser tão grande quanto à de lorde Edward. O comentário provocou o primeiro, e sem dúvida o último, sorriso de Isabella nesse dia. Antes de a manhã terminar, alguém caro a ela estaria morto.

Não concordava com o duelo. As paredes do salão haviam ecoado seus gritos e os de Edward durante as discussões sobre a questão. O marido tinha feito uma lista de todas as evidências contra Laurent e ela fora forçada a aceitar o fato de que o homem não era seu irmão. Isso e mais as intenções maldosas dele a tinham magoado muito. Contudo, não desejava que fosse morto pelo marido.

Também não queria Edward ferido.

Tal admissão o tinha controlado por algum tempo, mas ele continuara inflexível. A honra exigia a realização do duelo. Isabella não podia acreditar que tal disputa fosse legal. Se Hawis era um impostor, então julgamento por combate seria uma maneira fácil para ele se apossar de terras, matando seu proprietário.

Essa idéia atormentava Sophie. E se o marido não fosse invencível? Sabia que ele era um guerreiro competente, forte, ágil e esperto, mas algo poderia dar errado. Ela não suportava imaginar a vida sem esse homem severo a quem aprendera a amar. E quanto ao filho? Chegaria ele a conhecer o pai?

Apenas o orgulho impedira Isabella de implorar a Edward para desistir do duelo. Quando acordara nessa manhã, ele já tinha saído, privando-a dos protestos finais. Ou de despedidas.

Acompanhada por Esme, Isabella saiu. Embora não houvesse chovido mais, o céu continuava cinzento. Talvez nevasse mais tarde. O tempo ruim, entretanto, parecia não impedir ninguém de ir assistir à luta. Um grande número de pessoas dirigia-se ao lugar demarcado para o combate. Pelos comentários ouvidos no caminho, Isabella concluiu que poucas compartilhavam de suas preocupações. Na opinião geral, Edward era um guerreiro hábil e experiente. Mesmo assim, ao chegar ao local e sentar-se num dos bancos diante da arena, ela continuava com medo. Mas precisava representar o papel de senhora de Cullen, embora tivesse vontade de chorar e soluçar.

O silêncio dominou a multidão quando Emmett assumiu a posição de juiz. O cargo era apenas formal, pois o decorrer da luta seria o árbitro real e a morte, a decisão final. Quando ele recebeu as luvas dos dois homens, Isabella ficou alerta. Em seguida, Edward posicionou-se do lado norte e Laurent, do lado sul. A única arma de cada um era um bastão de madeira.

Emmett sinalizou o início da luta e a respiração de Isabella acelerou-se. Apesar de suas boas intenções, os pensamentos desintegraram-se numa confusão de preces e súplicas. Se havia conhecido a dúvida, agora tinha certeza da verdade. Amava o homem severo que a fora buscar no convento. Desejava envelhecer ao lado dele, mesmo sofrendo-lhe as provocações e rompantes, pois restava ainda a paixão alucinante que os unia.

A luta começou. Edward atacou primeiro e Laurent aparou o golpe. Isabella sentiu a respiração falhar. Fechou os olhos e concentrou-se na inalação do ar. Por Deus, não podia sucumbir ao medo. Não quando Edward corria perigo.

Agarrou-se a essa última idéia e abriu os olhos. Tinha de respirar não só por si mesma como também pelo bebê. Isso sem falar em Edward.

Ele cambaleou sob um golpe poderoso, e Isabella manteve os lábios apertados. Sentiu a mão de alguém na sua e, surpresa, viu Esme segurando-a. A pobre criada também estava aflita. Respirou fundo. Devagar. Curiosamente, com cada inalação sentia-se mais forte, até conseguir olhar outra vez para a luta.

Laurent, que havia ganho uma certa vantagem, não era tão forte e grande quanto Edward. Também não tinha a mesma resistência. Logo ficou evidente que ele se cansava depressa. Mas embora um golpe poderoso de Edward lhe partisse o bastão ao meio, ele continuou a lutar com o que lhe restara. As regras eram claras. A luta deveria prosseguir mesmo se fosse apenas com os punhos, os pés e os dentes.

Edward atacou, mas apesar do cansaço, Laurent desviou-se e contra-atacou, atingindo a cabeça do oponente com o toco do bastão. Edward caiu de joelhos enquanto os protestos da multidão elevavam-se no ar.

Entusiasmado e disposto a matar, Laurent levantou a arma quebrada, a ponta irregular descendo num arco letal para o rosto de Edward. Isabella apertou a mão de Esme e todos, em silêncio, curvaram-se para a frente a fim de observar o que poderia ser o fim da luta.

Então, Edward levantou os braços, o próprio bastão aparando o golpe e quebrando-se antes que ele se levantasse e se jogasse sobre Laurent. Este caiu perdeu a arma. Aos murros e pontapés, os dois rolaram no chão. Mais uma vez, Edward provou ser o mais forte, apesar do sangue que escorria do ferimento na cabeça.

Laurent, entretanto, não parecia amedrontado, nem quando. Edward, com as mãos em sua garganta, o prendeu ao chão. No instante seguinte, ficou óbvia a razão para tanta confiança.

Laurent esticou o braço e tirou uma faca da bota. A arma proibida deu-lhe nova coragem. Com esforço, empurrou o oponente e pulou em cima dele. Caído de costas, Edward estendeu a mão numa tentativa para pegar a faca.

Exclamações, de protesto contra a quebra dos regulamentos e de temor pela vida de Edward, ecoaram no ar. Um brilho chamou a atenção de Isabella. Viu outra faca voar de onde Emmett se levantara para as costas de Laurent, enterrando-se entre os ombros. Soltando Edward, ele caiu enquanto as aclamações do povo enchiam o ar.

Incapaz de se mexer, Isabella continuou onde estava. Ouviu Emmett declarar a morte de Laurent e a vitória de Edward. Com a ajuda de Esme, conseguiu se levantar e então, como se nova vida fluísse em seu sangue, correu em direção ao marido.

   





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